Livros e Histórias de Hazel
Justiça Para Meus Pais
Era o dia do lançamento de "Mundo Semente", o projeto da minha vida, um jogo educativo gratuito. Mas, de repente, meu mundo desabou: fui acusada de plágio, e a pivô era Bruna, minha própria irmã mais nova, a quem eu ensinei a programar. Do dia para a noite, meu nome virou lama online: "impostora", "ladra de ideias", "fraude". Ninguém ouviu minhas provas, preferiam a narrativa da irmã mais nova carismática oprimida. Eu me tornei uma pária, me escondi do mundo. Mas o pior ainda estava por vir. A tempestade de ódio virtual se tornou real. Fãs de Bruna, com rostos cobertos, foram até o prédio dos meus pais. Eu estava no telefone com minha mãe quando ouvi os gritos e o barulho de vidro quebrando. Corri, mas cheguei tarde demais. Meus pais, pessoas simples e boas, foram empurrados da varanda do décimo segundo andar, assassinados por fãs extremistas. Minha alma morreu naquele dia. Como Bruna, minha própria irmã, podia ser tão cruel, roubando não só minhas ideias, mas também o futuro da minha família? A dor e a injustiça eram insuportáveis, uma ferida aberta na minha alma. Então, a escuridão. E de repente, abri os olhos. O cheiro de café, o sol na janela. Era 23 de outubro de 2023, o dia do lançamento de "Mundo Semente", o início do meu pesadelo. Eu não estava morta. Eu tinha voltado ao começo, com a memória do futuro. Uma segunda chance, não para perdoar, mas para fazer justiça.
A Prova da Negligência: O Abandono do Meu Marido
Quando o médico me disse que precisava de uma transfusão de sangue de emergência, o meu marido, Pedro, estava ao telefone como se nada fosse, discutindo a cor das cortinas do quarto do bebé. A voz dele era impaciente, mas com um carinho que raramente me mostrava. Eu estava ali, a esvair-me em sangue, com a hemorragia pós-parto a não parar. Acontece que o meu tipo de sangue era raro, e só Pedro era compatível. Ele tinha o poder de me salvar. Mas quando lhe pediram para doar, ele riu-se, disse que tinha pavor de agulhas e que estava exausto. Até me acusou de ser dramática, perguntando por que é que eu não podia ter tido um parto normal como toda a gente. Depois, virou costas e foi ver a nossa filha, Eva, deixando-me à beira da morte. Enquanto a minha vida (e a do nosso casamento) se esvaía, uma enfermeira apareceu com uma bolsa de sangue. Alguém doou, mas não foi ele, o homem que jurei amar e que me tinha prometido um futuro juntos. Ele nem sequer me perguntou se eu ia sobreviver. A minha mãe entrou no quarto, os olhos vermelhos, e disse-me que, lá fora, Pedro se gabava da Eva ser parecida com ele, sem uma única preocupação comigo. Como é que alguém podia ser tão frio? Tão egoísta? Ele preferiu deixar-me morrer a enfrentar uma agulha! Que tipo de homem era este, que via a sua esposa à beira da morte e se preocupava apenas com a cor de umas cortinas e com o seu próprio conforto? Nesse momento, decidi. Iria sobreviver, por mim e pela minha filha. E o meu primeiro passo seria pedir o divórcio, custasse o que custasse.
O Dia em Que Ele Escolheu Outra
No dia em que o meu filho nasceu, o meu marido, Pedro, estava a doar sangue à sua ex-namorada, Sofia. Eu estava sozinha na sala de parto, a minha visão turva pelo suor e pelas lágrimas. Onde estava o Pedro? Ele dissera que era uma emergência, que Sofia tinha um tipo de sangue raro, o mesmo que o dele. Que ela precisava dele, que a vida dela estava em risco. E a nossa? A do nosso filho? Ninguém importava? Ele desligou-me o telefone na cara, pedindo-me para ser compreensiva. Eu dei à luz sozinha, enquanto ele se fazia de herói para a sua ex. Quando pedi o divórcio, ele chamou-me egoísta, disse que eu só pensava em mim. Que a Sofia tinha tentado suicidar-se e que ele a não podia abandonar. A sua mãe, Dona Laura, veio a minha casa para me acusar de ser uma ingrata, uma louca. Disse que o Pedro era um homem nobre, um herói por salvar uma vida. Eu sentia-me esmagada, uma mãe recém-nascida sozinha e julgada. Até que recebi uma mensagem anónima. "Sou a Marta, irmã da Sofia. O Pedro mentiu sobre tudo. É sobre a Sofia. Amanhã, 15h, no café da Praça da República. É importante." Que mentiras? O que mais poderia ter acontecido? O encontro com a Marta desvendou uma verdade tão horrível que fez o meu mundo desabar. O Pedro não era um herói, era um monstro, um manipulador cobarde. Ele usou a doença mental da sua ex-namorada para me abandonar e justificar as suas ações vis. A raiva, antes dormente, acendeu-se, tornando-se o meu combustível. Desta vez, eu não ia ficar calada. Eu ia lutar. Eu ia lutar pelo meu filho, pelo meu Leo, e por mim. Ver-nos-íamos no tribunal.
O Preço da Traição: A Bilionária Que Você Rejeitou
Eu, uma órfã adotada pela rica família Arruda, passei a vida a sacrificar-me, tentando agradar o meu noivo, Leonardo. Em vez de ser a noiva amada, o meu trabalho árduo, a minha bolsa de investigação na Europa, o meu futuro, foram entregues a Beatriz, a suposta "filha biológica perdida" da família. Com a cumplicidade de Leonardo, fui humilhada publicamente, acusada de plágio e expulsa da universidade. A minha vida desmoronou à medida que eles me derrubaram, até ao ponto de ser espancada e quase desistir. Quase desisti, deitada num chão frio após a última agressão, sentindo que tinha perdido absolutamente tudo. Mas porquê? O que tinha eu feito para merecer tanto desprezo e crueldade de quem jurei amar? Essa era a questão que me assombrava. Foi então que uma chamada arruinou os meus planos de auto-destruição. Um investigador, que eu tinha contratado em segredo, mudou a minha vida para sempre. Ele revelou uma verdade chocante: eu sou Sofia Ferreira, filha biológica de um império petrolífero angolano. A órfã humilhada erguer-se-á. A família Arruda pensou que me tinha destruído? Eles apenas me deram a chama para a minha vingança. Eles vão pagar por cada lágrima.
O Jogo Cruel de Nove Vezes
"Mateus, preciso ir. Leonardo precisa de mim." A voz de Isabela, minha esposa, era quase casual, mas seu brilho nos olhos ao falar dele, a paixão platônica de sua infância, já me dizia tudo. Eu, Mateus, que a amei com tamanha devoção, nunca imaginei o abismo que se abriria à nossa frente. Aquele dia, o retorno de Leonardo ao Brasil, marcou o início de um jogo cruel proposto por ele: nove "chances" para Isabela provar seu amor por ele. Se ela me abandonasse nove vezes, eu deveria conceder o divórcio. Eu aceitei, cego pela esperança de testar sua lealdade, mesmo que doesse. As humilhações se seguiram: no nosso aniversário de casamento, em minha crise de apendicite, no funeral de minha avó, ela sempre o escolhia. A nona vez foi a pior: febril na estrada, ela me deixou para correr até Leonardo. E o ponto culminante, a cena que selou meu destino: durante um acidente, Isabela salvou Leonardo, me deixando para ser atropelado. No hospital, a dor física era ínfima comparada à da alma. A frieza e superficialidade de sua "preocupação" confirmaram: eu era apenas um peão em um romance alheio, um tolo cego pela própria ingenuidade. A percepção do ridículo da minha situação, da manipulação de anos, era esmagadora. Mas minha resignação abriu caminho para uma fria e inabalável resolução. Ali, naquela cama de hospital, decidi: ela teria o divórcio, sim. Mas não do jeito que esperava. E em um movimento silencioso, preparei a sutil vingança. Minha vida estava prestes a recomeçar, mas não da forma que sequer poderiam imaginar.
