img Crime, Desejo e Corrupção  /  Capítulo 2 O ARQUITETO DO INFERNO | 9.52%
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Capítulo 2 O ARQUITETO DO INFERNO

Palavras: 1202    |    Lançado em: 02/06/2026

Janeiro, mas aquela luz não tinha n

prédios espelhados, pelos viadutos da Linha Vermelha, pelos ônibus superlotados da Avenida Brasil, como sangue qu

aixo enquanto segurava um copo de uísque dezoito anos ainda pela metade. O vidro blindado refletia minha imagem com

egado

ou

eiro. O

lvora e a podridão do que eu realmente sou por dentro. Já a pistola .40 customizada, presa na costela, contava a verdade sem vergonha nenhuma. Fria. Pesada. Hones

omem que enfrenta o tráfico sem abaixar a cabeça, o paladino que bota a cara em coletiva de im

Dá vontade de rir na

talvez corressem desesperados quando eu entrasse em qualquer sala. Talvez rezassem pra não cruzar o meu caminho. Porque o Dr. Marco é só um personagem. Uma fantasia cara de grife.

alma... existe o Marcola. E o Marcola não acredita em justiça. Nunca acreditou. Justiça é história p

. Minha velha lavava roupa pra madame na Zona Sul até os dedos abrirem em carne viva, voltando pra casa com o braço dormente e moedas de esmola no bolso. Meu irmão, Bento, cresceu m

u quando eu t

farsa que os vermes escreveram no rela

o. Diziam que procuravam o gerente da boca, que procuravam traficante. Meu pai, assustado, tentou explicar com as mãos calejadas levantadas que era pedreiro. Trabalhad

bicho sendo abatido. O sangue escuro descendo devagar pelo chão de madeira fuleira. E o policial? O desgraçado limpando o cano da arma

i, eu aprendi a lição mais importante da minha vida: o homem que aponta a arma

s naquele exato momento, alguma coisa de vidro dentro do meu peito quebrou e morreu junto com o meu velho. Ali nasceu o monstro. Ali n

de estavam as rachaduras, as brechas jurídicas, os pontos cegos da lei. Enquanto meus colegas de faculdade, aqueles playboys criados a leite com pera, sonhavam em mudar o mundo com discursos acadêmicos, eu passava as noites devorando o Código Penal imagina

e promessa da corporação. O delegado perfeito que os secretários queriam do lado pra tirar foto. A imprensa adorava vender a minha história: o garoto pobre da favela que venceu a miséria através do est

e. Coronel da PM desviando tonelada de maconha apreendida pra revender pra facção da Zona Norte. Secretário de Estado recebendo mala de dinheiro pra autorizar contrato de segurança privada de fachada. E sabe o que era o pior de tudo? Ninguém

a da máquina, ou você batia de frente e era triturado, virando estat

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