img O Preço Que Paguei Por Você  /  Capítulo 8 Ele não reage | 44.44%
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Histórico

Capítulo 8 Ele não reage

Palavras: 3337    |    Lançado em: 01/05/2026

a

o filé em uma

ec

enc

esfo

erem, limpas o bastante para não deixarem vestígios, controladas o basta

até um jantar em

ares de pontos luminosos, um oceano de janelas acesas e vidas alheias que não me interessam. A chuva engrossou lá fora, escorrendo pelo vidro como se

as perna

quem quer

efeito que provoca e se recu

como eu. Simples demais para ser vulgar. Preciso demais para ser inocente. O tipo

aça de água,

ra

ibe

safio dentro

sa posta, a escolha dos pratos, a formalidade polida - e decidiu não partici

ress

ita

ente inte

to ou pretende fingir civilidade em algum mo

la ironia que parece ter sido feita

o pedaço da c

recise pensa

emora é um

o - digo, sem tira

a um ris

hu

mente quando penso em um homem que me entr

to o

tro o

a. Claro qu

e sus

o pro

ssinou -

gostou de

de decisõ

estudando meu rosto como se quisesse me a

io cai e

ns

ili

esponder. Gosto de ver o efeito da espera nas pessoas. A maioria começa

uência natural quando o

boca dela s

igo

nta a história? - ela pergunta

por um segund

demais para ser confiável. O olha

o entrou de

do que pisaria e

mesmo

eja a parte q

parte que eu deve

uerendo testar

querendo me colo

ão gosta d

ousa

va

to do

e no exato lug

deixo a

a de

lável para desperdiçar controle diante de uma

- digo. - Você mantém os

a

coisa mais verdad

finitivamente

gelada. O suficiente para lembrar ao corpo que ele não

Di

velo na mesa, aproximando-se um pouco. - E o seu maior problema é que eu não acredit

e entr

ia

uer f

i inúmeras vezes: encontrar a fissura, p

ce

regi

na, eu reg

a quando quer pa

ão dela muda um único

empre no ponto em que acha

me tira

eu que eu não re

o inter

calc

- digo, apoiando as costas na cadeira. - Me fa

dela es

nt

in

ciações. Me faz pensar que já passou tempo d

ênc

engrossa

penso. Como se o mundo inteiro tivesse desacelerado só para ouvir uma mulher me desafiar à mesa enquanto eu tent

o pedaço de c

lm

ivesse acabad

. não

ão endureço.

obs

a i

streitamento d

mo endireit

ima que sobe

ancar de mim alguma coisa visí

a perda é sempre essa: entregar ao outr

va quando per

aiva inteira derramada nos côm

espondia co

que fos

ais do que grito quando o homem à frente

ndi com

a gr

a satisfaç

na me

era

orri daquele jeito bonito e irrit

ndo-se na cadeira. - Voc

so o

ue nada a

gora. Menos performática

o fi

or um segundo tivesse cansado do jogo fácil e qu

ue eu sou p

a paira e

es na

ada no

to, aos termos, à conveniência da estrutura. Poderia chamá-la de

ério: ela me deixa sem paciênc

? - pe

clina

Ho

deixando o peso da respo

ração que

so

sati

im você me tr

ambém podem se

sou um estu

uma ins

apa mais hones

instante em

os del

suav

mu

ra ela tivesse ouvido alg

cia? - rep

iste em me

porque vo

cê queira saber at

z não é lâmina. É calor. Denso, respirando

ta do dedo pela

sto m

ente desn

mente ca

- pergunta. - Ir

e le

pr

a acompanha o movimento com os olhos, sem mudar de posição. Ma

fici

la mesa e paro

to

da

forma de toque quando e

gue o

ta para me desafiar, me insult

ende

e q

o suficiente para dimin

ende fazer se eu p

a frase é

a descem par

lt

ia que

o assi

e estivesse se con

u e

evia me im

a te deixar

da boca

to irritante de sorrir

foi a parte mais

la. Perto demais do ombro. Distante o ba

já pe

cabeça quase tocar minha mão. Não toca. Mas a

- ela insiste. - Está com m

rosto, perto do ouvido de

lguma nota floral discreta e o

cê ainda não disse nada

suficiente para quase to

as

ntir

a é um s

do

le

de d

sto um gr

gar o que ela oferec

uito me ver p

cê é homem de verdade e não só uma

vem suja do

ante para aqu

astante p

perigosamente claro, em como seria segurá-la ali mesmo até a

fa

rovam o que são com

como você p

a pessoa implora

de a res

ez mais

do, mas eu o sinto atravessar meu

postura rápido. Bo

a de falar

gosta d

obe até a mi

o

edos a

ve

a o meu corpo in

la. Não entrego o reflexo. Mas p

vai - ela sussurra, deslizando os dedos um centímet

ilar te

se

perc

que pe

ham com satisfação

ro o pu

lm

rm

viol

o o próximo

ndo demais algo q

enta solt

ainda sentada, me obrigando a me

o demais para alguém

ós se torna

ver com

er com c

m qualquer es

delicada da pele interna do antebraço.

arre

ntane

icam nos del

eação sufici

la se abr

ch

êncio

me dá o praz

ca

oz mais rouca do que ante

to a m

va

ontinuar tocan

ra, cedo mais do q

ponta dos dedos, como se a

o

ro que

passo p

s

A distância a irrita quand

so de propósi

Fa

e enlou

r perto de mim não signif

do que a cadeira quase

respirando no mesmo espaço como se isso p

quero, Yan?

por um lon

onder isso

ue e

ez ela saib

r a parte de mim

z há algo mais vulneráv

vo

ta volta

r

flor

eria m

ra

lher que me deixa sem vontade

quanto de voc

s dela

o po

vaci

e não

r pra

ênc

vesse tentando decidir se m

r uma das três passa por m

e mais fort

receu quase tod

nuiu à exata distância en

dá mais m

rpo quase en

as

e. Quase toque. Quase re

teli

uport

fic

o seu problema? - e

e disse que

rgue o queixo. - Você ac

um s

is s

uc

que, com você,

rende

o ex

o, ainda m

o para acreditar que entrou. E

sobe numa res

escem para

acabar com

Um beijo dado no ponto exato entre rai

onitos aind

estrutura antes de

não

o sob o queixo dela e levan

a, Car

ndo sa

lm

quí

s dela

e vai me desafiar só pe

ase fa

o imp

cia pronta na

tão al

sidade ma

ínt

a se

va

ar o cont

ria tem um tipo part

r dois segundos

lugar à mesa como se n

nte do corpo dela atrás de mim, do silêncio al

o que, pela primeira vez,

a t

gole d

ndo para ela por cima

ra eu

dela fic

s olh

va. Perto de tesão. Perto do tipo de tensão qu

, quase ofendida. - Vo

oio a

pensando na minh

ênc

gi f

gundo inteiro

pensando na minha

sem most

ela est

sa é a pi

, apesar da mesa, da cidade, da chuva e de tudo

odo e transforma qualque

e o jant

ia uma so

foi out

foi um

arece homem

parece mulher

obre a mesa, apr

r como se eu fosse s

tento

pr

sorr

erdade crua que eu

uero você

a muito

ta d

onti

ntender o que acontece quando para de me p

entre nós co

reto

enfe

svia o olha

um se

o, um seg

ega a

e á

vi

manter algum ti

isso mais do

e desejo

sa com

uportável -

ainda e

eu goste

. - Você gosta de chegar perto demais daquilo

la volta p

ast

ri

voc

i

pergunta. -

minha boca antes que

fogo achando que é quem

ênc

ng

uie

gado

tem leveza alguma. É o sorriso de alguém que o

xa, segura, linda demais para ser boa

obs

te

e deliber

resp

ainda não

sempre foi a reação mai

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