oli
vidro como se
e nervosa, como se o céu lá fora estivesse fazendo exatam
distante, dissolvido, sem contorno. Tudo que é nítido demais ficou preso aqui dentro - a mesa impecá
mente a b
s de acontecer e, mesmo assim, caminha até ele com
ria ir
de limpa. Simp
disso tudo: não é Yan me olhando como se já soubesse o efeito que causa. Não é o contrato. Não é a arrog
perigosa sou
r também é uma f
endo a ele desde a
ara parecer casual. Mas Yan não é casual. Nada nele é acidente. Até o silêncio dele parece ter sido
deio
is ainda
udesse me desmontar com os olhos? - pe
l. Boa. Melhor d
. Sempre devagar. Sempre como se tivesse tempo. Como se o mundo
montar você - ele responde - ou descobri
a em mim do
elo i
la pre
sobe, lent
s para um homem que trans
ue vê graça nas coisas por dentro e, ainda assim, se recus
demais para uma mulher
o. Faço porque preciso de alguma coisa física para segurar, alguma lemb
gosto quando homens arrogantes
um segundo para m
seg
nas
eu v
que sobe pela minha pele quando percebo que
ança - ele diz. - Nós ai
no um pouco
Qu
e provoca para não adm
escapa antes que
ocê consegue fingir autocontrole antes de vi
on
in
m toque de tensão. Mínimo.
e para eu q
o: quando encontro uma fissura, eu n
a, como se eu não tivesse
ns como quem conhec
mulheres como que
nã
o o
ênc
va en
compasso estúpido qu
pr
cabeça. Ele contorna a mesa lentamente, sem tirar os olhos de mim, e eu
u corp
sempre sab
uda a temperatura. Muda o espaç
lado da mi
o de
to
e isso que to
. Tocou, você reage. Tocou, existe um lu
em to
maginação faz
lgum lugar da cobertura, e a camisa branca dobrada nos antebraços é o tipo de detalhe que devia ser insignifica
ar para o
ol
nta -
ueixo
um pedido o
serva como se já soubesse o que vai enco
o caminho
ra
r de se esconde
me protege de um jeito ridículo. Me dá um cenário, um objeto entre nós, alguma estr
va
va
rque o
lhi não par
ganiza. Yan é maior, claro. Não só pelo corpo. Pela presença. Po
iro se torna c
justo demai
entre o colo e
tido contra a m
que eu tento m
r. Não como um homem faminto demais. Pior
r - ele
o sem
mo se estivesse compr
ele sobem
como se ela pudesse esconder
e vem
unda. Não por fraqueza. Por raiva. É iss
ue tudo gira em torno d
io passo
has pernas. O corpo dele ainda não me encosta, mas eu
ele diz. -
ld
oga
port
o exato
uguel por estar vivendo tanto
quase nada. Quase um sorriso. Quase
ua cabeça, Carolina,
ulso
m po
el
o qu
segundo longo o bastante para meu corpo inteiro se lembrar de que tem terminações nervosas. Dep
quer de verda
xa do que eu queria. Me
r
já
como tudo que absorve: sem barul
Ho
Ho
ta a mesma coragem q
ênc
go o
ontrole todo existe um homem de verd
dele es
in
n
urada com alguma coisa mais perigosa, porque el
um
menos de um s
to
be
da conf
a mão dele na minha pele que me desorganiza. É a ausência dela. É saber que ele sabe exatamente
ra parecer um segredo ruim. - Me diz, Carolina... quantos precisaram gritar, aper
me at
rt
al de
oso d
fisicamente. Nunca fisicamente. Mas por den
e sei faz
tar migalhas para você acreditar que
dele fi
va
i
cis
entre nós. É o tipo de silêncio que arranha. Que encosta sem pedir
dele
nt
pa
do meu
enco
pescoço como se qu
sa
o, ele
e reação te dá prova. Te dá chão. Te dá alg
olhar dele com
. Porque rendição aliment
o rosto um
respirar errado, a bo
quero que
funde por um s
Nã
tra vez. Volta. - Eu quero que você escolha. E
rrita porqu
ue eu não gosto de visit
e orgulhosa faz quando um homem ch
cil te querer. Não é. O difíci
nt
gi f
trolada em excesso. Na mão ainda suspensa ao l
devolve no
pi
ível desejar você e ainda assim nã
e entr
tômago
rd
rd
rd
pelo que insinua. Dinheiro. Interesse. Escolha comprada. É isso
se um alívio porque raiva é mais fácil
perigosa. - Você me quer perto o suficiente p
ão se
tender por qu
for pior do que
Te
e dele. Como se quisesse verdade mas só nas condições dele. Como se eu deves
riso ve
ls
ia
eu tenha olhado pra você e pensado em joias, viagens, conforto. Talve
a entre nós c
jo o
expl
expl
e se torna ainda mais precisa, o que
ão combina com se
ração
ele fala como
que me conhe
ê mente pior d
e eu não quero nomear porque nomear seria admitir que parte de mim realmente queria q
io
igo
rdoá
golpe mais ba
Cheio de controle, cheio de pausas, como se toda mulher devesse agradecer p
ênc
olu
que nasce quando
spiração
arrepen
pecta
almente não sei o
Não é raiva simples. É algo mais complexo, mais masculino, mais perig
u rosto, desce devagar. Passa pelo ar en
to
enco
proxi
ça da mão
reage como se já t
ld
ta? - ele pergunta, a vo
lso di
eu s
ueira ver se
rece tanto que qu
m milímetro
u
cabeça tocar a beirada
ra ferir e começar a usar pra implorar - ele diz, baixo, devastad
orpo
ce inteiro pel
en
ue
ilh
falha. Como meus dedos se fecham devagar na lateral do vestido. Co
ele se
si
lesm
desse me deixar pegando fogo sozinh
unto com desejo. Uma mistura tã
de - su
o líquido como se não tivesse acabado de bagu
e os olhos para m
o da cadeira. Preciso recuperar algu
a isso de i
ferença entre ganhar
desce mais rápi
a que está
ina a cabeça. - A
e confund
ão e me deixa nesse espaço onde não se
xpl
poia
os b
desde que cheguei, pa
Toque te dá motivo pra odiar, desculpa pra desejar, prova con
ênc
boca
ue e
mente o q
pação. O quase. A tort
ra? - pergunt
resposta já estivess
nsando em mim dep
ravessa como
nta imediatamente,
rcis
sust
passo na d
não me
um na
nda
uente. Está carregado de alguma coisa mais funda, mais perigosa do que tesão. Orgulho ferido.
nsuportáve
ê conti
de ver até onde
eixar você perto o suf
o toco. Pairo. Milímetros apenas. Repito o que e
e descem par
lt
cruel -
ndi co
aprendeu
subesti
sou eu q
s um
pirar sem o cheiro
direito a postura. Refaço a boc
ntar a
tenta
e eu fique. Não recorre a charm
me
silêncio certo pode se
nho até
go perto da saída, paro. Não me viro de imediato. Porque uma parte de mim sabe que, se e
viro mes
que me
chuvosa. Perigoso demais para parecer real. Os botões da ca
eu fosse um incêndio b
o acabou
é am
prom
fa
onde antes que e
ro a ma
você,
ca dele se mo
você t
veria
ria
r cruel ma
do peito já está cansad
e honestidade que ainda cons
i baixa, íntima, afiada como vidro molh
que ele vej

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