oli
riscando os vidros do carro como unha
os parecendo mais distantes do que realmente estão. Tudo lá fora tem aquele ar de filme bo
vibra no b
so olhar
a
n
tivesse aprendido o cam
. Não abro imediatamente. Só observo o reflexo do meu próprio rosto sobre a mensagem ai
é
is fácil
pect
mens como ele, é sem
b
hega em de
boa
perg
es
canto da minha boca se ergue num s
ar
onvida. E
mo se tudo estivesse sempre pronto para obedecer. Como se eu f
oga
rola
igo
e problema
ada palavra amadurecer na pon
u não e
le já estava olhando a tela, esperando min
vai en
uma ris
pra um homem que a
cação: ele não respondeu como quem es
ita justament
soal. O tipo de veículo que não chega; ele se impõe. O mot
nele deve fu
ar o hall. Escolhi preto porque preto não pede atenção - ele absorve. E hoje eu não q
à mostra para ser uma afronta e não um convite. O salto faz po
no c
parece dizer: agora você está dentro. O interior cheira a couro, chuva e
fei
não
o qu
sso implicaria interesse demais. E homens como Ya
entro mais barulhento, passamos por ruas mais silenciosas, mais limpas, mais caras. O tipo
amento subterrâneo de um prédio
: ele quer
ele quer qu
ulher. Mais fria. Mais nítida. Mais pronta. O reflexo me devolve um rosto calmo, mas eu conh
nerv
ão vestida
silencioso. Um homem de terno, impecá
a - ele diz, sem so
o s
o, limpo, sofisticado, sem um detalhe fora do lugar. Vidro, pedra, madeira escura,
é b
é q
eu v
da ali só para reforçar o quanto ele gosta de alturas. O paletó já não está. A camisa branca está dobrada at
arece atrás de mim.
e vira de
le quer que eu s
emo
spe
álc
ssionante para transformar
vem antes
a. Irritante
ara entrar em territórios perigosos como
se v
nfe
ue já sabe exatamente o efeito que causa. O cabelo escuro ainda impecável, a barba curta desenhando dureza de
erva de ci
pr
pu
ados a encarar uma mulher como se estivess
se en
m. Um calor discreto, traiçoe
sor
er guerra, eu ta
e dizer se estou dentro do dress
toca o canto da
ais quando está
mais arrogante qua
ênc
po a
ar na minha direção. Um passo. Depois outro. Sem
aneço n
cuar seri
a minha prime
almente. Como se a sala inteira tivesse sido de
a voz mais baixa. - Você co
ixando o cabelo esco
que estão estudando. É mais ele
r um segundo. Curto demais para ser um a
cê sempre confundem
onfundo
ainda ma
. Limpo, escuro, caro. Alguma
Carolina. Vamos ver
o com força suficiente para
o cresce,
doraria
urece. Não de ra
nada. Eu decido o
assim es
que e
ue eu
i afiada. Que
o, como se estivesse me ana
aceitou porque e
que ofereceu
m com alguma coisa m
on
in
um homem deixa de parecer inabalável e começa a parecer humano. Não
mais um
o inteir
A cidade inteira do lado de fora some. Fica só esse homem
onselho? -
Nã
ar mesm
colada na boca dele
ente não con
tar o
to o
tar m
Não apertam. Não prendem. Mas o gesto é firme o bastan
uma vez, dura, co
u só não desperdiço energia f
pon
smo s
gar traiçoe
deio
nda o modo co
e gosto de brincar com hom
uase sem intenção, a l
as
que precisam me desafiar para
a quente e e
o suficiente para quebrar
como se me
onheço
s que se vendem fácil
ai entre nós
on
ui eu q
grau. Na forma como a respiração se torna ainda mai
e não
pi
ica c
o que assume sobre
també
assumo. E
observ
janela como se a cobertura fosse minha. Abro uma garrafa de água em vez de tocar no vinho c
ovocação
cie
viram. E eu acabei de ignorar deliberada
o há nada de passivo na quietude dele. É a quietude de um
ada, cruzando a
parte do contrato ou você só precisav
ento. Implacável. Sobe das minhas
eu traria alguém até a
ens ricos sempre p
riso baixo
os não. Home
no a
ocê é
ue não gosta
Eu sou péssima em
ancada. Para do outro lado, apo
com insistência demais par
ver como você fica quando pe
eguir
iciente para sentir o calor da r
dob
a minha boca outra vez.
mundo
, devagar
eu faria você
mármore. Um gesto mí
i de
aixa e imprudente de quem pisa um pouco perto
ão, sem pressa, até que o espaço e
oz dele roça. - Ou quer me ver p
ulso
b
u
el
o qu
eu queira
formulados, Carolina. Às v
- Quanto custa quan
rápido, cruza
ais perigoso do que o bilionário bem vestido que finge que tudo é cálculo. Um
dade quas
isfarço co
arruinar sua reputa
- ele p
tão
apa antes q
ouvimos o d
dessa vez num sorriso de verda
vocação real da noite - e
tava espe
esperando
e m
seu c
e pega de
. Quase suja s
ega, mas algo no v
ha muito bom
u s
tão
ênc
le à mostra. Para os olhos. Direto. Longo. Como se realmente pu
a voz sai b
ue tem medo do que acontece
in
pe é
eio a p
rriso
omem desesperado pa
ulher desesperada par
com mais força d
se i
u de prender
oca dele com raiva ant
stá insu
inda não f
ênc
ld
ele tem
eu pode
eu deve
não
ai
erdiçado. Não quando cada palavra parece um fósforo riscado em tecido seco
ficando totalmente
u eu quem in
escolhe a di
nta o rosto e di
é o seu pr
Vo
ão falha. Quas
cont
que você tenha
e é isso ou c
ocê acha que desejo é
almen
o co
clina
está
ê ado
o adorar. Eu só
para que a ponta do meu salt
ão es
pela própria clavícula, devagar, como se foss
as
dele ac
fe
ga e quente, subin
unta, baixo, com a voz ma
ra
no a
alv
ncosta de leve na bancada atrás de mim. Não h
omo termina essa
sor
respiração de
já não sou só
. - Fica na cabeça. Inc
ficam ainda
de deixar mar
de fingir q
te para saber quando
para saber quando conten
atravess
el por um seg
ng
igo
rcando sem me tocar. O corpo grande, quente, controlado demais. A cidade lá
- ele diz, baixo, perto demais - e eu posso ac
a não é
pi
ossibilidade. Cheia daquele ponto febril
o o quanto isso aparec
sust
o
ão mo
o que eu queria. Mais ín
ce para minha bo
i
is s
nda
afa
si
lesm
a. Como se não tivesse bagunçado o ar ao redor. Como se não soubesse exata
enfim um gole mínimo. E fala
te co
é co
da
bém não
pi
tentando ves
colhendo pedaços meus que ficaram espalhados no mármore
um pedido?
o bastante para me
e para você me provocar
em antes qu
ocê a
esc
ênc
a mais próxima da mesa e me sento como se meu co
as p
o q
deixar à beira de alguma coisa
a ficar claro: a prim
ixam em mim, lento
, Car
ousa
eito mínimo, peri
ovocação foi vo

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