fundo, como se organizasse as lembranças antes de continuar. Fo
ra apenas dois: ele e o meu irmão. Tratava-se de um tal de Capanema -
eo pausado, ap
onhecido uma menina e que ia ficar com ela. Me espancava, cuspia na minha cara.
ntinuidade à gravação, agora de form
se uma das cenas
tivo... muitas v
com a voz
ra a casa da minha mãe. Mas não sei, parece uma sina. Eu queria fugir daquele inferno, mas
ia que não eram dele e pedia que abortasse, mas nunca abortei. A família dele comentava coisas a
a, o filho não era dele. Também vivia me assediando. Fazia uma cantada pior que a outra. Quando não, ficava me alisando e dizend
u segundo filho. O primeiro havia dado para
Ele e a mulher que morava conosco saíram para fazer uma caieira na m
quei desesperada. Saí dali imediatamente, mas, antes, me viram. Estava cega de raiva e chorava. A única coisa que conseguia pensar era contar ao marido a falta de pudor e o desrespeito
vam vermelhos e, se cuspisse, cuspiria brasas. Pegou-me com força, arrastou-me até o cavalo e amarrou uma corda n
o bebê. Mais uma vez apanhei sem motivo. Fui castigada pela falta de respeito dele. Já quase sem forças, consegui me soltar da corda. Desesperada, embrenhei-me na m
i me chamar. Sua voz ecoava pela mata, deixando-me a
mais nada com você,
oço cheio delas. Tenho pavor de cobra. Comecei a chorar. Meus olhos semicerrados viam aquele monte de serpentes. A
! Sai
uma. Era tudo fruto do pavor que sentia, imaginando que poderia ser atacada a q
air, nunca apanhei tanto quanto apanhei naquela noite. Ele entrou no mato, arrancou um cipó-de-fogo e começou a me bater.
s amargas. A escuridão era minha única companhia. Era ela quem guardava a minha dor. Passei
ndo que eu precisava salvar minha vida e a vida do meu bebê. Seus primeiros raios arderam em meus olhos. C
Apenas me abraçaram. Quando as mãos tocaram as minhas costas, mesmo sendo toques s
o me amava. Mas o amava e
ais faria aquilo. E cedi. Meus pais passaram meses sem falar comigo. Tinha
mente o que
egui alcançá-la com muito sacrifício. Era início da noite. Sentei-me na cozinha e comecei a comer com sal. Ele chegou. Entrou, olhou-me
ra a úni
do meu ouvido. Vieram tapas e chutes, como quem agride uma coisa
rosto dela. Engoliu em seco, permaneceu c
barro batido para nos dar de presente. Mas não quis morar dentro da vila. Por
eu apanhava. Fazia de tudo para deixar meu filho acordado, na esperança de que se sentisse inibido ao vê-lo por perto. Não adi
o, ao falar dos filhos, dizia nosso. Sempre meus filhos. C
e chegou como sempre: sem dizer uma palav
m cair, cederam. Sua fa
e largou no chão. Um vizinho me socorreu
ol quente. O desconforto deveria ser gigantesco. Até me imaginei doente, com dores fortes, sendo socorrido na garupa de uma bicic
uma maldita frase: - A criança nasceu com a moleira afundada. Um dos chutes havia atingido sua cabeça. Três meses depois, meu Deus - pôs a mão trêmula na b
entos, nem pensamentos. Nem posso chamá-lo de animal, pois os animais não
e que a luz do sol. Não me ofuscava. Sabe um bebê de poucos meses falando? Era exatamente assim, me disse: "não precisa mais chorar, mamãe. Estou em um lugar onde não existe dor,
gravetos e acender um fogão improvisado com tijolos. Todas as manhãs passava o ônibus escolar. Ele aind
de, d
sse menin
rosseiro de sempre.
uer ver o ônibus passar. N
fala
stava próxima à rede e a arremessou
rar o rosto. A garra
ara te deformar e fazer com que
uns minutos
nuar aqui, vou morrer. E ai
o di
essa vida. Disse aquilo com tanta convicção, mas
em tom d
apanhar, sua puta, vagabunda.
casa da m
ei de i
filhos? Porque, se tiver lugar só para mi
um olhar acolhedor e
inha filha
de sofrimento. Por mim. E pelos meus filhos. Não cederia nunca mais,
m minha mãe. Consegui emprego em uma casa de família. Já fazia mais de um mês q
ovos. Fiquei desesperada. Tudo o que soube foi que a venda havia acontecido na cidade de Capan
or

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