PH
lgo apodrecido, memórias antigas que nunca tiveram descanso. Troncos retorcidos, raízes expostas, sombras
ndo exige que eu fique quiet
ine. Foi nele que aprendi que o ódio não é ausência de algo - é
te não respe
aviso mal disfarçado. Não pertence a Noxara. Não pertence a mim. Algo está errado, e meu ódio
tes antes mesmo
imposto. Hoje, porém, não estão quietas. Vibram sob a pele, tensionadas, como se algo do outro lado estivesse puxando de vooltá-la, percebo que ela se move diferente - não se dispersa, não sobe livre. As minhas sombras a capturam, a enrolam, a m
mbém
ameaça contida. As correntes apertam um pouco mais, respondendo à proximidade do ponto m
go à clare
o o
o é mais
ferida que se recusa a cicatrizar. Sua luz não ilumina - provoca. Mancha o firmamento com um brilho
sse erro se aco
nto surpresa. Sinto a certeza amarga de que o equilíbrio que me
ndo, então essas correntes não v
estou s
evemente, não em alerta, mas em reconhecimento.
bro apoiado na casca áspera, o olhar baixo. O canivete gira entre seus dedos com precisão irritante - sobe, cai, gira de novo, passando
boca e trago fund
po que vo
. O canivete continua d
baixa, sem emoção. - O suficiente
vo, inquietas, como se reagissem à presença dele tamb
digo, mais como consta
xter fecha com um estalo seco e, s
. - Foi... claro
sangrenta. Ela parece m
ainda - rosno. - As corrent
amente, cada movimento calculado. Ele guarda o canive
responde. - E você sabe di
ga. Ela se espalha entre nós, presa
aproximando -
nte a cabeça, um gest
u s
Não há perguntas. Não há negação
lua mudou - ele acrescenta. - Como s
ilar se
força
eclamar, ameaçar ceder. As sombras se enrolam ao meu redor, possessivas, irritadas., num tom quase casual - isso
ar da lua e
curto, cheio de ódio contido. -
e sob a lua vermelha de Noxara, crueldade e ódio entendem, sem pr
uma estrela se despedaça no alto, e junto dela, uma cauda flamejante queima inte
. Não a vejo, não posso tocá-la ainda, mas tenho a certeza absoluta de que ela voltou e está respirando em algum lugar agora. E som
ma do meu ódio, sei com plena certeza que nada no mundo
seu, independentemente do que o destino ainda reserva para nós. Ela nasceu para ser a última esperança, o princípio e o fim da minha existência, e eu, seu
nso e impregnado de tabaco, sentindo a fumaça invadir cada canto
daquele passado sombrio que me assombra incessantemente, resgatando-me, qua
o de cinzas que vêm das chamas vorazes que devoram a cidade por inteiro. Naquele cenário apocalípt
ntre os escombros de construções destruídas, homens da ordem chamada de "primeira voz" surgem, bloqueando meu caminho. Eles estão prontos pa
sólidas, parecem feitas das entranhas do próprio manto pesado que cobre a noite. Erguem-se do chão, afiadas e retorcidas, ferozes e vorazes, prontas para o que quer que eu ordene. Se
orte. A noite é dilacerada por gritos - gritos lancinantes de dor, súplica desesperada, um lamento profundo que perfura
is, refletiam as mortes que provoquei, o pavor estampado em cada centímetro do seu rosto lindo e trêmulo. Ela me olhava como se eu fosse um pesadelo encarnado, uma visão que nenhum ser deveria presenciar. Eu deveria ter feito tudo para
uma lâmina fria, mais cruel e dolorosa que qu
ia amar um mon
eterna de rejeição e solidão. A dor que elas provocaram rapidamente se transmutou em uma f
çaram a rasgar sua carne viva, dilacerando o que por tanto tempo existira como alma e corpo. A pele se abriu em feridas vermelhas e pulsantes, músculos se romperam como cordas frouxas, ossos estalaram como ga
por necessidade, mas porque eu queria, porque meu ódio não conhece limites, nem tem espaço para a compaixão ou para o perdão. Eu não detive aquela
ego, e mesmo então, apesar de tudo, mesmo coberto com seu sangue rubro, sua carne despedaçada e sua vida cessada diante de mim, continuei a desejá-la - talvez mais intensamente que
fez senão aprofundar-se, tornando-se mais cruel, mais perverso, uma sombra viva que se alastra em cada canto da minha alma. E se antes eu a destruí por rejeição, por sentir-me um monstro impossível de amar, agora, no present

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