img O Banquete dos Perversos  /  Capítulo 2 A Lenda dos Oito Perversos | 8.70%
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Histórico

Capítulo 2 A Lenda dos Oito Perversos

Palavras: 3106    |    Lançado em: 03/11/2026

soprou vida e criou os mortais. Homens e mulheres despertaram

HARMONIA

DE UMA ESSÊNCIA. A MAGIA É

TE ENTRE FORÇA

. JAMAIS MACHUCAR OS Q

A ORDEM

MA. CORROMPER A EMOÇÃ

undo a Academia de Aurivellum, feita de pedra viva e coroada por torres que refletiam todas as cor

tudos, cada aluno era conduzido diante do Oculus Primaris - um olho cristalino suspenso em chamas, forjado da própria essência da

ogo surgiu algo que nem o Oculus Primaris podia fixar. Entre alguns alunos, as visões não se mostravam únicas - eram f

reza, a Oximorfia trazia paradoxo. Oculus via tanto a grandeza quanto a r

limites. E então, pela primeira vez, os deuses temeram que uma chama não pudesse ser controlada. Sua essência se in

Temerosos de que a Oximorfia desmoronasse

n teceu um véu de ilusões, distorcendo qualquer caminho que pudesse levá-la de volta. Gorian lançou a fúria dos elementos, para que fogo, terra, água e ar se erguessem contra qualquer tentativa de rompê-lo. A

oder absoluto. E foi para além desse véu que Seraphix foi condenada em Draen

anto cantavam seus nomes em louvor e reverência. Via os povos de Luminis, Necraven, Miredhys, Iridion, Cair

tais uma mentira: que além do Véu não havia deusa, mas apenas trevas e criaturas n

mais esquecida era no mundo, mais viva se tornava em dor. Os mortais que ali viviam foram sendo consumidos por sua essência sombria. Primeiro perderam o brilho

lado do véu, enquanto seus irmãos eram celebrados

s fragmentos de Draenor, tomou Ashton, que um dia fora a alma mais pura de seu reino, e nele derramou a essência

n, e assim ele foi enviado à Academia Aurivellum com um único propósito: corromper. Ele caminharia entre os corredores da Academia, e

s. E Seraphix mostraria ao mundo que sua chama, feita de p

ção, trocou a lealdade pela traição. Já Kaisar, filho da ilusão, deixou a humildade e se ergueu em arrogância. Logo foi a vez de Dexter, discípulo da necromancia, que transformou compaixão em crueldade. Ivy,

am juntos, deixaram para trás os corredores da Academia e seguiram em direção ao

da toque, algo se partia para sempre. Tinham se tornado imortais, condenados a carregar para sempre runas que a

e os mortais: a magia profana. Diferente da chama única que cada discípulo recebera em Aurivellum, essa nova essência os permitia atravessar os lim

raphix, capaz de desafiar os próprios deuses. E, pela primeira vez des

ava povos ao desespero, enquanto a fúria de Dexter, o Ceifador de Reinos, reduzia tudo a pó. Ashton, o Príncipe do Véu Sombrio, arrastava corrupção e sedução pelo proibido, e Ivy, a Colecionadora de Amores, enredava corações como quem colhe troféus. Daphne, a Serpente do C

a com as trevas que carregava. O Usurpador de Tronos avançou contra Gorian, distorcendo os elementos em veneno e podridão. O Ilusionista do Desespero tentou eclipsar Tysalin, cob

ançou discórdia contra Ravok, tentando corromper seus portais, deixando apenas fendas e abismos. A Imperatriz do Trono Profano voltou-se contra Shadeva, tentando selar para si a proteção

epelidos, até que todos os deuses se uniram em um só canto de poder. Set

eram maiores que qualquer outro: não apenas profanaram os dons recebidos, mas ousaram quebrar as leis sagr

clinou-se para o banimento. O veredito inicial foi o exílio. Que fossem lançados para além do Véu Sombrio, o mesmo destino da deusa que os havia moldado,

param de sua prisão. Sua presença dominou o julgamento como uma tempestade, reclamando s

Gorian, Tysalin e Seriss. Gorian temia que empurrar Seraphix e seus filhos outra vez contra o Véu pertu

âmina prestes a cortar. A tensão cresceu, e o Véu, ao longe, estremeceu - um

po pareceu prender a respiração. O ar se adensou, a vibração correu como maré invis

, impondo respeito sem necessidade de ruído ou fúria. Não decretou de imediato a sentença; antes, destacou a gravidade daquele instant

sangue que corria em suas veias corrompidas se uniu em um pacto sombrio, selando-os como um s

sua própria essência, orgulhosas, incapazes de dividir poder ou destino. E assim escolheram

erra por toda a eternidade. Por serem imortais, seriam forçados a buscar aquilo que haviam

balança fosse justa e cada divindade imprimisse sua marca no destino dos perversos. Um a um, os deuses se levantaram e ass

permanecessem aprisionados em um único lugar, uma fortaleza erguida apenas para contê-los - a futura Fortalez

utro ser; se ousasse partilhar o leito, sua chave queimaria até virar cinzas. Knox, que sempre apunhalara pelas costas, foi marcado de modo que nenhum abraço seu pudesse existir sem dor, trazendo àquele que o recebesse apenas agonia eterna. Kaisar, mestre em manipular a verdade, teve o beijo arrancado de si, pois seus lábios tornaram-se veneno

s. Emma, devorada pelo próprio ego, carregaria para sempre o vazio do prazer: incapaz de dar ou receber, seu corpo seria um ab

ino antes da hora. Essa maldição só poderia ser quebrada se o amor verdadeiro se revela

e seria o tempo concedido para que os perversos encontrassem e conquistassem

lo que sua runa lhes havia marcado - ódio, traição, arrogância, crueldade, corr

oderiam revelar a ninguém o peso de sua condenação, nem as maldiçõe

adeiramente. Os cinco ligados pelo pacto de sangue só poderiam triunfar se fossem amados ao mesmo temp

aminto, incapaz de resistir ao chamado ardente e inescapável, como se nela estivesse o fragmento arra

çaria sem piedade. Sentiriam sua pele rasgar em fendas a

: caso seus discípulos triunfassem, o Véu Sombrio se romperia e ela seria li

irmamento e criou as Quatro Chaves. Pois nenhum fardo pode existir sem a prome

áculo que não poderia ser confundido. Seus olhos carregariam as próprias chamas que moldaram o mundo. Ela seria a c

entreaberta, sempre sobre o pulso esquerdo. Era o selo da admiração pura, flor que jamais

eada mordendo a própria cauda, marcado na base da nuca. Símbolo da harmonia transformada em

tre as omoplatas. Era o selo da generosidade perdida, agora lembrada como poder que não se pode poss

clarão: "Esses serão os sinais. Quando surgirem, não podereis negá-los. Pois cada marca é o espelh

dos perversos, nem sequer tocar nas chaves. O ciclo deveria seguir por

ele, às profundezas da Fortaleza de Noxara, prisão erguida para contê-los até que o primeiro ciclo tive

guardando em silêncio, sentindo a passagem d

vidas nasceriam, e mil vezes a promessa seria testada e ninguém - nem homem, nem Deus

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