img A FILHA SECRETA DO ASTRO COREANO  /  Capítulo 2 Bae-Te-Mi | 15.38%
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Capítulo 2 Bae-Te-Mi

Palavras: 3176    |    Lançado em: 16/10/2026

-Te

70, levando poucas malas, muitos sonhos e a coragem de começar uma vida inteira em outro país. Meus pais se conheceram na faculdade, quando meus avós paternos mandaram papai de volta ao país de origem da família. O objetivo era dar a ele uma educação melhor, aproximá-lo das raízes e, pr

galanteador que parecia natural, ele chamava a atenção por onde passava. Todas se apaixonavam, suspiravam pelos

om moço, porém, existia um moleque que adorava uma farra, gostava de andar pelas ruas com um grupo de amigos e acreditava que a juventude jamais terminaria. Os companheiros fumavam,

seguro e um título capaz de encher a família de orgulho. Entretanto, não se pode controlar o destino, muito menos obrigar um espírito criativo a caber dentro de um plano pronto. Papai se tornou artista. Tinha talento, sensibilidade e mãos capazes de transformar ideias em beleza, mas não se deu muito bem na parte comercial. Não sabia empreender, cobrar pelo p

s qualquer possibilidade de interferência, limitou-se a avisar: - Casei-me. Foi outra grande decepção para meus avós, talvez maior do que o abandono das carreiras que haviam escolhido para ele. Mas, como d

ire-se. A partir daquele instante, papai deixou de ser apenas o filho rebelde protegido pelo dinheiro da famíli

ar especial para cores, espaços e formas. Ainda assim, só conseguiu alavancar de verdade a carreira nesse ramo quando viemos para o Brasil, onde encontrou mais oportunidades e liberdade para mostrar seu talento. Eu cheguei ao mundo em uma noite quente de vinte e três de junho. Na maternidade, mamãe dividiu o quarto com o

na Coreia do Sul. Naquela noite, porém, nossas mães eram apenas duas jovens cansadas, emocionadas e assustadas com os bebês recém-nascidos nos braços. Conversaram, div

coincidência não existe - ou pelo menos gosto de acreditar que não -, a linha do destino, ou outra força qualquer, amarrou novamente nossas histórias. Mudamos de bairro e fomos morar exatamente na mesma rua,

iluminado pelo sol, fomos à praça arejar os ânimos e descansar um pouco da bagunça das caixas, antes que o pior do inverno chegasse. O vento já soprava frio, mas o céu estava claro e convidativo. Como toda criança, brinquei, corri, pulei e inventei mundos até me cansar. Mesmo

stante, observando o rosto de mamãe como quem procurava uma lembrança antiga. Reconheceu-a quase de imediato. A surpresa

como se não acreditasse no que via. Quando chegou perto de nós, parou por alguns segundos,

? A jovem que dividiu o quarto c

iso cordial e segurou as mãos da mulher, rec

e você? - perguntou mamãe, cumprimentando-a com carinho. Depois apontou para

! Quando ouvi sua filha cantando, achei a voz tão bonita que olhei para cá.

amãe, sorrindo. - Parece que foi ontem que estávamo

se desejasse ficar invisível. Parecia desconfortável com toda aquela conversa de adultos e, de vez em quando, levantava os olhos apenas o suficiente para

Mi. E você, c

e, talvez esperando que ela falasse por ele. Depois voltou os

om a voz tão baixa que q

a frente, tentando enx

me bonito. Você mor

confirmou c

estuda aq

do. Suas respostas pareciam ficar presas na garganta antes de conseguirem

a muito, não é

or um instante, surpres

Fa

o fale

ei o qu

que quer se

boçou um sorriso,

inda não c

dizer meu nome e moro na ca

om toda a segurança que

s ser

ensar seriamente sobre a proposta, como se aquela fosse uma dec

er amigos

a você já tem

novo - acrescentou ele

inquedos dentro das caixas, mas ainda

eu a cabeça de verdade. Hav

está chei

labirinto. Ontem quase n

aquela foi a primeira vez qu

o dos filhos e os anos em que ficaram sem notícias uma da outra. Quando perceberam, já atr

n vai brincar co

perguntou à mã

lher, esperando

ndeu ela, sorrindo.

ncomoda. É

rmelho e baixou n

sem graça - repreendeu mamãe, em

o na sala. Preparou chá quente para as duas, e o vapor subiu das xícaras enquanto elas continuavam a c

g-Jin permaneceu calado, com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas nos joelhos. Eu falava pelos d

o assim? - ele pergunto

ocê sempre fa

se se

certo. Eu falo

o eu quis

u d

u nova

voltou com ainda mais força. Passaram a tomar chá juntas, fazer compras, trocar receitas e dividir preocupações sobre os filh

e a cumprimentos educados e conversas curtas. Acredito que nunca gostaram verdadeiramente um do outro. Não chegavam a brigar, mas existia entre eles uma distânc

casa para a outra como se não existisse portão entre elas. Eu o tirava da solidão e ele, com seu jeito tranquilo, diminuía um pouco minha agita

ng-Jin. Não

stou co

tá,

stou p

pensa

pensa antes d

s amigos. Um co

dos. Ele continuou tímido com quase todo mundo, mas nunca comigo. Ao meu lado, falava, ria e até discutia quando eu exagerava. Eu con

veio a adolescência, acompanhada de suas descobertas, inseguranças e sentimentos difíceis de explicar. No ensino médio, os olhares começaram a demorar mais do que

tranquilo até

parecia tão distante... - mamãe se aproximou d

nda presa às lembranças q

e. A que h

disse que já vai liberar você. - Ela me observou por alguns segundos, desconfi

nha filha, dormindo tra

sido impr

pre das palavras que ouviu da boca dele e do acidente que sofreu depois de sair transtornada. Byeo

amãe. Pode ficar em paz. Não precisa f

u-se do berço outra vez, ajeitou a manta sobre o peq

ou para mim. - Filha, estive pensando... Vamos ensinar somente português para ela

confundo com algumas palavras. Vamos ensinar as duas línguas. O core

e, um dia, ela que

filha com medo de um país ou presa às dores que são minhas. Além d

um olhar indi

o que meu por

tendo um sorriso. - Depois que nós duas aprendermos melhor, podemos usar mai

lhando para a menina. - Então

Estrela no Brasil. Os dois no

orriu,

sa menina chegou para

so lado. A partir dali, seríamos nós duas contra todas as dificuldades que aparecessem. Eu precisava amadurecer, cr

nça para o outro lado do mundo. Depois de toda aquela luta, eu faria o possível p

as palavras ditas por Sung-Jin continuassem decidindo quem eu era. A dor ainda existia e, por mais que eu tenta

deixá-la em casa nas primeiras semanas. Eu saía com o coração apertado, conferia várias vezes se havia leite sufici

rvava cada peça, os gostos das mulheres e a forma como uma joia simples conseguia mudar o brilho

ntre balcões, caixas e cadernos de esboços, dei os primeiros passos para me torna

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