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junho. O ar parecia parado dentro dos cômodos, pesado, difícil de respirar. Eu havia despertado com uma pressão incômoda no ventre, mas, ainda sonolenta, pen
a dor
tre os dedos. O corpo inteiro se enrijeceu. Por alguns segundos, não consegui pensar em nada. Quando a contração diminuiu, soltei o ar devagar e
nta. A bolsa havia rompido. Eu estava sozinha, sem minha mãe, sem telefone celular, sem ninguém po
a pesado, duro, e a bebê se movia dentro de mim, como se também procurasse uma saída. Não consegui evitar o medo de que alguma coisa desse errado. Eu havia sobrevivido a u
telefone da sala e li
me ajude. Acho que
ase irreconhecível. Eu respirav
está
São Paulo, tra
r uma exclamação do
u de um coma. Estou indo, mas devo demorar uns vinte min
pontada subiu pelas costas e explodiu no baixo
o se uma faca estivesse saindo de den
o. Sabe o hotel onde sua
ar e eu também não t
ti-me pequena, frágil e abandonada, ape
orço. Respire. Estou indo
ouvido, como se aquela voz ainda pudesse me proteger. Depois o deix
orava, eu respirava fundo, tentando reunir forças. Porém, o intervalo se tornava cada vez menor. Meu ventre endurecia, pressionava meus quadris e fazia minhas p
uma contração violenta me derrubou. Atendi com um gr
sab
xou ao meu lado. Seu rosto
encharcada. Há quant
ei de nada, tia. S
o bem. Olhe par
im e para o bebê, pegando roupas quase ao acaso. Enquanto ela se movimentava pelo apartamento, eu ouvia gavetas abrindo, portas baten
um pouco mais. Apertei o cinto, cravei as unhas no banco e tentei controlar a res
o, Isa. Não f
o aguen
. Sua filha pr
is. Não seria naquela madrugada que eu desistiria. Quando chegamos ao hospital, minha tia pediu ajuda, mas a recepcionista ainda olhou para mim com desconfianç
responsáv
tica. O documento dela está aqui - minha tia qu
iro. Isabella - consegui d
ão. Tem outra Carteira de Identidade que seja bra
bateu a mã
a vai nascer aqui se não agilizarmos. A médica d
brava, mas o medo faz
plantão. Já
om dificuldade e fui levada às pressas para a sala de avaliaç
pressa. Vamos levá-la
, eu esto
meu rosto entre as mãos
scute minha voz. Quando a contração vier, r
uintes pareceram
entre por dentro. A cada contração, eu acreditava ter chegado ao meu limite. Então vinha outra, ainda mais intensa, pr
eu lado e deixava que
consigo!
diu que eu fizesse força. Obedeci. Senti o corpo se abrir, uma pressão insuportável, como se eu estivesse sendo partida ao meio. Gritei o n
z, Isa! Ela e
m segundo, houve silêncio. Meu coração parou junto com o tempo. Então, o choro da bebê ocupou a sala. Era um som pequeno e forte, indignado, vivo. Abri os olhos e comecei a chorar antes mes
or. Toquei suas costas com a ponta dos dedos, com medo de que fosse um so
sussurrei. - A
a chegada ao hospital. A doutora Beatriz, que vinha cuidando d
o. Acordou, se curou, e essa bebê sobreviveu em seu ventre, mesmo enquanto você estava ado
nto de paz se desfez. A lembrança dele atravessou meu peito
ao cara que é pai de minha filha. Quero me esquecer, senhora
im mesma. Às vezes, lembrava-me de seu sorriso com tanta nitidez que
er. Achei que tivesse sido um rela
to. Ela respirava tranquila, sem con
utou por mim. Cortou-me da vida dele sem nem olhar
omodou melhor
la vai s
bochecha. O nome já vivia
Significa
é um nome
se chamar
lhado dentro de mim quando tudo era escuridão. Sobrevivera ao coma,
ogo cedo, ao final do meu plantão, eu a libero. Agora essa
ada por um medo irracional de que pudes
ela, d
ica s
str
do céu e de sua mãe - falou a e
O quarto pareceu vazio demais sem ela. Todo o cansaço caiu
ho procurou meu peito por instinto, e eu chorei ao perceber a confiança com que ela se aconchegava em me
la deveria ter preenchido todos os espaços dentro de mim, mas havia um lugar ferido que ainda pertencia ao passado. Enquanto tentava conter os soluços para não acordar minh
ados no berçário. Estrela dormia com uma das mãos fechadas junto ao rosto. Na delica
ficar bem - sussu
r. Ela jamais sentiria que fora abandonada. E, ainda que meu coração continuasse preso às lembranças de alguém q

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