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A FILHA SECRETA DO ASTRO COREANO

A FILHA SECRETA DO ASTRO COREANO

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Capítulo 1 SOLIDÃO DO PARTO

Palavras: 2146    |    Lançado em: 14/10/2026

junho. O ar parecia parado dentro dos cômodos, pesado, difícil de respirar. Eu havia despertado com uma pressão incômoda no ventre, mas, ainda sonolenta, pen

a dor

tre os dedos. O corpo inteiro se enrijeceu. Por alguns segundos, não consegui pensar em nada. Quando a contração diminuiu, soltei o ar devagar e

nta. A bolsa havia rompido. Eu estava sozinha, sem minha mãe, sem telefone celular, sem ninguém po

a pesado, duro, e a bebê se movia dentro de mim, como se também procurasse uma saída. Não consegui evitar o medo de que alguma coisa desse errado. Eu havia sobrevivido a u

telefone da sala e li

me ajude. Acho que

ase irreconhecível. Eu respirav

está

São Paulo, tra

r uma exclamação do

u de um coma. Estou indo, mas devo demorar uns vinte min

pontada subiu pelas costas e explodiu no baixo

o se uma faca estivesse saindo de den

o. Sabe o hotel onde sua

ar e eu também não t

ti-me pequena, frágil e abandonada, ape

orço. Respire. Estou indo

ouvido, como se aquela voz ainda pudesse me proteger. Depois o deix

orava, eu respirava fundo, tentando reunir forças. Porém, o intervalo se tornava cada vez menor. Meu ventre endurecia, pressionava meus quadris e fazia minhas p

uma contração violenta me derrubou. Atendi com um gr

sab

xou ao meu lado. Seu rosto

encharcada. Há quant

ei de nada, tia. S

o bem. Olhe par

im e para o bebê, pegando roupas quase ao acaso. Enquanto ela se movimentava pelo apartamento, eu ouvia gavetas abrindo, portas baten

um pouco mais. Apertei o cinto, cravei as unhas no banco e tentei controlar a res

o, Isa. Não f

o aguen

. Sua filha pr

is. Não seria naquela madrugada que eu desistiria. Quando chegamos ao hospital, minha tia pediu ajuda, mas a recepcionista ainda olhou para mim com desconfianç

responsáv

tica. O documento dela está aqui - minha tia qu

iro. Isabella - consegui d

ão. Tem outra Carteira de Identidade que seja bra

bateu a mã

a vai nascer aqui se não agilizarmos. A médica d

brava, mas o medo faz

plantão. Já

om dificuldade e fui levada às pressas para a sala de avaliaç

pressa. Vamos levá-la

, eu esto

meu rosto entre as mãos

scute minha voz. Quando a contração vier, r

uintes pareceram

entre por dentro. A cada contração, eu acreditava ter chegado ao meu limite. Então vinha outra, ainda mais intensa, pr

eu lado e deixava que

consigo!

diu que eu fizesse força. Obedeci. Senti o corpo se abrir, uma pressão insuportável, como se eu estivesse sendo partida ao meio. Gritei o n

z, Isa! Ela e

m segundo, houve silêncio. Meu coração parou junto com o tempo. Então, o choro da bebê ocupou a sala. Era um som pequeno e forte, indignado, vivo. Abri os olhos e comecei a chorar antes mes

or. Toquei suas costas com a ponta dos dedos, com medo de que fosse um so

sussurrei. - A

a chegada ao hospital. A doutora Beatriz, que vinha cuidando d

o. Acordou, se curou, e essa bebê sobreviveu em seu ventre, mesmo enquanto você estava ado

nto de paz se desfez. A lembrança dele atravessou meu peito

ao cara que é pai de minha filha. Quero me esquecer, senhora

im mesma. Às vezes, lembrava-me de seu sorriso com tanta nitidez que

er. Achei que tivesse sido um rela

to. Ela respirava tranquila, sem con

utou por mim. Cortou-me da vida dele sem nem olhar

omodou melhor

la vai s

bochecha. O nome já vivia

Significa

é um nome

se chamar

lhado dentro de mim quando tudo era escuridão. Sobrevivera ao coma,

ogo cedo, ao final do meu plantão, eu a libero. Agora essa

ada por um medo irracional de que pudes

ela, d

ica s

str

do céu e de sua mãe - falou a e

O quarto pareceu vazio demais sem ela. Todo o cansaço caiu

ho procurou meu peito por instinto, e eu chorei ao perceber a confiança com que ela se aconchegava em me

la deveria ter preenchido todos os espaços dentro de mim, mas havia um lugar ferido que ainda pertencia ao passado. Enquanto tentava conter os soluços para não acordar minh

ados no berçário. Estrela dormia com uma das mãos fechadas junto ao rosto. Na delica

ficar bem - sussu

r. Ela jamais sentiria que fora abandonada. E, ainda que meu coração continuasse preso às lembranças de alguém q

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