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Capítulo 6 A noite do desespero

Palavras: 1631    |    Lançado em: 06/09/2026

aixão. A cama estreita, o crucifixio de madeira acima da cabeceira, a pequena escrivaninha onde ela escrevia suas reflexões espirituais " tudo parecia estran

as janelas como dedos de fantasmas. Mas o barulho que a atormentava não vinha de fora. Vinha de dentro " um rugido silenci

or " as conhecia desde a infância, desde que aprendera a juntar as mãozinhas ao lado da cama de sua mãe. Mas agora, naquela noite de dese

de Deus que sempre a envolvera como um manto de luz. Mas o que encontrou foi apena

nós o Voss

do. " Onde está quando um homem me cerca, quando minha pró

iu o peso delas como uma blasfêmia. Cobriu a

rimas começando a escorrer. " Perdoa-m

uma fenda em uma parede que começava a se a

pequeno espaço do quarto. Seus pés descalços tocavam o piso fri

treguei. Escolhi a pobreza, a castidade, a obediência. Escolhi ser Tua. E agora... agora Tu permites qu

Um silêncio mais pesad

sentia o coração transbordar. Lembrou-se das manhãs em que acordava com um sorriso nos lábios, sabendo que era amad

u. " Mas como se atravessa um deserto qua

o rosto enterrado no colchão fino, e chorou. Chorou como não chorava desde a infância, quando sua mãe a consolava após um pesadelo. Mas agor

quarto: o hábito pendurado no cabide, o terço sobre a mesa de cabeceira, o crucifixo na parede. Tudo ali

pejo de clareza, S

tava. Casar-se com aquele homem, com um criminoso que a via como um objeto a ser possuído, seria trair não apenas a Deus, mas a si mesma. S

ando o ar como uma faca. " Não vou fazer

u um choque percorrer seu corpo. Era como se uma parte dela,

a o jardim do convento com uma luz prateada. As roseiras, que Sofia mesma plantara, balançavam ao vento

vr

u em sua mente

tar. Todos os dias. Até que eu quebre. Até que eu diga

orror tão profundo que Sofia

tando a ideia. " Se eu simplesmente desaparecer... ele

a tudo o que ela fora ensinada a não fazer. Uma noviç

, parecia muito distante. E

idoscópio de possibilidades. Onde iria? Como viveria? Não tinha dinheiro, nã

qualquer outro. " Qualquer lugar é melhor do que aqui. Qua

a porta e olhou para o conteúdo: algumas roupas simples, um terço de res

ua mãe lhe dera anos atrás. Dentro dela, Sofia havia colocado algumas economias " moedas que sobraram de sua

ando a bolsa. " É o suficient

como se estivesse cometendo um crime. E, de certa forma, est

mas Sofia sabia que não poderia usá-lo. Era muito reconhecível, muito fácil de rastrear. Em vez disso, vestiu um vestido simples de algodã

ermelhos de chorar, cabelos soltos caindo sobre os ombros, e uma expressão de determinação que nunca vira

hor ainda está me ouvindo, saiba que não estou fugindo de Ti. Estou

livro de orações. Não podia deixá-los para trás. Ele

e a madrugada chegasse. Esperou que o sino tocasse as primeiras horas. E

ção brotou de seus lábios, não com

Deus, por que

que não era a primeira a dizê-la. Cristo também a

o abandono, talvez ela t

uma traição à sua fé. Talvez foss

zonte, Sofia levantou-se. Pegou a mochila, olhou uma última v

Ad

pareceu nas profundezas do convento, em direção ao portão

guiava era a certeza de que qualquer de

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