es eram recitadas nos mesmos tons, as irmãs caminhavam pelos mesmos corredores com a mesma serenidade de sempre. Mas para Sofia, tudo havia mudado. O mundo, que antes era um
mo confessar que um mafioso desconhecido a reivindicava como se ela fosse uma propriedade? As palavras ficavam presas em
s olhos abertos para o teto de madeira, enquanto a luz da aurora se infiltrava lentamente pela janela
nome..." Ela pensou em Tony Marino. Pensou em como ele devia ter ouvido seu nome pela primeira vez, e
ndo-se na cama. "Não vou deixa
s suas mãos agiam por conta própria, enquanto sua mente vagava por labirintos de medo e inc
a. Comeu quase nada." S
tiva. Os votos estão chegando, e
iu, batendo palmas. "Lembro-me de como me sentia antes dos meus
o prato. "Como se fosse explodir." Como se f
sua escrivaninha, os dedos entrelaçados sobre a madeira polida. Seus olhos azuis, que sempre
a obedeceu, com as mãos
ludo. "Geralmente, as visitas familiares nos trazem alegria. Mas notei que, desde
sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Madre Teresa levantou-se imedi
ha, o que
. não posso dizer. É terrível. É tão terrível que tenho
qual for o fardo que você carrega, Deus já o conhece. E Ele não o colocou
tre soluços, Sofia contou tudo: a dívida, a ameaça, a condição imposta por Tony Marino. Quando terminou, o silêncio no escritório era tão denso que Sofia podia ouv
e, finalmente. "Seu pai colocou
"Mas o que eu faço, Madre? Posso ficar aqui, escondida
, para consultar o médico. E mesmo que nunca saísse, o mundo tem pernas longas. Tony Mar
um fio de desespero. "Devo simplesmente acei
o jardim do convento florescia sob o sol da tarde. "Há sempre uma e
dias. Não saia. Não atenda a ninguém. Eu vou entrar em contato com o bispo, com algumas pessoas influentes da igr
vier ant
u nela a força de uma mulher que havia enfrentado tempestades muito piores. "Este é um
de esperança se ac
, Madre.
çou. "Apenas reze. Reze com toda a força de
ua alma diante do sacrário. Pediu força. Pediu coragem. Pediu que Tony Marino desistisse de seu plano, que seu pai encontras
ali por horas antes de desaparecer. Um homem de terno escuro que caminhava pela rua, olhando para as janelas do convento com uma fixa
a, enquanto trabalhava no scriptorium. "Você
o. Lá embaixo, na penumbra do pátio, uma figura masculina se movia entre as roseiras. Não era uma das irmãs. Era alto, de ombros largos, vestido de preto. Sofia prendeu a respiração.
o disparado. Seus dedos tremeram
" murmurou, mas a oração pare
uando o sino da portaria tocou novamente. Sofia estava na capela, ajoelhada di
nte. "Há um homem na portaria
rguntou, embora já
as mãos tremendo. "Ele está com outros homens. Homens grandes, de tern
arecer sob seus pés. Por um momento, todo o ar pareceu se esva
, a voz rouca. "Eu s
disse, pegando sua mão. "Madre Teresa po
voltar. E da próxima vez, talvez não venha sozinho." Ela virou-se para a irmã mais velha, seu rosto uma máscara de deter
isso é p
o medo." Com o coração disparado e as mãos geladas, Sofia caminhou pelos corredores do convento em direção à
uros penteados para trás e olhos que brilhavam como aço sob o sol da tarde. Vestia um terno impecável, cinza-escuro, e suas mãos, mãos que Sofia sabia serem capazes de violência, e
como o rumor de uma seda sendo rasgada. "Finalmente.
cerradas contra o hábito. "O qu
ntiu os olhos dele percorrerem seu cor
ixo e perigoso. "Eu quero você, Sofi

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