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ipar pelas paredes de pedra do convento Santa Clara. A escuridão ainda cobria o pequeno quarto, mas ela não precisava de luz para encontrar o
ste novo dia s
guarda discretamente o rosário que balança com o menor movimento possível. Com delicadeza, Sofia segura o véu branco entre as mãos para colocá-lo sobre a cabeça, seus olhos se encontram no reflexo: há muita serenidade, mas também o frescor de sua juventude que se abre ao mistério da fé. Cada gesto é lento, quase como um ritual sagrado, como se
das mais novas. Sofia se sentia em casa ali, naquela comunidade de mulheres que haviam escolhido o amor divino acima de qualquer outro. A capela estava mergulhada na penumbra quando elas entraram, a única luz vinha das velas tremeluzentes no altar, onde o sacrário brilhava como um coração de
, fechando os olhos. "Tuas fil
e uma beleza que Sofia julgava ser o mais próximo do céu que se podia alcançar na Terra. Ela cantou com todo o coração, cada sílaba l
isteza. Er
Irmã Clara, a apicultora, colhia com tanto carinho. As conversas eram baixas, sempre sobre os afazeres do dia, so
oje?" perguntou Irmã Margarida, qu
unto de vestes que ela usaria no dia de sua profissão solene, quando finalmente faria os votos perpétuos de pobreza, castida
nome de Jesus no véu" respondeu, a
era uma mulher pequena, de olhos azuis como o céu depois da chuva, e sua presença sempre trazia uma sensação d
o peso do elogio como uma bênção
re Teresa tocou seu ombro. "Você trará muita luz a est
has com a mesma paciência com que arrancava de sua alma qualquer pensamento que não fosse de louvor. Plantou s
o letras douradas com fios de ouro que brilhavam sob a luz da janela. JESUS. Era o nome que ela
está sorrin
ia bancada, onde copiava manuscritos antigos
Penso no dia dos votos
oviças como Sofia. "A vida religiosa não é fácil. Haverá dias de deserto, dias em que o silêncio de Deus parec
? Ela o sentia em cada fibra de seu ser, em cada batida de seu coração, em cada raio de sol qu
do sol pintava os vitrais de vermelho e dourado, e a luz caía sobre o altar como uma promessa divina. Ela ajoelhou-se,
e lhe pareceu flutuar. Ela fechou os olhos, deixando-se levar pela melodia, e na
nhor, e meu espírito se ale
os dias passassem e ela pudesse finalmente dizer, diante de Deus e dos homens: Sim, para sempre. Mas o que ela ainda não sabia é que o mundo lá fora, o mundo que ela havia deixa

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