XA
scolha, mas porque pessoas como eu
ltração se espalhava como uma ferida mal curada. Àquela hora da manhã, com a luz fraca atravessando a
ava com aquele gemido irritante de sempre e, lá fora, alguma coisa de vidro tilintou n
fosse uma rotina, porque ali ninguém dormia de verdade, só descan
ti o frio do chão atravessar a sola fina da minha meia favorita, que se encontrava rasgada no instante em que m
e virar o rosto evitasse de alguma forma o bacanal que acontecia lá dentro. As paredes eram finas demais para esconder
orredor. O espelho quebrado encostado na parede me devolveu uma versão minha que eu já conhecia bem demais. Mesmo sob a luz fraca do banheiro,
dida que eu levava. As minhas maçãs do rosto eram altas e marcadas, o que dava à minha expressão uma beleza afiada que não pedia permissão para existir. Meu nariz era de bonequinha e minha boca carnuda e naturalmente desenhada; tinha um ar p
um azul que lembrava um oceano, idêntico aos da minha mãe. Quando eu me olhava no espelho, às vezes tinha a
prido, descendo pelas costas como uma sombra derramada. Eu sabia que esse cabelo preto obviamente era a marca deixada pelo homem que me colocou no mundo e desapareceu del
istória. Usar a minha beleza e meu corpo como moeda de troca para sobreviver um pouquinho a mais a cada dia, e acho que es
á pensando na roupa que eu iria vestir e, para continuar mantendo uma rotina, a gaveta da cômoda emperrou quando puxei, como fazia quase toda manhã, e precise
ela sensação constante de aperto. A pobreza escancarada em cada esquina e, principalmente, a facilidade com que a
esma, porque Rust Bay tinha me ensinado a não esperar demais, não confiar em ni
rancou dos pensamentos e então es
cortina devagar e me virei para a porta, sentindo aquela tensão antiga deslizar para dentro de
menos queria ver naquele momento entrou n

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