AL
ndo à risca as ordens daquele homem, sem ver ninguém além de dona Dalva, a enfermeira que limpava meu
ede. Tirava a arma da cintura, sentava na cadeira ao me lado e
gulada, dormia de manhã e passava a noite em claro, assistia TV
tando ver se eu estava dormindo mesmo e as vezes, era impossível me controlar, a vontade de rir era enor
passos do lado de fora, a porta abriu antes da
em fechados, ouvi a porta abrir e fechar de novo e s
estava parado em pé, me en
mecei a r
virando para ele e puxa
cê é péssima demais, fingia tão bem tá dormindo que dormi
a? - pergun
abrindo as folhas que ele s
u nada? Era um sa
eu. Só venho pra cá porque é silencio
pergunto me levanta
conta. - respon
que você vem me visitar todo dia. - d
itar. - responde a
pego um copo com água, sentan
eça sem me responder.- De onde? - pergunto j
m os olhos verdes extremamente vermelhos, cer
oldado também, porra? - ele pergunta
vantando da cadeira
ava no
Felipe deveria estar surtando, tentando esconder o que
ra vez em meses, eu respirava
iscutir baixo com ele mesmo sobre o que ti
u peso bem melhor. O quarto parecia estar encolhendo ao meu red
como um soco. Ruas estreitas, mototaxis rasga
de moletom e uma regatinha pequena, mas meu cabelo, min
tá moscando fo
loqueou meu caminho. Ele portava um rádio na cintura e um fuzil e
va caminhand
ele deu um meio sorriso seco e fez um sinal com a cabeça para dois rapazes armados atrás
a de beco, ele sobe uma pequena escadaria que dá na frente de uma casa mais ou menos. Ele entra caminhand
Taliba. - a voz ecoa pela sala, grossa, rouca, carregada de raiva. Dou dois passinhos pra
e tiração? Sou teu amigo
desrespeitar minhas ordens. -
o sofá, todo jogado, enquanto eu p
que eu já mandei sair uma vez, se eu t
atendo perna perto da s
Tentei ao máximo segurar o olhar dele, mas não deu, de
em, né? - a voz dele saiu b
boa. - respondi, tentando susten
Ele apenas olhou para T
e do L
pegou no ar, guardou no bolso
car uma idéia com a paty. - T
a arma na cintura enqua
daqui, né? - pergunto co
não responde,
a pra ninguém, nunca mais você vai me ver. - Ele me encara e bal
então, pô. -
as permaneci calada enquanto ele
, como você acha que eu quero, tu já tava cavando a cova,
ática, encarando o sorrisinh
levemente o dedo no meu p
o de mulher é tu, que apanha de namorado? - eu não sei se ele estava j
consegui controlar o choro. Ele tinh
impo o rosto. Ele passa p
em dis
las escuras e eu entrei também, sent
movi, escrevendo meu endereço na Barra enquanto ele avalia ca
teralmente acabei de dar meu endereço pra um traficante
absoluto. Ele dirigia com uma mão no volante e a outra na arma
s. Ele simplesmente agia como se eu fos
le vi
o trânsito parava, ele desviava o olhar diretamente para mim
tivo no pescoço e parava no meu corpo antes de voltar para a pista. Ele n
Olhando para o perfil dele, percebi o quanto eu estava anestesiada. Felipe passo
igação que não me satisfazia. Eu sabia, naquele momento, que o que me prendia ao Felipe não era amor, era
o lugar a um desejo, puramente físico. Eu queria sentir alguma coisa d
sar de estar toda remendada, ele só queri
linhas, o carro para. Ele me olha, mantendo seus olhos nos meus
e olhando assi
laxa, gatinha. - E
e andar e cair depois disso, o efeito da
sse, sem me olhar nos olhos. Uma ordem seca para manter
ço dele. O músculo sob a minh
a voz doce, sem hesitaç
regando que ele tinha pensado besteira. Seus
entrar onde
ecer se você não colaborar? Eu posso f
ando o risco, o território, o absurdo da situação. Mas o desejo venceu a lógica. Com
u baixo negando com a cabeça enquanto a b
olhos escaneando os móveis caros e a vista como um predador em território estranh
o uma confortável de ficar em casa mesmo. Voltei pra sala e o vi
ar aberta, a visão do seu peitoral era perfeita, a arma na ci
sse pra mim e ele abriu
a calma enquanto pegava alguns ingredien
olhar dele acompanhando as curvas do meu corpo. Ele estava me despindo mentalmente, e aquela aná
apoiando as mãos no balcão, ficando a poucos centímetros dele que já tinha levantado do sofá e voltado
? - perguntei, a voz sain
e, eliminando o espaço entre nós. O cheiro de
pele do meu ombro e subindo até o meu queixo, forçando-me a olhar direta
do meu, e sua voz saiu num sussurro qu
quer que eu faça o que tu tá me pedi
almente de
a força possessiva. Ele me beijou, me colocando em cima do balcão. Não tinha
e olhar marcante pedindo permissão pra tocar em mim. Eu sabia que tava
nsigo sentir o volume roçando em mim. Me j
ção aos dois antes de descer beijando minha barriga
mente nublada. Aquela visão dele me chupando enquanto olha pra mim foi a coisa ma
fez muito isso, por
s pernas e ele parou, subindo para me
ele me joga na ponta da cama e roça o pau massag
cuidado e mete pra dentro me fazendo gemer baixinho
contrair mais, eu já estava no limite pelo oral, queria goz
vido. Encarei seus olhos, enquanto sentava nele do melhor jeito que eu podia, dada as condições do meu pescoço. Ele
uvi o gemido rouco dele no meu ouvido enquanto ele acariciava meu cabelo e beija
de vergonha e dei um selinho
o meu banheiro. Deito na cama extre
o celular, recusando as ligações que estava
damente, um sono pesado e sem sonhos que eu não tinha há meses. Ao meu lado, ele segui
olhos devagar e vi a silhueta dele contra a luz fraca da janela.
oz rouca pelo sono, puxand
nou de abotoar a calça
etornando, sem qualquer resquício da intimidade. Pra ele o
ápido, vestindo meu vestido e segui. Queria dizer algo, mas ele já estava perto da
sse a porta, a tranca
nvadiu o meu apartamento. Ele estava em surto, os olhos vermelhos de puro ódio. Ele vinha buf
se instalou foi
arecia no corredor do quarto. - Então você estava aqui? Eu feito um idiota tentando limpar a merda q
com um punhal sete dias atrás agora entrava na minha casa exigin
oando pelas paredes altas. - Você quase me mato
minha direção com o dedo apontado, o rosto vermelho. - Você vai calar a porra da boca, você
minha garganta. E no canto da sala, o gostoso posturado apenas olhava. A expressão completamente imutável, os olhos fixos
e pela falta de reação do home
, avançando um passo na direção dele. - Quem porra é esse pau no c
No mundo do crime, desresp
por um milímetro. Ele não
indo para cima de mim com o braço estendido, pronto par
ssir... Me levou até a parede onde me prendeu contra el
Alemão andar s
tar que os dois se matassem ali dentro. Eu estava em pânico, dividida entre o medo do que Feli
para o olho humano acompanhar. A paciê
surgiu na mão dele. Um estampido secomim, eu não senti dor nenhuma, em c
e o sangue começava a empoçar rapidamente no meu tapete claro. Ele chorava e s
da cozinha, as mãos cobrindo a boca em choque. Olhei para a ar
o no meio da minha sala ativou um reflexo automático de pânico e aq
cia crua do morro se materia
do ele abrir a porta pra sair. - Você não vai levar ele no hospital?
naquele momento foi o mais gélido, ríspido e cortante que já tinha direcionado a mim. Tinha um desprezo profundo ali. Ele
ia eram regras absolutas, ver uma mulher defen
pé.- ele respondeu, a voz cortante como uma lâmina, desprovida de qualquer sentimento
olhar para trás uma única vez. A porta do
e superei. O cara simplesmente atirou, sem remorso
a? - gritou - Eu preocupado com você, e você trans
ia tentado me matar. Falei sério quando disse que terminamos, e
tapa arder no meu rosto.
urrando ele pra fora com pé machu
ho que ele percebeu que eu explodi de
e foda, e

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