img Casei com o Bilionário que eu odiava  /  Capítulo 2 As raízes do ódio | 20.00%
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Capítulo 2 As raízes do ódio

Palavras: 2055    |    Lançado em: 11/08/2026

ricos. Mas, se alguém decidisse escrever a história dos meus primeiros anos de vida sob essa ótica romântica, estaria cometendo o maior erro da literatura universal. A minha infância não tev

sos pais achavam que a amizade corporativa de berço se traduziria magicamente em harmonia familiar. Uma ilusão patética. Desde os nossos primeiros passos, Adam Carter e Arthur Smith

rta da cozinha. Não importava que a travessa estivesse cheia; a nossa disputa infantil e mesquinha girava em torno de quem pegaria o maior biscoito, quem ficaria com a melhor porção de cobertura de chocolate, quem sentaria na ponta da mesa ou quem dominaria a televisão da sala d

com taças de vinho nas mãos durante as festas de final de ano, que éramos como cão e gato, e que "quem d

de matemática da oitava série, o verdadeiro epicentro do meu ódio por Noah Smith - a cicatriz profunda que nunca fechou de verdade e

ntico que parecia uma cerca metálica na minha boca e me sentindo completamente invisível ou inadequada, exceto pelo peso esmagador do sobrenome Carter que eu carregava nas costas. Eu queria apenas me encaixar. Queria pertencer ao grupo dos garoto

riso natural. Eu tinha uma quedinha secreta - uma dessas paixões platônicas dolorosas e humilhantes da adolescência - por um garoto do penúltimo ano chamado Lucas, o capitã

va apressada em direção ao pátio interno, segurando meus livros de literatura contra o peito como se fossem um escudo protetor. Foi quando pas

escadaria de metal, cortando o barulho

a Charlotte Carter - dizia ele, com aquele tom de zombaria desdenhosa, arra

to num piscar de olhos, e o ar pareceu evaporar dos meu

ora a grana preta que a garota tem - respondeu a voz de um dos amigos dele, rindo de forma

o meu estômago despencar direto para os calcanhares. A hum

inha se acha a dona da razão o tempo todo, vive com a cara fechada, parecendo uma megera azeda, e para piorar? É feia de doer. Aqueles óculos fundos de garrafa que ela usava no ano passado e aquele cabelo desg

alanche de gelo e fogo. Cada sílaba era um pr

meus olhos antes mesmo que eu pudesse contê-las. Minhas mãos tremiam tanto que os livros escorregaram dos me

era feia. Eu er

. O que importava era que Noah Smith, o garoto com quem eu era obrigada a conviver em jantares de negócios, o ser humano que conhecia cada detalhe da minha infânc

encharcada de vergonha, algo dentro de mim se quebrou para nunca mais voltar ao lugar. A menininha irritada que brigav

ando os soluços com a manga do casaco para que ninguém me ouvisse. Mas, quando saí de lá de dentro, retocando o rosto borrado de rí

ota. E, acima de tudo, eu declarei em alto e bom som, dentro do meu próprio silêncio furioso: Eu odeio Noah Smith. Odeio com cada célula do meu corpo, com cada respiração, co

marcaram no fim de semana seguinte, Noah tentou agir como se nada tivesse acontecido. Ele chegou com aquele sorriso a

esperava a m

undos?", eu virei o meu copo inteiro de suco de uva concentrado bem

fúria cega, exigindo desculpas imediatas. Arthur Smith arregalou os olhos, chocado com a audácia da "sua futura nora" - embora,

os olhos dele encontravam os meus. Naquele olhar, não havia mais o deboche de antes. Havia

ntos da boca com o guardanapo com toda a elegância do mundo e

voltar a falar o meu nome para os seus amiguinhos de galinhagem, da p

pais nos arrastavam para posar para fotos institucionais, e fazíamos questão de nos sabotar mutuamente em todas as oportunidades possíveis. Quando fomos um pouco mais velhos, na época dos bailes de formatura do colégi

ara tentar respirar longe daquele ambiente sufocante, depois de ter construído uma nova identidade artística

da o mesmo teto com o garoto que me chamou de feia e chata para os amigos

grimas de raiva, percebi o tamanho da ironia macabra que o destino havia preparado para mim. O ódio que nasceu daquela humil

o bilionária e me transformar na prisioneira perfeita de sua torre de vidro corporativa. Ele pensava que

mento forçado, eles teriam. Mas eu faria da vida de Noah Smith o mais absoluto e impiedoso in

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