tei-me à mesa grande, no lado oposto a ele, e segurei o garfo com tanta força que meus dedos ficaram brancos. Dona Marisa circulava pelo salão como uma sombra discreta, servindo cada prato c
arecia ter crescido até ficar quase visível no ar. Ele tinha me deixado claro que ali quem mandava era ele, que as regras eram dele, que a estrutura da fazenda vinha acima de
, na cozinha simples onde minha mãe cozinhava, onde o riso ecoava, onde tudo tinha cheiro de família. Aq
olhos do prato, com a voz calma, grave, c
terminaram o
garfo no a
trab
havia neles. Algo que não era dureza, nem raiva, nem indiferença. Algo ma
re, as paredes rebocadas, o chão arrumado. Os jardins ao redor, as árvores que o seu pai planto
. Não esperava que ele tivesse feito qualquer coisa que não fosse aumentar o seu próprio império, que ele tivesse gastado tempo
meu pai, as roseiras que minha mãe plantara e que estavam quase secas por falta de quem cuidasse. Eu tinha saído de lá com o coraçã
alhe como era, tinha preservado o legado da minha fam
o dia em que ele apareceu com a proposta do casamento, tudo isso ficou em segundo plano. Senti os olhos se encherem de l
ão precisava fazer isso. Agora é tudo seu, de certa forma. Poder
ão já tinha mudado. O brilho diferente tinha desaparecido, substituído
edade. Se eu quero manter tudo o que eu unifiquei forte e respeitado, eu mantenho o que tem impor
ram sobre mim como u
próprios interesses. Não tinha sido carinho, não tinha sido respeito por mim, não tinha sido um gesto de bondade. Tinha sido
mais forte do que antes. Como eu poderia ter pensado, por um segundo que fosse, que ele tinha feito aquilo por mim? Como eu
ndo fundo para controlar a raiva e a d
. - Mais uma decisão sábia para o seu patrimônio. Não
um presente que mexeu com tudo o que eu sentia, só para depois me lembrar exatamente quem ele era: o homem que tinha com
e era sagrado para mim, que aquilo significava o mundo. Por outro lado, eu queria gritar, queria dizer que ele não tinha o direito
coisas que me deixariam sem ar, coisas que me fariam questionar tudo o que eu pensava sobre ele, e logo em seguida i
o jantar acabasse, sem pedir
inei - fa
uvir uma única palavra dele me pedindo para f
va gigante, imponente, cheia de regras e de ordens. E aqui dentro, eu continuava a mesma: Helena Albuquerque, que tinha salvo a sua terra, mas que agora tinha
smo tempo tão distante. Sabia que agora a casa estava de pé, conservada,
gundo, Otávio Barreto tinha conseguido fazer o meu cor

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