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V
boratório de biologia do bloco C. Para qualquer outra pessoa, aquele ambiente com c
, era o
m precisão cirúrgica. Uma nova linhagem de cultura celular estava se dividindo na lâ
tudo, não falava, não cobrava e não fazia barulho. O laboratório era o meu santuário particular c
mediato. Uma pontada de dor de cabeça começou a latejar atrás dos meus olhos
celular em plena mitose. No visor, o mundo era perfeito: cromossomos se alinhando com u
poderia me alcançar. Mas, conforme eu anotava as mutações no caderno, uma pontada de dor de cabeça
a mais denso, saturado com um odor pesado, almiscarado e quente que eu não conseguia
algo selvagem, predatório. Sempre que eu passava perto da quadra de basquete ou dos corredores princi
alunos estressados em fim de período, que era apenas uma "hipersensibilidade alérgica sa
va sendo vigiada por olhos invisíveis no meio da biblioteca. Antialérgicos não explicavam por que o meu olfato, de repente, cons
e previsível, meu próprio corpo parecia uma equação cheia de incógnitas, pres
a apenas um odor; era uma presença densa, almiscarada e quente que saturava o ambiente,
sazonal' parecia uma piada de mau gos
era a coisa mais i
zíper da minha mochila e
utralizar qualquer partícula orgânica
o, bem em cima da jugular. O líquido gelado tocou minha pele, e suspirei aliviada quando o
as colocando um véu fino diante de um in
no ar; ele parecia ter dentes. Ele invadiu as minhas narinas de forma quase agressiva,
um chamado silencioso que tentava rasgar a minha compostura de cientista
iramente trêmulos, quando o silêncio do
ondicionado pareceu falhar por um milésimo de segundo, engolido por uma lufada de vento repentina e quente qu
ar, pronta para dar um esporro em quem quer que
entrando ali. Era uma pre
lâminas e reagentes, virou um forno em questão de segundos. A lufada de vento que entrou com ele trouxe um calor absurdo, denso,
a do ambiente, irradiando uma energia termodinâmica que
o Lu
os braços fortes e os ombros largos totalmente expostos. Gotas de suor brilhavam na sua pele morena, e o cheiro que emanava de
o de alumínio, começaram a queimar, e uma linha invisível de eletr
mas a Bia que estava presa dentro daquela carcaça humana só conseguia encarar os olhos dele, que par
ada do time de basquete da universidade - os Tigres -, com as mangas empurradas até os cotovelos, revelando an
inos, silenciosos, quase predatórios. O cabelo escuro estava bagunçado, e quando ele finalmente ergueu o rosto, pisquei, desconcer
fessor de anatomia costumava deixar as revisões de prova para os atletas que precisavam de nota p
entei me levantar rápido demais da banqueta alta de metal. Eu só queria pega
jaleco prendeu em um
ntindo meu corpo se des
e inox que sustentava dezenas de lâminas de vidro de minhas pes
er teve temp
como um borrão escuro. Antes que a bandeja atingisse o azulejo, a mão enorme e calejada dele a aparou no ar. Ao mesmo tempo, o outro br
foi um cho
fe
go, duro como uma parede de pedra, e a temperatura que emanava da pele dele através do tecido
nte contra a palma de minhas mãos. A pegada dele na minha cintura era possessiva, os ded
ogante que ele exibia segun
am de forma assustadora, engolindo quase todo o âmbar dos seus olhos, transformando-os em duas fendas escuras e selvagens. Ele puxou o
ucas. Não foi um som humano. Foi um rosnado legítimo, pesado,
tadora subindo por minha espinha, fazendo minhas pernas amolecerem. Meu corpo inteiro
go que emanava daqueles olhos dourados, reuni t
a voz saindo um pouco mais
que meus pés tocassem o chão. Dei dois passos rápidos para trás, ajeitando o jaleco com as mão
rei, erguendo o queixo, embora meu pulso ainda estivesse martelando na garganta. - E que som
ura, como se estivesse processando um milagre. Quando ele ergueu os olhos para mim novamente, a postura de garoto popular e brincalhão ti
erigosa surgiu nos lábios de Lucas. Ele pegou o relatório de an
o corpo na minha direção até que eu sentisse o hálito quente dele tocar minha orelha. - Mas você deveria começ
o silêncio retornar, desabei na banqueta com as pernas trêmulas. Meu santuário, que antes
tempestade e floresta que Lucas deixou impregnado nas minhas roupas e na minha pele. O laboratór
tar voltar à sua temperatura gélida, mas por dentro, o calor que Lucas tinha trazido continuava queimando, deix

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