isturado ao odor pesado de álcool barato, fumaça de tabaco e madeira úmida que escapava pelas frestas da velha construção. Assim que empurrou a porta da taverna, uma ond
cartas sob a luz tremulante das lanternas, cercados por pilhas de moedas e olhares desconfiados. Outros negociavam joias roubadas, armas enferrujada
va arremessos de faca contra um alvo de madeira já completamente destruído pelas marcas das
onsável, erguendo as mãos enquant
s os dias. Porque, de fato, acontecia. Perto do balcão principal, alguns homens perceberam sua chegada imediatamente. Um dele
generoso com você ou vamos preci
perdeu a bolsa hoje - o
de, enfiou a mão dentro do casaco escuro e retirou um relógio de bolso dourado. Ela o lançou na direçã
casualmente, voltando a andar. -
rios animados surg
es, eu adoro
coroa do rei só por diversão - c
nco moedas
o? Eu apo
rtencer a outro mundo. O som das conversas, das risadas e das canções bêbadas ainda subia pelas paredes, mas chegava abafado, distante. Ali predominavam corredores estreitos, iluminados apenas por lanternas fracas penduradas em suportes en
direção ao próprio quarto quan
ori
duradas nos ombros. Os cabelos ruivos estavam ligeiramente bagunçados, e havia um bri
saiu enriquecendo às custas da aris
eber que a bolsa tinha sumido - Loralie riu - Ach
ue Loralie erguesse uma sobrancelha curio
o problema da maldição. - Corinne apoi
sapareceu quase instantaneamente,
está fal
i uma maneira de
olhos da ru
foram convidados para se apresentar nas festivi
testa, tentando acompanhar o
e - um pequeno sorriso sur
ncarando a amiga em completo silêncio.
uma trupe
recer meno
ê ameaça pesso
é uma habilid
Corinne com uma expressão cada vez mais incrédula. - Você realme
s paredes antigas do Refúgio, enquanto o eco distante das
perguntou, arqueando uma so
uma risada cu
i algum talento além de mãos absur
omentár
rinn
o se estivesse prestes a apresentar um argumento ext
stá brin
uma facilidade irritante. - Além disso, anos fugindo de guardas me ensinaram coisas muito úteis sobre equilíbrio, postura e acrobacia. - A faca girou mais um
Não uma risada discreta, mas uma gargalhada verdadeira, daquelas difíceis
ente preciso ver
Corinne estre
uma dama refinada d
- respondeu Corinne imediatamente, levando a mão
has, claramente desacreditada. - Princ
ime podem coexis
e a realeza adoraria
durante o jantar real - Cor
saparecer. Não existiam profecias, nem riscos, nem o medo constante que as acompanhava havia
el. Loralie observou Corinne por alguns instant
e ela em um tom mais baixo. -
Dessa vez, o sorriso perdeu um pouco da provo
pondeu com firmeza. - Logo, logo
is. Loralie percebeu isso, mas não comentou. Em vez dis
o que você fique longe de casa
tou uma ris
s escolhas de assalto não
orma muito gentil de descrever o luga
mente, eu
Ai
l - Corinne levou a mão ao
mpressionante para se met
rte do m
gulhou em silêncio outra vez. Apenas o som distante da taverna preenchia o vazio entre elas. Então Co
. - Preciso encontrar S
e apontar um dedo na direção dela. - E sinceramente?
etalhes hu
lmente os
- Corinne so
enquanto a luz das lanternas desenhava
Loralie antes que ela
stante, a expressão brincalhona de
a cui
ne diminuiu, torna
pre t
am que aquil
.
essavam as frestas tortas da janela de madeira. O Refúgio dos Corvos permanecia silencioso naquele horário raro entre a madrugada e o despertar da cidade, quando até os bêbados da noite anterior finalmente hav
ável sob as costelas, como se dedos invisíveis apertassem lentamente seu coração por dentro. Às vezes parecia apenas um peso sufocante alojado no peito, em outros momentos, transformava-se
ou devagar, tentando controlar o desconforto. O
u com a voz rouca de
batimentos de seu coração. Com um movimento lento, afastou o tecido da camisa apenas o suficiente para observar a joia. O rubi brilhava fracamente na penumbra do quarto, pulsando em um vermelho profundo, como brasas enterradas sob cinzas. Veias finas e avermelhadas pareciam se espalhar
pela manhã fria de Belladonna. A cidade despertava lentamente enquanto Corinne permanecia sentada na cama, encara
gia discretamente sob seus passos, e o quarto ainda carregava o frio silencioso das primeiras horas da manhã. A água estava gelada o suficiente para arrancar um leve estremecimento quando a lançou sobre o rosto, despertando-a de vez e afastando os últimos resquícios de sono. Depois de um banho rápido, começou a se arrumar. Diferente das roupas escuras e discretas que costumava usar pelas ruas da cidade, naquela ma
eso à parede. Observou o próprio reflexo por alguns segundos, analisando cada detalhe da aparência que havia construído para aquela manhã. Não estava perfeita, mas parecia convincente o bastante para cumprir seu papel sem levantar suspeitas imediatas. Satisfeita o suficiente, afastou-se do espelho e deixou o quarto sem perder mais
o acampamento da Trupe Solaris e conseguiu ouvir a movimentação antes mesmo de chegar. Risadas altas, vozes animadas e o som metálico de equipamentos sendo arrastados e organizados preenchiam o espaço improvisado onde os artistas estavam instalados. A Trupe Solaris parecia absurdamente viva para aquele horário, como se nenhum de seus integrantes precisasse realmente dormir. Barracas coloridas ocupavam b
sta. Os guardas da corte, rígidos e irritantemente fiéis às regras, recusaram qualquer possibilidade de permitir a entrada antecipada. E, para Corinne, a
sa, enquanto outros organizavam figurinos cuidadosamente dobrados para evitar que os tecidos amassassem durante a viagem. Perto de uma fogueira quase apagada, um pequeno grupo de m
tivesse chance de responder, Lyra já havia segurado seu braço e começado a arrastá-la pelo acampamen
e caixas espalhadas pelo caminho. No trajeto, acabou ajudando um ra
malabarismo com tochas - comen
ximando-se ainda mais dela, como se estivesse prestes a revelar o plano mais genial do mundo.
o - Corinne interr
terminar - Lyra fez u
e leve, faz tempo desde a última
encarou dramaticamente, como se ti
vavel
é dep
pelo apoi
te. Vou precisar reconstruir s
ção artística
ste a
nçou a cabeç
vida normal. Uma vida simples, sem perseguições, mentiras ou planos perigosos. Quando tudo finalmente ficou pronto, a Trupe Solaris começou a seguir pelas ruas em direção ao castelo real. As enormes carroças avançavam lentamente pela cidade enquanto artistas caminhavam ao lado delas carregando instrumentos, tecidos e
da manhã, enquanto guardas armados observavam atentamente os portões principais. Mesmo Corinne precisou admitir, ainda que apenas para si mesma, que o lugar era impressionante. E absurdamente bem protegido. Os portões começaram a se abrir após uma breve verificação dos docum
ao longo dos anos. Depois da inspeção, um dos guardas aproximou-se para guiá-los pelo interior do castelo. Conforme
eiros posicionados em pontos estratégicos deixavam ainda mais evidente o nível de vigilância dentro do castelo. Mas Corinne não observava apenas a grandiosidade do lugar. Seu olhar analisava as pos
io, mas ainda assim muito mais luxuosa do que a maioria dos lugares onde costumavam se hospedar. Os corredores eram amplos, iluminados
e voltou-se para o grupo com a mesma postura r
uma grande porta dupla alguns metros adiante antes de continuar - E recomendo que não circulem pelo castelo sem autorização. Hoje
es, mais movimentação dentro do castelo e, consequentemente, mais distrações para aproveitar. Por outro lado, também significava mais guardas, mais

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