m
cruzados como se pudesse me proteger do vazio que me engolia. O ambiente era opulento: móveis de madeira escura polida, tapetes persas que abafavam qualquer som, lustres de
jantar, planejando meu primeiro dia na faculdade. A ideia de pisar na universidade, de construir um futuro longe, era tudo o que me ma
im, os portões de ferro ao longe parecendo intransponíveis. Escapara por um momento da boate, mas aqui era diferente. A mansão era uma fortaleza, e
ade entrou, o avental impecável contrastando com o olhar firme. Seus cabelos grisalhos estavam pre
toque de autoridade. - Sou Maria, a governanta. Dante m
incapaz de conter o sarcasmo. - O q
rou, cruzan
m o que não pode mudar só vai te cansar. Venha, v
hora de olhos castanhos, mesmo sabendo q
devia se sentir honrada por estar aqui. Não se preocupe: aqui não irá te faltar nad
tuação. Maria me levou a um quarto no andar superior, com uma cama de dossel, lençóis de seda e u
ma... não tente fazer nada estúpido. Esta casa é mais segura do que parece
sentindo um nó na garganta. Aquilo era absurdo: nem mesmo o meu celular ele me deixara trazer; na verdade, e
s inchados, com dif
os. Um risinho abafado, como se alguém tentasse se escon
erguntei, a voz fir
ando com curiosidade. Era um menino, não mais que seis anos, magro, com um sorriso travesso qu
a voz aguda e cheia de energia.
a, tentando proces
uquei, ainda tensa. -
ho girando entre seus dedos. - Eu moro aqui. Quer brincar comigo
rmou por um instante, mas a
perguntei, franzindo
u ele, como se fosse a c
erdera a esposa e o filho em um acidente de carro. Era uma das poucas coisas que humanizava o monstro, um detalhe sussurrado com pena até pe
eti, minha voz quase um
bros, alheio à
iz que é perigoso - explicou ele, fazendo uma careta, como se a ideia de perigo
criança? A história do acidente era uma mentira? Ou havia algo mais que eu não entendia? Cada pergunta abria um
pondi, forçando um sorriso. - E
icinho, ma
u avisar a Maria que já acordou - disse ele, correndo para a porta, os pés leves contr
medo. Dante Moretti escondia um filho. Um menino vivo, esperto, que não se encaixav
plicou ela, olhando para mim com o que eu podia pensar ser pena. - Dante disse que
ia comigo? Ele aceitara a proposta do meu p

GOOGLE PLAY