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Capítulo 3 A Faca nas Costas

Palavras: 1610    |    Lançado em: 02/03/2026

ltrações de seu antigo apartamento, muito menos o som de vizinhos brigando no corredor estreito. Em vez disso, ela acordou entre lençóis de seda com uma contagem de fios que parecia acaricia

sse vivendo dentro de um sonho emprestado. A camisa de Antony, que ela ainda usava, era um lembrete físico de que a noite anterior não fora um delírio causado pela exaustão. Ela

onstruída sobre alicerces de vidro. E o vidro vibrou co

braço, sentindo o contraste do metal frio do telefone contra o calor de sua pele

e ainda preservava o instinto de preservação que a mantivera viva até ali, gritava para que ela bloqueasse o número e jogasse o

or que nascia no centro de seu peito e s

o, uma conversa de fundo onde a voz de Marcos soava nítida, despojada de qualquer máscara de afeto que ele um dia usara. Era a vo

estridente, carregada de uma covardia desesperada. - "Mas eu tenho algo melhor.

ntão a voz de um homem mais vel

arcos. O que eu vou

seguida foi o som mais vil q

que os juros que eu te devo. Podem ficar com ela, fazer o que quiserem, levar par

palavras de Marcos continuaram a ecoar nas paredes luxuosas do qu

como se o oxigênio da cobertura tivesse sido subitamente sugado. A crueldade daquelas palavras - a facilidade com que ele a vende

ram em um dilúvio amargo. Um soluço gutural, vindo das profundezas de sua alma ferida, escapou de seus lábios. Suas pernas cederam. Clara desabou no chão, encolhendo-se sobre o tapete, abraçando os próprios

. Ele já estava vestido para o dia, usando uma calça de alfaiataria cinza e uma camisa branca co

a caiu, revelando algo muito mais primordial. Seus olhos negros escureceram, as pupilas dilatando-se até que não houvesse mais distinçã

tapete ao lado dela. Antony não hesitou; ele a puxou para

me dela saiu como

arcos, sim, mas também chorava por cada noite de fome, por cada humilhação que sofrera para pagar dívidas que não eram suas, e pela percepção aterrorizante de q

contra o mundo exterior. Uma de suas mãos grandes e quentes repousava na base das

erosa. Ele inclinou a cabeça, beijando o topo da cabeça dela com um fervor que beirava a adoração possess

hado de lágrimas, os olhos

ntregou meu endereço para aquele

us dedos acariciaram o rosto dela, limpando o rastro das lágrimas com o polegar. - Mas o que ele não sabe, o que n

fortava simultaneamente: uma proteção absoluta que não conhecia limites morais ou legais. Ele n

navalha. - Eu juro pela minha vida, Clara. O mundo dele vai queimar até que não sobre nada além de cinzas.

uma mentira; a proteção de Antony era uma verdade perigosa. Mas, naquele momento, em meio aos destroços de sua vida, ela não se importava com o perigo. Ela se apertou mais contra ele, buscando o

o e frágil de seu império, seus olhos fixos na porta, esperando pelo momento em que poderia transformar sua promessa de vingança em realidad

ndo selado. Clara não era mais a menina que fugia de agiotas no centro. Ela era a proteg

o quente trazendo um conforto hipnótico. - Quando você acor

mbora sua vida estivesse em ruínas, ela finalmente encontrara alguém dis

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