img A Luna Preciosa do Rei Licantropo  /  Capítulo 3 Três anos depois | 1.37%
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Capítulo 3 Três anos depois

Palavras: 1614    |    Lançado em: 27/01/2026

Vista d

daquele lugar abandonado por Deus. Um feixe de luz cortante perfurou a escuridão pelas frestas da minha cela, rasgando o

m um lamento de protesto, não me d

uscar, a essa altura, todos se mi

elógios, nem qualquer forma

obias, e sua voz ricocheteou pelas par

e uma bandeja sendo

antes de cuspir no chão. "Já se passaram três anos, acredita nisso? Esse buraco imundo

s a

mente como uma lâmina envenenada,

via passado? O tempo teria me esq

arrastando os pés, até que o som de se

sozinha

as vezes, com meus olhos cansados e vazios, a t

, eu já havia memorizado havia muito tempo, com

ia como feridas enegrecidas, eu conhecia tão bem que seria

teto se tornara mais familiar do que os rostos daqueles que u

ores se comparadas ao momento em que acordei ali pela

corpo se encolheu por instinto, uma tentativa patética de preservar

im, camada por camada, e de minha alma s

correta, já que essa palavra pr

a como objetivo obter inform

inha garganta, mesmo quando meu orgulho sup

vezes à beira da morte, apenas para me puxarem de volta com mãos cruéis. Não h

idão quase misericordiosa, mas sempre que abria os olhos novamente, o pesadelo continuava. Embora t

placável, reparando os danos mais rápi

envenenar essa recuperação acelerada - funcionou, em parte, pois

mbrava dele com

o os outros - e

scascava minha pele como se fosse a de uma fruta,

camada ens

e meus lábios, rachasse minha língua e retorcesse meu estômago em

ando o copo para fora do meu alcance

s para sequer despertar a

z se extinguir, mas até a morte, ao que parecia, me considerava repulsiva e tam

lidade, que tudo o que restava era algo vaz

a do passado, largada para apodrecer

o mundo que existia além dess

noturno como diamantes espalhados... Do calor do verão penetrando meus ossos, da mord

dade que, às vezes, a saudade doía

rnando-se frágeis, acinzentadas, e desmor

sos. Minha pele se agarrava desesperadamente à estrutura do meu corpo e rachava como perg

um banheiro naquele lugar miserável. Por três anos, dormi na m

e emaranhada que se arrastava atrás de mim, com nó

nte por dentro, o modo como o estômago se voltava contra si me

fastar as alucinações da inanição e a beber

humanidade murchava e morria dentro de mim, até que qua

morte me desejava, então a maldição era inegável. Nada de bom jamais havia me acontecido desde

smo que eu tivesse a chance de me formar. Ressentia meu pai por ter me abandonado sem sequer olhar para trás. R

ntangível e irrelevante, um grão insignificante no grande esquema das coisas, facilmente apag

para observar o que Tobias

mbolorada e, talvez, um ou dois goles de água p

ela estava entreaberta, pouco,

o um raio, percorrendo meus

respirar. Pisquei repetidas vezes, perguntando-me se minha me

r diante de mim - Tobias, o descuidado,

o, agitou-se no fundo do m

ntáculos frágeis em direção à lu

, por algum milagre, eu conseguisse sair sem ser notada, para onde iria neste estado? Eu, apenas pele esticada s

do aquele pensamento como se

rto, com o vento frio roçando minha pele e as estrelas como testemunhas silenciosas, ou

a se despedaçar a qualquer instante, force

, incapazes de sustentar sequer o m

do as grades como apoio. Minha respiração vinha em arfadas irregulares, como a de alguém que se afoga e prova o ar pe

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