img A Luna Preciosa do Rei Licantropo  /  Capítulo 3 Três anos depois | 25.00%
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Capítulo 3 Três anos depois

Palavras: 1603    |    Lançado em: 27/01/2026

Vista d

andonado por Deus. Um feixe de luz cortante perfurou a escuridão pelas frestas da minha cela, rasgando o chão imundo. Em seguida veio o til

trabalho de vi

uscar, a essa altura, todos se mi

elógios, nem qualquer forma

cheteou pelas paredes de pedra como estilhaços de vidro. Ou

antes de cuspir no chão. "Já se passaram três anos, acredita nisso? Esse buraco imundo

s a

mente como uma lâmina envenenada,

via passado? O tempo teria me esq

arrastando os pés, até que o som de se

sozinha

as vezes, com meus olhos cansados e vazios, a t

, eu já havia memorizado havia muito tempo, com

florescia como feridas enegrecidas e seria capaz de

teto se tornara mais familiar do que os rostos daqueles que u

ores se comparadas ao momento em que acordei ali pela

corpo se encolheu por instinto, uma tentativa patética de preservar

im, camada por camada, e de minha alma s

vra correta. Essa palavra pre

a como objetivo obter inform

inha garganta, mesmo quando meu orgulho sup

vezes à beira da morte, apenas para me puxarem de volta com mãos cruéis. Não

ava em uma escuridão quase misericordiosa. Mas sempre que abria os olhos novamente,

os danos mais rápido do que eles conseguiam infligi-los. Desesperados, recorreram à prata, queimando-a na minha pele para enve

me lembrava co

mo os outros.

pele como se fosse a de uma fruta, procurando o "monstro" qu

meus lábios, rachasse minha língua e retorcesse meu estômago em

ando o copo para fora do meu alcance

s para sequer despertar a

se extinguir, mas até a morte, ao que parecia, me considerava repulsiva. Ela t

lgo vazio e trêmulo, simplesmente... me deixaram. Abandonada como uma relíquia

mundo que existia além daque

am no céu noturno como diamantes espalhados. O calor do verão penetrando meus ossos, a

dade que, às vezes, a saudade doía

ornavam-se frágeis, acinzentadas, desmor

sos. Minha pele se agarrava desesperadamente à estrutura do meu corpo e rachava como perg

um banheiro naquele lugar miserável. Por três anos, dormi na m

ssa opaca e emaranhada que se arrastava atrás de mim, co

nstante por dentro, o modo como o estômago se volta contra si

fastar as alucinações da inanição e a beber

humanidade murchava e morria dentro de mim, até que qua

morte me desejava, então a maldição era inegável. Nada de bom jamais havia me acontecido desde

esmo que eu tivesse a chance de me formar. Ressentia meu pai por ter me abandonado sem sequer olhar para trás.

angível e irrelevante. Um grão insignificante no grande esquema das coisas, facilmente apagado.

para observar o que Tobias

mbolorada e, talvez, um ou dois goles de água p

la. Estava entreaberta, pouco,

o um raio, percorrendo meus

respirar. Pisquei repetidas vezes, perguntando-me se minha me

r diante de mim. Tobias, o descuidado, p

o, agitou-se no fundo do m

ntáculos frágeis em direção à lu

, por algum milagre, eu conseguisse sair sem ser notada, para onde iria naquele estado? Eu era apenas pele estica

do aquele pensamento como se

rto, com o vento frio roçando minha pele e as estrelas como testemunhas silenciosas, ou

a se despedaçar a qualquer instante, force

, incapazes de sustentar sequer o m

ndo as grades como apoio. Minha respiração vinha em arfadas irregulares, como a de alguém que se afoga e prova o ar

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