img Cinquenta Trepadas de Pobre  /  Capítulo 5 MENDIGO HIPSTER | 7.58%
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Histórico

Capítulo 5 MENDIGO HIPSTER

Palavras: 1950    |    Lançado em: 14/07/2022

dade, mas ninguém tinha interesse em conhecer a verdadeira Martinha. Aquela que nas horas de folga ia distribuir sopa aos que passavam fome e frio durante o inverno

em, me olhavam com preconceito, julgando-me um preguiçoso, pois mesmo cheio de forças, preferia pedir a trabalhar. Ningué

pai os tinha. Observei suas mãos calejadas e me lembrei de minha mainha trabalhando na casa de farinha. Chorei ao me lembrar dos dois, chorei ao ser tratado decentemente e, diante do meu choro, Martinha me abraçou e

dade. Existem aqueles que não olham para não se sentirem mal diante da impotência de nada fazer. Às vezes

e convalescentes, todos esperando um pão e um tratamento decente. Martinha era meu anjo e, por saber que ela era assim com todos e não apenas com

azia companhia. Depois de sua primeira visita, minha vida não foi mais a mesma, até as noites frias passaram a ter certa beleza. Envolto em seu

animado, eu não encontrei os meus cobertores. Nós respeitamos o território um do outro, com certeza foi alguém de outro bairro que os levou. Justo naquela noite fria e que anunciava chuva. Não tinha jeito, não podia me lame

arede e abaixei a cabeça entre os joelhos, assim a chuva não machucava o meu rosto. Tremi de frio por longos minutos, até que senti uma proteçã

r um resfriado. - Estendeu-me uma das mãos,

airro. Alguma coisa ali me lembrava da roça onde cresci. As casas eram todas pequenas, mas tinham flores e hortaliças plantadas nos passeios. A casa de Martinha era ver

e a dos cachorros, nunca entrei numa casa, de fato. As pessoas tinham medo de serem estupradas, assaltadas ou sei lá o quê. Num mundo sem leis e cheio de bandidos, eu não as c

vamos! - Martinha tinha

confiasse em mim daquele jeito. Ela me abraçou por trás, ficou assim por longos minutos, até eu parar de soluçar.

belos. - Aqui tem xampu, condicionador, sabonete. Pode

nheiro para cortá-los, estava sem dinheiro até para comer! Achei uma tesoura e aparei a barba, não iria usar a sua lâmina, porque aí já seria abuso. Enquanto me aparava,

u responder e entrou. Ficou parada, me olhando co

das, senão vai gripar! Aqui ó,

upa decente para ficar na frente de uma moça. Uma camiseta e uma samba canção, só. Vesti mei

a sopa vai esf

Sentei na cadeira que ela me indicou e tomei a sopa numa velocidade não muito educada. Ela não pareceu ofendida, simplesmente e

o gostosa! - elogie

batalhão, tive que aprender na marra. - E ab

a a vontade dela, no mesmo momento que

sse jeito? - Apontei p

desse dilúvio? Vai dormir aqui, hoje. - Olhou-

, Martinha, já está s

soa melhor que as outras, não - respondeu, s

scova de dentes e um fio dental. Quando saí do banheiro, o sofá

rando no banheiro. - Vou tomar um banho e me

alo, alguns cachinhos caindo na nuca e uma camisola verde que desenhava suas belas e fartas curvas. Eu era mendigo, mas era homem. Aquilo me deixou eriçado. Ela

á me encaminhando para a área de serviço e puxando minha

da minha mão e colocou-

ulher e nós dois, pelo jeito,

com raiva ou

Agora vai d

o tomou conta de meu corpo, sentia minhas pálpebras pesadas. Estava prestes a pegar

entindo ca

a sentindo frio. Tremia muito, mesmo debaixo da coberta. Ela

uva lá fora. - Embrenhou-se debaixo de minhas cob

espeitoso, principalmente com quem tanto me ajudou, mas aquilo era demais para mim. Eu sentei no sofá, puxando-a para o meu colo. Ela rebolou em meu qua

ci minhas mãos pelas suas costas macias até chegar à sua bunda redonda e firme, levantei-a e me encaixei em suas entranhas. Ela gemeu, excitada, e começamos a nos unir, freneticamente. Nossos sexos se chocavam com uma ânsia desenfreada. Deitei-a no sofá sem nos desencaixarmos um minuto sequer.

! Júlio

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