img ADRIANO - UM MAFIOSO IMPIEDOSO LIVRO 12  /  Capítulo 10 | 71.43%
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Capítulo 10

Palavras: 2888    |    Lançado em: 12/06/2026

ira

es momentos. Como agora, enquanto estou presa sob um toldo rasgado sobre a entrada da pequena floricultura onde trabalho. O dono

esto fech

mãos livres. Puxando a maçaneta com toda a minha força, tento girar a chave mais uma

i. Mas acho que as vagas lá são muito concorridas. Dinheiro bom e tudo mais. Então, a menos que uma das meninas fique doente ou peça demissão, estou sem sorte. Se as coisas não mudarem logo, vou ter que consider

do os dias ficam mais longos e o tempo está bom, adoro passear pelas calçadas movimentadas. Mas não hoje. As ruas estão desertas, com todo mundo dentro de casa, fugi

rve para nada contra o vento, imagina contra a chuva. Vou me sentir péssimo o tempo todo, mas acho que é melhor correr

ada, com a constante sensação de estar sendo seguida. Culpo o romance assustador que li sobre um assassino em série que perseguia suas vítimas por semanas antes de sequestrá-las e matá-las das maneiras mais bizarras. Então, é, estou assustad

cidido mandar um de seus capangas para se livrar de mim. No fim, não era nada. Só um cara qualquer que nunca mais vi. Minha cabeça está definitivamente viajando, mas ten

omo sua

ntésima vez, ou mais, esse p

aia. Suspenses policiais são o meu vício. Sempre que encontro uma hora livre, devoro os romances de suspense que pego na bib

. Nos motivos que o levaram a fazer aquilo. Mas a perg

da a temer de m

as, mas pela forma como ele as disse. Como se realmente acreditasse nelas. Por quê? Por

ra a cozinha e fiquei lá, ocupada fazendo uma torta de cereja. A coisa horrível acabou no lixo porque eu estava distraída demais para prestar atenção

ssa possibilidade me deixava ao mesmo tempo apavorada e animada. Então, quando finalmente ouvi o carro dele sair da garagem, senti um misto de alívio e decepção. Esp

carro chique, chamativo demais para este bairro, para ao meu lado, também esperando o sinal abrir. Dou uma olhada rápida nele antes de voltar a me concentrar no semáforo. Um táxi atravessa o cruzamento em alta veloc

ante pingente em forma de lágrima, um solitário violeta brilhante. É magnífico. O brilho da gema é acentuado pelo fundo de veludo azul-marinho. A imagem é mais do que simplesmente atraente. O colar, e especialmente o pingente, parece hipnotizante, mantendo meu olhar fixo. Mas o anúncio da joia real

ulei de

seu terno cinza de aparência cara enquanto ele se ergue sobre mim como um colosso sombrio e aterrorizante. Dou um passo para trás. Me afasto dele. De repente, estou ainda mais assustada com e

oferta. Mas eu.

ras se franzem. "Você

porque a blusa que estou usando por baixo também está úmida. Meus olhos se voltam para o banco de trás do carro dele. O interior parece quente, seco e convidativo. Estou tentada. Curiosa també

uma carona? Geralmente existe uma única explicação para homens ficarem perambulando por essas ruas. Duvido que Ruffo precise

mim em alta velocidade. Graças a Deus. Mal um suspiro de alívio escapou dos meus lábios quando o car

e e imponente de Ruffo vem de d

melho. Imediatamente antes de tentar comê-la. Me vem à mente a imagem d

ordem, mas o olhar em seus olhos me conta uma história diferente. O homem me encara como se não estivesse acostumado a ouvir um não. O que seria pior

cinto, a divisória que nos separa do motorista se levanta, deixando Ruffo e eu frente a fre

ânsito, desviando sem esforço para ultrapassar o ônibus. M

, murmurei. "Minha casa fica a a

e quer fazer comigo. Meu pulso dispara. Normalmente, óculos fazem quem os usa parecer menos ameaçador. Mas a armação de Ruffo só f

he são tão macios e suaves que o estofamento parece manteiga. As linhas limpas e os acab

carro antes me invade. Será que estou imaginando coisas de novo? Para piorar a situação, uma poça d'água se forma sob meus pés, resultado da água da chuva que escorre da barra do meu casaco. A maldita peça está tão pesada, por ter absorvido tanta água, que está me puxando para

nto de repente, desesperad

a sobrancelha arquea

." Fecho a boca com força, percebendo que o nervosismo está me fazendo falar bobag

o buquê de flores encharcadas e murchas no meu colo

mais. "Mas ainda é bom recebê-los."

u essas flore

dono simplesmente me deixa levar para casa tud

ar permanece tenso. "Um homem ou uma

É homem o

stranha. "Ela

em seus olhos desaparece

icos. Eles me atraem. Aquela cor extraordinária me cega para os perigos que se escondem ali dentro. Não sei como alguém que já cruzou o olhar com Ruffo pode acreditar que ele seja passivo

Tenho certe

não há nada que passe

sos dela. Ele devia ter um motivo para deixá-la continuar como

edor do corpo, como se isso pudesse de algu

ar como foi o dia dele? Ou é melhor eu ficar qu

e tentando decifrar uma trama. Tenho quase certeza de que sou um livro aberto, um livro bem chato

or matou sua es

perguntar isso! Ai, meu Deus, eu não devia ter feito isso. Tento me afundar ainda mais n

r. Então eu me certifiquei de qu

uda o fato de que ele parece não se importar. Ter que matar a esposa. Como ele pôde passar

nosso chefão psicótico, cujas mãos certamente estão manchadas de

or, isso é verdade, mas ele nunca esc

trário

não é quem

erente. Os pés de galinha também parecem mais profundos. E, embora ele não tenha se movido, eu juraria que há um leve levantar no canto de seus lábios. Ele deu um sorriso irônico? Estou imaginando coisas? Ruffo não é um

ugar naquele homem, que de resto é impecavelmente composto, me causa uma coceira no

, pequena Íris." Aquela voz rou

o. Propositalmente sem olhar para Ruffo, saio do carro correndo em direção à entrada do meu prédio. Atrás de mim, o ronco de

he disse m

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