ira
es momentos. Como agora, enquanto estou presa sob um toldo rasgado sobre a entrada da pequena floricultura onde trabalho. O dono
esto fech
mãos livres. Puxando a maçaneta com toda a minha força, tento girar a chave mais uma
i. Mas acho que as vagas lá são muito concorridas. Dinheiro bom e tudo mais. Então, a menos que uma das meninas fique doente ou peça demissão, estou sem sorte. Se as coisas não mudarem logo, vou ter que consider
do os dias ficam mais longos e o tempo está bom, adoro passear pelas calçadas movimentadas. Mas não hoje. As ruas estão desertas, com todo mundo dentro de casa, fugi
rve para nada contra o vento, imagina contra a chuva. Vou me sentir péssimo o tempo todo, mas acho que é melhor correr
ada, com a constante sensação de estar sendo seguida. Culpo o romance assustador que li sobre um assassino em série que perseguia suas vítimas por semanas antes de sequestrá-las e matá-las das maneiras mais bizarras. Então, é, estou assustad
cidido mandar um de seus capangas para se livrar de mim. No fim, não era nada. Só um cara qualquer que nunca mais vi. Minha cabeça está definitivamente viajando, mas ten
omo sua
ntésima vez, ou mais, esse p
aia. Suspenses policiais são o meu vício. Sempre que encontro uma hora livre, devoro os romances de suspense que pego na bib
. Nos motivos que o levaram a fazer aquilo. Mas a perg
da a temer de m
as, mas pela forma como ele as disse. Como se realmente acreditasse nelas. Por quê? Por
ra a cozinha e fiquei lá, ocupada fazendo uma torta de cereja. A coisa horrível acabou no lixo porque eu estava distraída demais para prestar atenção
ssa possibilidade me deixava ao mesmo tempo apavorada e animada. Então, quando finalmente ouvi o carro dele sair da garagem, senti um misto de alívio e decepção. Esp
carro chique, chamativo demais para este bairro, para ao meu lado, também esperando o sinal abrir. Dou uma olhada rápida nele antes de voltar a me concentrar no semáforo. Um táxi atravessa o cruzamento em alta veloc
ante pingente em forma de lágrima, um solitário violeta brilhante. É magnífico. O brilho da gema é acentuado pelo fundo de veludo azul-marinho. A imagem é mais do que simplesmente atraente. O colar, e especialmente o pingente, parece hipnotizante, mantendo meu olhar fixo. Mas o anúncio da joia real
ulei de
seu terno cinza de aparência cara enquanto ele se ergue sobre mim como um colosso sombrio e aterrorizante. Dou um passo para trás. Me afasto dele. De repente, estou ainda mais assustada com e
oferta. Mas eu.
ras se franzem. "Você
porque a blusa que estou usando por baixo também está úmida. Meus olhos se voltam para o banco de trás do carro dele. O interior parece quente, seco e convidativo. Estou tentada. Curiosa tambéuma carona? Geralmente existe uma única explicação para homens ficarem perambulando por essas ruas. Duvido que Ruffo precise
mim em alta velocidade. Graças a Deus. Mal um suspiro de alívio escapou dos meus lábios quando o car
e e imponente de Ruffo vem de d
melho. Imediatamente antes de tentar comê-la. Me vem à mente a imagem d
ordem, mas o olhar em seus olhos me conta uma história diferente. O homem me encara como se não estivesse acostumado a ouvir um não. O que seria pior
cinto, a divisória que nos separa do motorista se levanta, deixando Ruffo e eu frente a fre
ânsito, desviando sem esforço para ultrapassar o ônibus. M
, murmurei. "Minha casa fica a a
e quer fazer comigo. Meu pulso dispara. Normalmente, óculos fazem quem os usa parecer menos ameaçador. Mas a armação de Ruffo só f
he são tão macios e suaves que o estofamento parece manteiga. As linhas limpas e os acab
carro antes me invade. Será que estou imaginando coisas de novo? Para piorar a situação, uma poça d'água se forma sob meus pés, resultado da água da chuva que escorre da barra do meu casaco. A maldita peça está tão pesada, por ter absorvido tanta água, que está me puxando para
nto de repente, desesperad
a sobrancelha arquea
." Fecho a boca com força, percebendo que o nervosismo está me fazendo falar bobag
o buquê de flores encharcadas e murchas no meu colo
mais. "Mas ainda é bom recebê-los."
u essas flore
dono simplesmente me deixa levar para casa tud
ar permanece tenso. "Um homem ou uma
É homem o
stranha. "Ela
em seus olhos desaparece
icos. Eles me atraem. Aquela cor extraordinária me cega para os perigos que se escondem ali dentro. Não sei como alguém que já cruzou o olhar com Ruffo pode acreditar que ele seja passivo
Tenho certe
não há nada que passe
sos dela. Ele devia ter um motivo para deixá-la continuar como
edor do corpo, como se isso pudesse de algu
ar como foi o dia dele? Ou é melhor eu ficar qu
e tentando decifrar uma trama. Tenho quase certeza de que sou um livro aberto, um livro bem chato
or matou sua es
perguntar isso! Ai, meu Deus, eu não devia ter feito isso. Tento me afundar ainda mais n
r. Então eu me certifiquei de qu
uda o fato de que ele parece não se importar. Ter que matar a esposa. Como ele pôde passar
nosso chefão psicótico, cujas mãos certamente estão manchadas de
or, isso é verdade, mas ele nunca esc
trário
não é quem
erente. Os pés de galinha também parecem mais profundos. E, embora ele não tenha se movido, eu juraria que há um leve levantar no canto de seus lábios. Ele deu um sorriso irônico? Estou imaginando coisas? Ruffo não é um
, pequena Íris." Aquela voz rou
o. Propositalmente sem olhar para Ruffo, saio do carro correndo em direção à entrada do meu prédio. Atrás de mim, o ronco de
he disse m

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