V
oratório. Toda vez que eu fechava os olhos, o calor absurdo do corpo de Lucas parecia queimar a minha pele, e aquele som estranho - aquele
o de café queimado, os perfumes baratos dos alunos e até o odor da fumaça dos carros na avenida pareciam agredir o meu nariz de uma forma violenta. Puxei o fra
eria, tentando me esconder atrás do meu liv
az duro
esados quando as portas duplas se abriram. Eu nem precisei erguer os olhos para saber quem era. U
al de quem sabe que é o dono do lugar, mas havia algo diferente nele hoje. Algo mais tenso. No seg
aram e
era quase físico. Lucas ignorou os amigos, que começaram a cochichar e rir entre si,
abrindo as pernas de um jeito folgado e jogando a jaqueta do time sobre o en
ando a minha melhor armadura de sarcasmo para disfarçar o fato de que meu coração estava
nto, predatório, que fe
rregada de uma intensidade que me fez engolir em seco. - E eu vim garanti
estar na enfermaria cuidando da sua
espaço de forma tão violenta que o meu bloqueador de odores simplesmente falhou. Minhas mãos começaram a tremer sob a mesa. Uma onda de calor subi
ndo como ouro puro, e ele se inclinou sobre a mesa pequena, diminuindo a d
ó eu podia ouvir. - E adivinha? Ele achou que seria uma excelente ideia nos colocar como dupla no grande
ele bloco antigo? Nem pensar. Eu não ia sobreviver a uma semana com
mente, fechando o livro com força e me levantando
ara trás quando a mão dele se
le tocou a minha, um choque elétrico correu pelo meu braço, fazendo meus joelhos fraquejarem. Lucas se levantou de
na lateral do meu pescoço, exat
fez meu corpo inteiro estancar. - Eu posso ser péssimo em biolog
ndeu e se afastou, deixando um sorriso cínico brinca
inteiro me encarando. Olhei para o meu pulso, que ainda formigava com o calor dele, sentindo u

GOOGLE PLAY