com o frio cortante que dominava as ruas da cidade conforme o outono avançava. Do lado de fora, o vento assobiava entre os becos estreitos e carregava folhas secas
o balcão. Canecas batiam umas contra as outras, cadeiras arrastavam pelo chão áspero e vozes se sobrepunham em uma confu
os e manteve o rosto parcialmente escondido, observando o movimento ao redor sem realmente enxergá-lo. Seus dedos permaneciam fechados em punhos sobre a mesa d
O peso do colar contra sua garganta parecia maior a cada hora, quente demais, vivo demais. A pedra vermelha repousava sobre seu peito c
fantasma. Ou pior, perdeu uma aposta -
oltando um suspiro cansado. Não precisou e
estaria abrindo uma g
nne de lado. Seus cabelos ruivos estavam presos em um penteado simples e prático, embora algumas mechas rebeldes caíssem sobre seu rosto sardento. Havia diversão constante em seus olhos claros, aque
sobre a mesa. - O que foi dessa vez? Aposto três moedas de prata que e
mais - Corinne soltou um
m tal
mente pelo próprio rosto, como se tentasse reunir coragem suficiente para
ubei um
rancelha enquanto mordia o pão.
casa ab
nte... - Loralie inclinou-se um pouc
co antes de continuar
u a meio caminho da boca de Lor
ria e
instante o brilho vermelho pulsando sob o tecido escuro. A luz rubra ref
sorriso da rui
letamente em pedra. - A voz de Corinne saiu mais baixa dessa vez, pesada
a amiga como se esperasse que ela começasse a rir e dissesse que tudo não passava de uma brin
enquanto ria tanto que precisou apoiar uma das mãos na barriga para recuperar o fôle
- Corinne lançou um
Corinne, das mil maneiras possíveis de morrer ness
o escol
oado numa casa abandonada e pensou: "vou tocar
cruzou os braços, afund
a e cruzou os braços, afundando ainda mai
entando recuperar a compostura, embo
ou os cotovelos sobre a mesa. - Então v
atam
ilando pelas ruas esperando um punhal no pescoço. Além disso, assassinato real costuma terminar
inne deixou a cabeça cair sobr
Loralie sorriu de canto, os olhos
lie sorriu de canto, os olhos brilhando
bre a mesa enquanto passava as mãos pelo rosto. O calor da taverna
conseguir chegar até um deles. - Ela desviou o olhar para a lareira acesa do outro lado do salão, observando as chamas dançarem enquanto tentava ignorar o peso do colar contraceu em silêncio, girando distrai
ou: - Mas o falecido príncipe Adrian n
rinne ergueu os ol
ltou uma risadinha incrédula. - Você vive nesse reino há anos
ora
do a voz mesmo em meio ao barulho da taverna. - Aparentemente,
ida em todo o reino por sua tradição militar quase brutal. Durante gerações, seu brasão esteve presente nas maiores guerras do co
e influência suficiente para rivalizar discretamente com algumas famílias reais menores. Mas tudo começou a ruir após sua morte. Sem o velho patriarca para manter a família unida, os sucessores afundaram lentamente a própria casa em disputas internas, alianças fracassadas e decisões desastrosas. Os filhos herdaram o orgulho e a arrogância do falecido, mas nenhum possuía sua inteligência. Os anos transformaram a antiga linhagem gloriosa em
nasceu Dimitri -
filho? - Corinne
u de ombros antes de continuar: - De qualquer forma, Dimitri cresceu entre soldados e treinamento militar. E, sinceramente, parece que herdou o pior, ou o melhor, da Casa Mordrake. Dizem que ele luta como um demônio. Alguns cavaleiros juram que ele v
ou um suspir
não ajuda em nada - murmurou. - Mesmo que ele tenha sangue real, ainda preciso matar
re a mesa, quase triunfante. - Com a morte do príncipe Adrian
a amiga. E então algo mudou em sua expre
era,
Loralie - Então, querendo a corte ou não, Dimitri agora é o próxim
aída, talvez ela não estivesse condenada afinal. Mas a esperança du
que ouvi, Dimitri está
Corinne caiu
On
ma missão com os cavaleiros reais. Ninguém sabe exatamente o
eira gasto, sentindo o desespero retornar devagar ao peito, pesado como uma pedra sendo colocada sobre seus pulmões. As mãos tremiam levemente sobre a mesa, escondidas sob as mangas compridas.
ariz, apoiando o cotovelo sobre a mesa enquanto observava a amiga com um misto
ma voz rouca tentando cantar alguma música obscena. Em outro momento, Corinne talvez revirasse os olhos ou reclamasse do barulho. Agora, porém, tudo parecia distante demais, como se estivesse presa atrás
desistir - murmurou, quase para s
oralie franziu o ce
do medo. Era o tipo de cansaço que se acumulava depois de tantas portas fechadas, tantas
devagar, empurrando o banco p
ecisa descansar antes de desmaiar de tanto pensar nisso. Amanhã t
ns segundos antes de ape
heirava levemente à chuva antiga e poeira.As duas atravessaram a taverna em meio ao caos barulhento. Um homem cambaleante quase esbarrou em Corinne, mas Loralie o afastou com um olhar i
a, a cidade parecia completamente diferente da desordem sufocante da taverna. As ruas estreitas estavam úmidas pela chuva recente, refletindo a luz
peito ainda apertado, o frio da madrugada parecia arr
o na escadaria da entrad
pensando dem
udo pode d
spondeu, puxando a capa contra o corpo. -
duas começaram a caminhar pela rua silenciosa, desaparece

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