img A Dívida que nos Uniu  /  Capítulo 2 O Bruto e a Teimosa | 15.38%
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Histórico

Capítulo 2 O Bruto e a Teimosa

Palavras: 1789    |    Lançado em: 15/03/2026

posta por Pedro ou melhor, a ausência de rotina imposta a desgastava. Ele não a obrigava a nada: não exigia que cozinhasse

com uma blusa solta e jeans surrado

ropriedade - anunciou ela,

eto na mesa comprida,

rral do fundo. O t

rebateu ela, seca. -

u de o

isse que

anhão no braço, Pedro estava na varanda, esperando. Não disse

desidratar

copo, mas nã

edi sua

você tá aqui

uavam. Pequenas,

dasse, e também para passar seu tempo enquanto ela vivi

ta, arroz soltinho, feijão temperado com alho e louro. Mas colocava o prato del

um relatório de safra. Às vezes, quando achava que ela não estava vendo, obser

s. Respondia "sim senhor" e "não senhor" para ele com u

rto", "não deixa a porteira do curral encostada" -, e

que não manda no vento? - disse ela uma vez, enquan

Depois virou as costas e foi embora, e sem

tranhos dividindo a mesma casa, o

as que ficavam lá em cima, quase fora do alcance. Subiu descalça, ágil como sempre foi, rindo sozinha do peri

ca

cto fo

m ângulo errado. A dor subiu como facada. An

smo assim logo em seguida qu

Ele largou o arame farpado que estava esticando e veio sem chapéu,

An

mãos grandes e calejadas pairan

le, voz baixa, mas f

afastar a

ecisa. E

a boca,

a bruto. Era

pegou de

costas. Levantou-a como se ela não pesasse nada. Ana abriu a

ama. Foi buscar gelo na cozinha, voltou com uma toalha molhada e um balde. Sentou-se na beira da cam

r um pouc

spondeu ela, mas

a colocar

va bem. Quando ela fazia careta, ele parava, esperava.

antebraço se moviam enquanto segurava o pé dela com cuidado. Como ele parecia... humano. Não o fazendei

ó...

e chegara àquela fazenda, Ana

s olhos e deixou qu

ao caminhar, porém apesar de ser grata por Pedro ter cuidado dela, a

sua mãe havia lhe durante um bom tempo para comprar seu enxoval quando um dia se cas

e passavam pela estrada principal, para qu

mou uma mochila pequena: roupas, documentos, um pouco de comida. O coração

a. Mas, ao abrir o trinco, ouviu o som de cascos. Pedro aparec

? - perguntou ele, a

cong

Você não pod

u devagar, a

tá ali, ele disse -Porém pe

alhando. - Essa casa, esse silêncio, você me ol

uieto por um

a te vi c

iu, a

por que

rque... achei que talvez você

os, as lágrimas v

nos últimos meses. Toda vez v

admitiu ele, sem rodeios. - N

u o rosto

eger d

De decisões que v

a mochila c

ir, Pedro

para o céu estrelado antes

. Você t

caíram pes

repetiu ela

pra ele. Você pode ir embora agora, pegar o primeiro ônibus na cid

alvez até uma discussão acalorada. Não isso. Não a libe

untou ela, a voz

mão na barba, o

obrigação. Quero... se for pra ficar, que se

e ainda pairava, o som distante dos grilos. Pensou nas noites sozinha no quarto, nas vezes que ele cuidou dela sem pedir nada em troca, nas con

frente, em direção

ar? - perguntou, a v

u, surpreso pe

na. Não por medo. Fica porqu

ndo, o peito su

o que meu pai fez, odeio como tu

apenas esperou,

cont

você me olhando quando acha que eu não percebo. E eu vi também seu cuidado comigo naquele dia - Ela fez uma pausa. - Eu não sei o que é isso ai

o dela, a mão grande estendida, nã

cobre... Aq

a dele. Os dedos calejados dele envolveram os dela

er fácil -

u s

tinuar te cham

tinuar te cham

ira vez, um sorriso p

. - apertar

oltaram para

deles, mas dessa vez não

s baixas, olhares demorados, toques que não precisavam de palavras. O romance que n

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