ie Na
conheço cada rua, cada barulho de ônibus passando cedo demais, cada vizinho que fala alto dem
o pai. Ou m
i lembrar disso. Ele era tudo pra mim. Meu porto seguro. Meu abrigo. Ele me chamava de Melzinha,
medo passou a morar com a gente. Eu via minha mãe tentando ser forte, mas chorando esco
mãos pra mim, Melzinha - ele dis
romessa, pra mi
com as mãos cheirando a produtos de limpeza e o corpo moído. Eu virei adulta antes do tempo. Enquanto outras
. Arrumava meus irmãos. Da
ente se atrasa - eu dizia,
sando se tinha comida suficiente em casa. Quando a aula acabava, eu busca
iz o que preci
tei de organização, de papel, de arquivo, de tentar fazer tudo certinho. Quando fiz dezoi
me sentia útil. At
é lenta
atenção
e que n
eco. Precisa
a. Foi pior. Cliente acha que pode falar o que
logo,
errou d
im nem devi
sorria. Porque pre
ante. Não tenho quem me indique. E ainda por cima sou atrapalhada. Tropeço nas minhas próprias pernas, literalme
e, você é um desas
vezes so
esabou. Sou a irmã que virou mãe cedo demais. Sou a filha q
to na cama e olho pro teto. Penso no
zinha, meu
uma lágrima cair. Não d
. Um deles já fala em faculdade. Quando ouço isso, meu coração
ei que vou tropeçar mais vezes. Sei que vou ouvir ri
m sei que
as pernas, mesmo tropeçando
cedo que parar n
Um único. E foi ele quem acabou
dele er
Ele sempre aparecia com uma bala pro meu irmão, um chocolate pra mim, um so
stava de contar histórias, fazia questão de parecer interessa
to de vo
do daquele jeito. Ou pelo menos eu achei que era daquel
orta, sentar no sofá, filme, risada baixa pra não
uele d
. Eu trabalhei só até o horário do almoço no restauran
o pra casa
. Como
boba, televisão ligada. Até que o clima mudou. E
l. - ele disse, sorrind
a no meu corpo. Nos meus seios. Meu coraç
Alan.
ual
não penso em fazer
foi. Casar virgem. E
vou casar
tá comigo? - per
m hesitar, como
você é
se não. Disse várias vezes. Mas ele não ouviu. Ele me segurou. Tapou mi
ntou no sofá
a como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse arra
da. O corpo doendo.
Esse pensamento me envergonha até hoje, mas foi o que passou pela minha cabeça naque
cio. Chorava de vergonha. De medo. De nojo. De culpa, me
elho e quase nã
sse pra mim mesma. -
inguém. Nem pra minha mãe. Nem pra amigas. Pra ninguém. Decidi ta
u só minha il
u minha
so
e de que
o. Como aprendi a fazer desde muito cedo. E nunca

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