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Capítulo 5 O Ouro e a Cinza

Palavras: 1321    |    Lançado em: 02/03/2026

linhas de luz sobre os lençóis de seda escura que ainda guardavam o calor dos corpos da noite anterior. Clara acordou lentamente, sentindo o corpo pesado e dolorido de

ha a depressão de sua cabeça e o perfume inconfundível de sândalo e tabaco, um cheiro que agora servia como o oxigênio particular de Clara. Ela permaneceu deitada

descalços afundavam no tapete felpudo enquanto ela caminhava pelo apartamento silencioso. O luxo da cobertura, que antes a intimidava,

algo diferente. A porta do escritório de Antony, que ele mantinha rigorosamente fechada como se guardasse

com a ponta dos dedos. O escritório era o coração do poder de Antony. Paredes forradas de livros de capa dura, uma iluminação sóbria e uma enorm

sob a luz de um abajur de banqueiro, havia uma pas

subitamente errou uma batida. No topo da pilha de documentos, havia uma

ta e o uniforme levemente amassado. A data no verso era de seis meses atrás. Clara sentiu um frio súbit

eira; Clara sentada no banco de uma praça perto de casa, chorando em silêncio; Clara entrando no ônibus lotado sob chuva. Era um dossiê comp

nto financeiro impresso em papel timbrado de uma holding internacional com se

o era com agiotas de esquina ou criminosos comuns. O credor principal, o dono das notas promissórias e

es de Clara. O chão de mármor

a desmoronar, dando lugar a uma verdade muito mais sinistra. Antony não a encontrara por acaso. Ele era o dono da dívida que ca

capou de seus lábios co

eito demais. Será que tudo fora um teatro? Uma encenação para que ela se jogasse nos braços dele em busca de

ny estava parado no batente. Ele segurava duas xícaras de porcelana com café fumegante, mas sua expressão era de uma

o mogno, ignorando o caos de documentos que ela acabara de remexer. Seu ol

ndidas no tempo certo - ele disse, a voz baixa, p

dono da dívida que acabou com a minha vida! Você deixou o Marcos me destruir para que você pudesse aparecer como o s

ole deslizou. Havia uma chama escura em seus olhos, uma mistura de

do limite. Eu ia te contar hoje, Clara. Eu ia explicar que no meu mundo, nada é por acaso. Eu quer

or era o mesmo que a monitorou como uma presa. O luxo daquela cobertura n

ssurrou, as lágrimas finalme

viva - ele retrucou, aproximando-s

ensurdecedor e violento silenciou qualquer palavra

elo escritório. A onda de choque jogou Clara contra a estante de livros. Um objeto pesado atravessara a

Antony não hesitou. Antes que o segundo estrondo ocorresse, ele saltou sobre a mesa, jogando o próprio corpo so

E a verdade, por mais dolorosa que fosse, teria que espe

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