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Histórico

Capítulo 4 03

Palavras: 1784    |    Lançado em: 09/02/2026

x R

rta se fechou com um clique seco, definitivo demais para algo tão simples. Fiquei observando o espaço vazio

riso torto nos lábios. Havia algo de predatório naquele gesto, algo

y ainda pairava no ar, misturado a algo novo... inquietação, talvez. Cézar não tirava os olhos de mim. Aque

primeira noite dela - disse, esfregando as mãos uma na outra, como se ant

to abriria uma discussão que não levaria a lugar algum. Meu irmão sempre foi assim: intenso, cru

rtável - digo finalmente, servindo mais uma dos

isada baixa, q

Ela assinou. Sabia exatame

r preparada - retruquei, encar

janela, observando a cidade de Las Vegas se es

sem me olhar. - Paris te

a te transformado em algué

Perigoso. Cézar virou o rosto deva

pondeu. - Nós somos Roux. Não salvamos nin

do, eu sabia que ele tinha razão. Nosso pai nos criou assim. Moldou-nos para não

ras - murmurei, mais pa

- Cézar rebateu. -

nas o som dos próprios passos e a certeza de que aquela decis

i soz

Caminhei até o bar novamente, mas dessa vez não servi bebida algu

a Ma

ha cabeça com uma in

har perdido em algum ponto invisível. Aquilo dizia muito. Pessoas desesperadas cos

eu não deveria ter. O corredor estava iluminado apenas pelas luzes

ar, parei dia

vez em muito t

por

r cons

a ma

entrelaçadas no colo, postura rígida. Ela ergueu o olhar quando me viu, e por um segundo no

ter medo - digo, qu

uma risad

exatamente a

porta atr

ei, mesmo sabendo que era

pondeu firm

eza me atin

que ela não se sentisse encurralada. Elisa respirava fund

ocê imagina - digo, sério. - Mas

rou por lon

o é um consolo..

resp

la primeira vez em anos, eu

sso

igoso demais

-

a Ma

o se meus pulmões não estivessem acostumados à liberdade - se é que aquilo podia ser chamado assim. Minhas pe

coisas - digo, a voz fal

diminuiu

para você. Roupas, sapatos, itens pessoais

corredor, o cor

ocê terá sua p

me acertaram

do que eu pretendia, misturada ao des

do, como quem já es

edi que sua primeira noite fosse o mais delicada possív

ica

om nada do que estava acontecendo. Não combinava com aquela casa, com aqueles ho

der. Não consegui chor

m comple

guém como eu. Tudo ali parecia caro, pensado, planejado. A cama

o para a porta do banheiro. - Tente s

l

fossem dois homens com nomes, rostos e olhare

fechou, me apoiei na pia, encarando meu reflexo no espelho. Eu

urmurei para mim mesm

s

arecia me lembrar do que estava prestes a acontecer. Lembrei da minha mã

preciso, ela di

vestido simples demais para o que aquela noite significava, mas íntimo de

asia agora - explicou.

sse algum tipo

definitivo, como se eu estivesse cruzando u

- Helena disse, an

a, me deixando sozinha com

e havia encontrado momentos antes. A diferença era que agora eu sabia. Sabia q

girou, meu corpo

de si. Ele parou a alguns passos de distânci

tremendo -

pondi, sem con

passando a mão pel

sado. - Ninguém vai te forçar a nada que você não suporte

r. Quis

no momento em que as

ele que eu não conseguia decifrar. Não era desejo

apontando para a cama. - Não pre

uase me

o o tecido do vestido. O silêncio se estendeu entre nó

rar - ele disse. - Mesmo que

olhar le

ê par

hesi

s olhos por um seg

sta do que eu esperava. E, es

fosse uma escolha consciente. Quando parou à minha frente, não m

ara mim

obe

não precisa te destruir - d

i em

am

o resp

s que aquela promess

s para alguém como ele. Meu corpo reagiu instintiva

ele disse. -

res

ue confi

precisava

a, Cézar aguardava. Como um pre

te, compreendi u

era apenas so

u conseguiria ir sem

se estava pront

.

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