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Apaixonada pelo melhor amigo do meu pai - Parte 2 - Final

Apaixonada pelo melhor amigo do meu pai - Parte 2 - Final

Autor: Nykka
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Capítulo 1 Mally O'Brien - 5 anos após a morte de Abraham.

Palavras: 1513    |    Lançado em: 12/11/2025

O, PRECISA LER O PRIMEIRO P

olhos, mas com o coraçã

a garagem da tia Rouse como uma respiração que voltou aos pulmões. Meu peito se enche de algo que não sin

a tivesse estado parado. O carro conversa comigo através das vibrações familiares, do som particular de cada marcha engrenando. P

volta à vida. Cada parafuso apertado, cada peça substituída, cada hora passada debaixo do c

🌻

do passado nas costas. O Bel Air não é só meu meio de transporte - é minha declaração. Passei anos

rendi a decifrar durante os meses que passei desmontando cada peça dele. Minhas mãos conhecem cada vibração no volante, cada mudança no som do motor - é como dirigir uma extensão

ma que só reconhecemos quando voltamos depois de muito tempo longe - uma mistura de memórias e nostalgia que se infiltra pelos poros da pele. Meus dedos tamborilam no volante, seguindo não a música countr

entar. Porque voltar para casa deveria ser fácil, natural, reconfortante - mas não é. Não quando você saiu da pior forma possível, com palavras

ue. O mar se estende até onde a vista alcança, suas águas escuras refletindo a luz prateada da lua cheia que pende baixa no céu estrelado. As ondas batem nas pedras lá embaixo com um som ritmado e hipnótico que costuma

empre serviu como mirante improvisado. Preciso de um minuto. Só um min

arinha bagunça meus cabelos - os mesmos cachos castanhos e rebeldes que sempre recusaram qualquer tentativa de domesticação, que papa

eu era pequena e reclamava que meu cabelo era impossível de pentear. "As fadas

a numa dor familiar que já deveria ter aprendido a carregar, mas que ainda me pega de surpresa em momentos como este. Cinco a

, deitada na cama antiga de ferro que rangia sempre que me mexia, planejando fugas impossíveis e sonhando com um mundo maior do que nossa pequena cidade litorânea. Era quando tudo ainda fazia sentido, quando o f

edido idiota, infantil, como se fosse criança de novo e ainda acreditasse que desejos pudessem consertar o

agem e bonita, indomável como as pessoas que escolheram viver aqui. Rochas pontiagudas se erguem da água como dentes antigos, e a espuma branca das ondas brilha fantasmagó

oubesse instintivamente que preciso que pelo menos algo na minha vida seja confiável, previsível. O

cado. Mas era "dele". Reconheci imediatamente, mesmo depois de tanto tempo, mesmo transformado numa sombra do que havia sido. Era o mesmo Bel Air azul-marinho que papai vendeu durante o escândalo, quando precisa

que eu alcançasse os pedais. "Você trata bem dele, respeita a máquina, e ele te lev

e, estava certo sobre essas coisa

como trabalhar com chapa e solda, como dar vida nova ao que outros considerariam somente lixo sem valor. Ela tem mãos de ouro para consertar qualquer coisa que tem motor, e paciência i

desse realmente me ouvir e entender. Contava sobre os anos difíceis longe de casa, sobre a culpa que carrego como uma pedra no peito, sobre como sinto falta do papai todos os dias, sobre com

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