A Saga de Elian, o Plebeu Rei: Livro 1 O Sussurro e a Coroa / Capítulo 1 Prólogo: O Porto dos Mil Sussurros | 1.92%/0/16854/coverbig.jpg?v=acb17dc8ac5fa69a8f70d4a979d1bd5e)
a isso, vinha o perfume doce e pesado de especiarias exóticas, escapando de sacas de juta entrouxadas por marinheiros suados nas docas. Um travo de peixe, fresco e frito, di
rveja escura e ao fumegante de caldeirões de sopa de marisco. E por baixo de tudo, uma nota constante e quente: o odor de carvão edo rugido baixo e constante das ondas quebrando contra o quebra-mar. No porto, o estalido ritmado das velas ao vento se misturava aos gritos dos capataze
zunido de serras mecânicas, impulsionadas por modestas rodas d'água encantadas com runas de fluxo, era um contrapono agudo. E por toda parte, o murmúrio da vida: o burbur
m um calor suave sob os pés descalços dos carregadores. O ar, pesado com a umidade do mar, grudava nas roupas como um segundo manto. Nas forjas, a temperatura disparava para o ins
os com intrincadas tranças e anéis de osso. Suas botas eram de couro grosso, manchadas de sal e alcatrão. Mercadores gordos de Sundara, em túnicas de linho branco imaculado e finíssimo
os de cobre embutidos - uma tecnologia mágica barata para afastar faíscas ou filtrar odores fortes. As mulheres do mercado usavam vestidos simples de cores terrosas, com xales brilhantes para atrair os clientes. Guardas da c
so tudo, havi
l em se moldar. Era a umidade salgada do mar carregando os ecos de tempestades distantes e de criaturas das profundezas. Era a energia latente das esferas de latão dos guardas, um zumburros, e apenas um homem na
ão era apenas um lugar de cheiros e sons, mas um tecido vivo de energias, emoções e potencialidades. Ele não entendia o que sentia,
um frio na espinha ao passar por um lugar onde algo ruim havia acontecido. Ele chamava isso de intuição, um pressentimento, e seguia sua vida co

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