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   Capítulo 2 Pesadelo Constante

Remédio para o amor Por Estela Braga Personagens: 8879

Atualizado: 2020-04-10 00:16


Depois de pensar um pouco sobre isso, Malcolm se virou e olhou para Poppi.

"E eu..." Poppi começou a gaguejar, pois ela não esperava que Malcolm se virasse, mas ao ver a expressão confusa em seu rosto, ela explicou o mais rápido que pôde: "Eu vi uma coleção limitada de joias, bolsas e sapatos de uma marca de luxo. Eu quero todos!"

"Você pode comprá-los com o dinheiro que estou lhe dando", Malcolm zombou enquanto olhava para ela e depois se virava para ir embora.

"Ouve!" Poppi gritou apressadamente: "Há mais uma coisa que eu quero te perguntar!"

"Sim, certo," o homem zombou novamente e continuou em seu caminho.

Então, Poppi começou a segui-lo com uma expressão ansiosa: "Me escute, Malcolm! Quando posso ver a Celine? Ou pelo menos deixa-me ligar para o seu médico!"

Isso fez com que Malcolm parasse abruptamente. "Celine...", ele proferiu com uma risada. "Se for possível, eu me certificaria de que você nunca mais a visse", as palavras que saíram de sua boca eram tão grossas quanto o veneno de uma cobra.

"Mas ela é minha irmã! A única família que me resta neste mundo! Você não pode fazer isso comigo!", Poppi protestou enquanto agarrava a manga da camisa de Malcolm, "Por favor, deixa-me vê-la..."

"Seu pai ainda está na cama, certo? Embora eu duvido que ele vá acordar novamente, pelo menos ele não está morto. Então, tecnicamente falando, Celine não é sua única família que sobrou, não exageres", Malcolm empurrou a mão de Poppi como se a enojasse e acrescentou com um sorriso zombeteiro, "Além disso, ela está muito bem sem ter você por perto."

Poppi deu alguns passos para trás, seu coração estava tão pesado no momento que tudo que ela queria era que Malcolm fosse embora. Sem olhar para trás, Malcolm fechou a porta com força, fazendo com que o lustre da sala se movesse. Ele não conseguia evitar ficar com raiva toda vez que Poppi mencionava sua irmã para ele.

De repente, o apartamento foi preenchido com um silêncio assustador, onde só podia ouvir a respiração de Poppi e os ponteiros do relógio. Tic toc... Tic toc...

Depois de um tempo, a mulher suspirou silenciosamente e voltou para a sala com o rosto derrotado, então pegou os documentos da mesa e subiu lentamente as escadas.

O tempo passou tão rápido que Poppi e Malcolm já estavam casados por três anos. Mesmo tendo um casamento legítimo, eles só podiam se encontrar em segredo. Cada vez que Malcolm ia para o apartamento, tinha que sair o mais rápido possível e ela o via todos os dias nas manchetes com mulheres diferentes.

Não havia nada que Poppi pudesse fazer a não ser ficar em silêncio. O casamento entre eles era muito complicado e nenhum dos dois queria que seu relacionamento fosse divulgado.

Ao chegar ao quarto, Poppi deitou-se na cama e fechou os olhos, logo adormeceu e começou a sonhar com um passado não tão distante...

"Poppi, Celine! Filhas, venham comigo! Temos que nos apressar!", o pai de Poppi gritou.

"Aonde vamos? O que está acontecendo?", elas perguntaram.

"Não há tempo para explicações! Precisamos sair da Cidade Ye. Temos que ir a qualquer lugar! Quanto mais longe, melhor! Vamos embora!", seu pai respondeu em voz alta.

Poppi tremia violentamente em sua cama, havia começado a chover e os trovões que iluminavam a noite pareciam se entrelaçar com a cena do pesadelo que ela estava tendo.

"Corram! Se apressem! Eles estão vindo atrás de nós!" Em seu pesadelo, Poppi pôde ver a imagem de seu pai se tornar mais clara, até que ela percebeu uma luz brilhante vindo do final da rua. Era um carro se aproximando deles a toda velocidade, então ela levantou a mão para cobrir os olhos dos faróis ofuscantes. Os três deram as mãos e correram pela rua como se não houvesse fim. Em algum momento, Poppi estava tão cansada e sem fôlego que ela sentiu que ia desmaiar, mas o carro continuou perseguindo eles, então seu pai, em um momento de desespero, decidiu jogá-la com força para o lado da rua.

Crash!

Uau! Cachapuz!

Poppi caiu na grama molhada e ouviu o baque e guincho dos freios do carro, ela ficou tão atordoada que tentou se apoiar com os braços e entender o que tinha acontecido. A primeira coisa que ela notou foi o sangue se misturando com a chuva na calçada, então ela virou a cabeça e viu seu pai e sua irmã caídos no chão.

"Papai! Celine!", Poppi gritou e lutou para ficar de pé, mas ela não conseguiu fazer nada além de cambalear e cair enquanto observava impo

tentemente o carro se afastar.

De repente, um trovão alto ecoou no céu escuro.

"Papai! Celine! Celine!" Poppi foi acordada pelo barulho enquanto ela chorava por sua família, havia suor frio por todo o corpo e ela tentava desesperadamente recuperar o fôlego.

Em seguida, o quarto foi iluminado por um forte relâmpago e ela saltou da cama.

'Apenas relaxa... foi só um pesadelo, só isso e nada mais...' Com uma respiração profunda, Poppi enxugou o rosto com sua mão e se aninhou na cama. Fazia quase quatro anos desde que aquele incidente aconteceu, mas ela vivia revivendo-o todas as noites e se perguntava por que seu pai decidiu salvá-la em vez de Celine.

Um arrepio percorreu seu corpo, Poppi rastejou sob o cobertor e tremeu como uma criança assustada. Nunca houve um dia em que ela não pensasse em seu pai, ela literalmente devia sua vida a ele e por isso ela era incondicionalmente grata. Para manter a respiração, seu pai teve que se submeter a inúmeros tratamentos médicos, sem dúvida eram muito caros, e embora um médico uma vez lhe dissesse que seria um milagre se seu pai acordasse, ela não desistiria de jeito nenhum.

Com tudo que estava acontecendo, Poppi se sentiu encurralada e foi então que decidiu se casar com Malcolm de propósito. Com a ajuda de seu advogado, os dois fizeram um acordo económico para que ela não precisasse se preocupar com contas médicas e, ao mesmo tempo, estivesse protegida das pessoas que a perseguiam.

Aquela noite foi o início da estação chuvosa na Cidade Ye, então trovões e relâmpagos ribombaram ao longo da madrugada. A chuva não parou até a manhã segunite. Poppi se levantou para tomar banho. Depois de se vestir, pegou sua bolsa e foi para o metrô, ela não teve escolha a não ser fazer isso, porque havia jogado fora seu carro velho.

"Está bem consigo?", Wendy Yu gritou quando Poppi entrou no escritório, se aproximou dela rapidamente e a arrastou para o lado.

"O que se passa?", Poppi franziu a testa ao se sentir pegajosa de suor no caminho para o trabalho.

"Más notícias!" Wendy começou a explicar com um olhar assustado, "Tina Ai do departamento de publicidade vai causar problemas de novo, ela acabou de remover o manuscrito que você fez da revista!"

Poppi ergueu as sobrancelhas e suspirou de alívio, foi até sua mesa e colocou sua bolsa de grife elegante. "Está tudo bem, Tina pode ficar com o meu trabalho se ela não gostar, ela apenas achou que o bônus teria sido bom", ela comentou com um tom um pouco descontente.

"Uau, você é tão sensata!" Wendy ficou boquiaberta com ela. "Até as pessoas do nosso departamento sentem pena de você! Quero dizer, não é a primeira vez que Tina intimida você assim e exclui seus rascunhos da revista. Você não está nem um pouco zangada? Se eu fosse você, meu sangue ferveria de raiva!", Wendy acrescentou com espanto.

Com um sorriso, Poppi pegou sua bolsa e levantou-a para mostrar a Wendy: "Você sabe o que é isso?"

"Uma bolsa muito bonita, é claro!" Wendy apenas suspirou profundamente, porque mesmo que ela economizasse por dois anos, não haveria dinheiro suficiente para comprar algo assim.

"Isso mesmo", disse Poppi enquanto a colocava de volta na mesa. "Vou te contar um segredo, para não ficar de mau humor, só compro as coisas boas que quero. Você deveria experimentar, prometo que te fará sentir muito melhor, além disso, não é bom para sua saúde ficar zangada com bobagens", acrescentou ela, piscando para Wendy de brincadeira.

"Então, comprar uma bolsa que está fora de meu alcance vai melhorar tudo?", Wendy franziu a testa e pensou por alguns segundos, "Ei, não tire sarro de mim!"

"Kkkkk! Querida, porque você acha isso? Estou apenas dizendo a verdade!" Poppi sorriu e deu-lhe uma beliscada de leve em sua bochecha. Poppi não pôde deixar de se lembrar de Celine no momento, pois elas costumavam brincar da mesma maneira.

Naquele momento, Tina saiu de seu escritório e viu duas meninas rindo, então ela revirou os olhos e se aproximou de Poppi com o manuscrito em suas mãos: "Bom, senhorita Poppi, vejo que está exibindo sua nova bolsa para todos!"

Ao ouvir suas palavras sarcásticas, Poppi se virou e deu um sorriso brilhante para Tina, depois pegou sua bolsa e mostrou a ela: "Olha! Comprei no exterior! É linda, né? Oh, desculpe! Lembro que você me disse que gostou desta série de bolsas! Por que você não compra uma também? Podemos até nos vestir da mesma maneira um dia!"

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