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   Capítulo 16 Devolvê-lo a Casper

Dever pecaminoso Por Érica Moura Personagens: 9983

Atualizado: 2020-03-24 02:36


Casper viu o número desconhecido na tela e respondeu hesitante. Enquanto falava ao telefone, a expressão em seu rosto ficou animada. Ele dizia "está bem" e "obrigado" sem parar.

Sofia estava se afastando dele quando o ouviu. Ela sabia que devia ser uma ligação da empresa de Victor. O CEO do Grupo YS cumpriu sua palavra rapidamente.

Casper desligou o telefone, feliz. John do Grupo YS foi quem o ligou. Ele disse a Casper que Sofia havia renunciado ao cargo de CEO e que o Grupo JH seria devolvido a ela amanhã. Ele só precisava ir ao Grupo YS para as formalidades.

Quando a ligação terminou, Casper acelerou o passo para acompanhar Sofia.

"Sofia, obrigado!" Foi a primeira vez que Casper lhe ofereceu um sincero agradecimento.

A garota ergueu a cabeça e parou. "Você não assinou o acordo?", ela disse indiferentemente. "Como seja. De nada."

Sua voz estava calma e ela não hesitou em nada. Era como se ela estivesse falando sozinha.

Essa mesma calma deixou Casper desconfortável. Ele olhou para ela e franziu a testa.

Foi a primeira vez dele de ter olhado para ela de perto. Além da calma e indiferença, ele não conseguia apreciar qualquer outra emoção nos olhos dela.

Ele olhou para o telefone em sua mão e se lembrou da ligação que tinha recebido. O desconforto que sentia desapareceu um pouco. Percebendo que Sofia o havia deixado para trás, ele acelerou o passo e tentou alcançá-la novamente.

Na casa da família Jian, Stella ainda estava inquieta, pensando em seu marido. De vez em quando, ela torcia o pescoço e olhava para a porta da sala.

"Mãe, estou saindo!", Jenny gritou enquanto descia as escadas. Ela estava vestida com uma minissaia e usava uma maquiagem leve.

"Para onde você vai?", Stella perguntou à filha com desconfiança.

"Estou entediada, não tenho feito nada esses dias! Você não pode apenas me deixar sair por um momento?" Jenny agarrou a mão dela e apertou como uma criança mimada.

"Jenny, não é que eu não posso deixar você sair. Mas, pela primeira vez, perceba o quão ruim é a situação em que estamos. Você…" De repente, ela parou no meio da frase. Às vezes ela se perguntava se havia mimado muito a filha para torná-la tão ingrata.

"Então eu tenho que sair e encontrar uma maneira de resolver o nosso problema! Eu conheço alguém que pode nos ajudar!" Jenny falou descontentemente e franziu os lábios.

"Não vou mais falar sobre isso, mãe. De qualquer forma, estou atrasada. Tchau!" A menina olhou para o relógio CK e saiu rapidamente de casa, ignorando as palavras da mãe.

Stella suspirou e pensou consigo mesma: 'Agora que Jenny cresceu, ela não quer mais me ouvir. Além disso, estou preocupada com Casper. Como estão as coisas? Será que Sofia pregou outra peça nele? Aquela pirralha!'

Stella foi até o telefone, embora tenha discado seu número, não fez a ligação. Ela ainda estava brava com ele por deixá-la cair no chão. Mas, ao mesmo tempo, ela estava preocupada com o Grupo JH.

O que Sofia havia dito na véspera era verdade, a família Jian não era nada sem o Grupo JH.

Stella olhou em volta com saudade. Depois de se mudar para aquela casa, ela nunca imaginou que um dia teria que ir embora.

Não! Ela nunca permitiria que algo assim acontecesse! Ela já pertencia à classe alta. Como ela poderia voltar a viver uma vida ordinárial?! Ela se sentia ansiosa e andava de um lado para o outro sem parar. Eventualmente, ela olhou de volta para a porta, esperando Casper aparecer com boas notícias.

Era quase meio-dia e ele ainda não havia retornado.

De repente, ela ouviu uma buzinada. Stella se levantou imediatamente, mas ficou parada.

"Vamos lá!", ela ouviu a voz de Casper. No entanto, ele ainda estava fora de vista.

Ela esticou o pescoço e fixou os olhos na porta mais uma vez, até que finalmente o viu. No momento em que Casper apareceu diante dela, ela deu um suspiro de alívio. No entanto, quando viu que Sofia havia voltado junto com ele, sua expressão ficou sombria.

"Só vim buscar minhas coisas. Eu sairei quando terminar", disse Sofia ao colocar os pés na casa.

"Sofia, você está realmente planejando se mudar hoje?" Casper percebeu que sua filha havia decidido cortar os laços com ele e que ela estava determinada a partir, mas ele não esperava que ela fosse embora tão rápidamente. Não era de admirar que ela tenha concordado tão rapidamente quando ele a convidou para se juntar a ele.

"Mas você acabou de voltar! Por que você sai tão cedo? Onde você planeja ir?" Stella ainda não sabia o que havia acontecido

entre Casper e sua filha. Ela também não tinha ideia do que havia acontecido com o Grupo JH. A mulher lançou um olhar para os dois, esperando que alguém a atualizasse sobre os fatos.

Sofia apenas a ignorou e pensou: 'Não preciso ser responsável por você! Quem você acha que é? Você não é ninguém para mim!'

Stella ainda estava ali, perdida e com uma aparência bastante lamentável.

"Sofia, onde você pretende morar?", seu pai perguntou a ela.

Mes

mo que Casper tivesse falado com John, ele ainda estava sendo cauteloso. Ele não podia perder nenhum detalhe.

"Aluguei um apartamento longe daqui." No passado, ela podia ter acreditado que seu pai realmente se importava com ela, mas agora ela sabia que isso nunca aconteceria.

Ela se virou e foi para seu quarto.

"Casper, o que aconteceu com o Grupo JH..." Stella esperou até que Sofia estivesse em seu quarto com a porta fechada para perguntar ao marido.

"Já está tudo resolvido. Depois de passar pelas formalidades, amanhã o Grupo JH será nosso novamente!" Casper não conseguiu esconder a emoção em suas palavras.

"Excelente!", exclamou a mulher. Ela colocou a mão no peito e suspirou de alívio.

O fato de a empresa ser novamente propriedade de Casper a deixou muito feliz. Ela não precisava mais se preocupar em acabar na pobreza.

Ela olhou para a entrada com um sorriso satisfeito no rosto. A pessoa que ela mais odiava finalmente iria embora. De agora em diante, não haveria nada para perturbá-la!

Enquanto isso, Sofia olhava para o quartinho onde ela morou por um ano inteiro. No entanto, ela não sentia nenhum tipo de apego ou saudade de casa. Ela costumava chorar muito naquele quarto, e agora, ela finalmente podia se livrar da sensação de depressão que tomava conta dela durante todo esse tempo.

Como ela tinha apenas algumas coisas, não demorou muito para embalar tudo. Ela fez questão de coletar os livros que tanto gostava de ler. Parada na frente da sala vazia, ela se lembrou da primeira vez que pôs os pés na casa.

Bzz. Seu telefone vibrou novamente.

Ela o segurou na mão e olhou para a tela. Vendo quem era, ela ficou irritada. Era a terceira vez que ele mandava uma mensagem. Comparado com a primeira que dizia: "Olá?" A segunda: "Você está ocupada?" A última disse: "Estou com saudades de você" e era muito mais nojento. Sofia revirou os olhos e bloqueou o número sem pensar duas vezes.

No passado, ela tinha ligado e enviados muitas mensagens de amor para esse número, mas seu dono decidiu traí-la.

Ela nunca confiaria nele novamente. A garota olhou para as folhas das árvores do lado de fora da janela enquanto segurava o telefone com força. O dono daquele número de telefone agora era o namorado de Jenny.

Antes, ela pensava que passaria a vida inteira com Peter, mas ele dormiu com Jenny pelas suas costas. Que piada!

Na época, ela pensou que ficaria arrasada ao ver a cena horrível, mas na realidade ela estava calma e indiferente. Provavelmente porque, embora eles estivessem juntos, ela não o amava tanto quanto acreditava. E foi por isso mesmo que ela foi capaz de se afastar dele com segurança e rapidez.

Sofia ainda estava absorta em seus pensamentos enquanto olhava para o galho da árvore balançando ao vento, ela se perguntou o que era o amor verdadeiro. Devia ser incrível.

De um momento para o outro, o lindo rosto de Victor apareceu em sua mente, ele tinha um olhar indiferente e um sorriso malicioso.

Ela balançou a cabeça e sentiu a poça de sangue em seu rosto, fazendo-a corar de vergonha.

Logo, seu telefone tocou. O barulho ecoou no pequeno quarto.

Ela estava confusa e respondeu com relutância.

"Olá? Quem…?" Antes que pudesse terminar de falar, ela ouviu uma voz familiar do outro lado da linha.

"Você já terminou de arrumar suas coisas? Eu vou passar para te buscar." Era Victor! Como ele havia conseguido o número dela? Ele era tão influente!

"Ainda não. Não venha aqui. Me dê o endereço. Vou de táxi", Sofia rejeitou imediatamente a proposta.

Victor tinha um carro luxuoso, se Stella a visse entrar nele, ela nem poderia imaginar o escândalo que isso criaria.

"Te ligo mais tarde. Por que você não salvou meu número? Apenas salve!" Quando ele terminou de falar, Victor desligou.

Depois de ouvir sua afirmação, Sofia ficou de mau humor. Aparentemente, ele era muito mais intolerante do que ela imaginava. Se eles pudessem passar um tempo juntos, talvez...

Sofia não tinha ideia se sua decisão estava certa ou não. Era normal viver com um canalha arrogante e autoritário? Ela seria capaz de suportá-lo?

Ela balançou a cabeça e colocou o telefone no bolso. Ela se virou e pegou sua mala. Antes de sair, ela deu uma última olhada ao redor do quarto. Então depois, abriu a porta e saiu.

Assim que entrou no corredor, sentiu o cheiro de comida. Ela foi até a sala de jantar e deu uma olhada, havia vários pratos na mesa. A comida tinha um cheiro delicioso.

Foi a primeira vez que Sofia viu Stella cuidando da refeição, pois a família Jian nunca convidou ninguém importante para jantar.

Seria possível que eles estivessem esperando por alguém importante? Sofia ficou confusa. Mas quando ela se virou para olhar a expressão de Stella, ela não parecia nem um pouco feliz. Ao contrário, ela parecia relutante e desanimada, então deu de ombros. De qualquer forma, não tinha mais nada a ver com a família Jian.

"Sofia, jante aqui antes de ir!", disse seu pai.

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