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   Capítulo 24 Um lugar remoto

Dever pecaminoso Por Érica Moura Personagens: 10777

Atualizado: 2020-04-20 00:06


As palavras de Leon assustaram Rita, mas ela lutou para manter a compostura. "Agradeço o Grupo YS, por colocar as habilidades dos meus guarda-costas à prova!"

Leon franziu a testa, confuso com a reação dela. No entanto, a arrogância da mulher fez sua raiva superar sua confusão. Ele precisava controlar seu temperamento, para o bem do Grupo YS. Ele acenou com a cabeça ligeiramente e depois se virou para sair.

Mas isso não significava que Rita o deixaria ir. A mulher estendeu o braço, agarrou a manga de sua camisa e o puxou em sua direção. "Eu quero te perguntar uma coisa", ela disse seriamente, ignorando a expressão irritada do homem. "Que tipo de comida o CEO gosta?"

Um sorriso malicioso apareceu no rosto de Leon. E em um tom de desculpas falso, ele disse: "Sinto muito, senhorita. Eu não sou o assistente do CEO, então não posso te dizer."

Os olhos de Rita brilharam com a palavra "assistente". Então, ela estreitou os olhos, olhou para o homem à sua frente e perguntou: "Você sabe alguma coisa sobre a garota que divide o escritório com o CEO? Acho que há algo entre eles!" Rita olhou para Leon e colocou as mãos na cintura. Ela estava determinado a descobrir quem realmente Sofia era!

Por outro lado, sua pergunta deixou Leon ainda mais irritado. O sorriso sumiu de seu lindo rosto e ele respondeu com moderação: "Eu também não sou aquela assistente então não posso te dizer que tipo de relação há entre eles."

Mais uma vez, ele se virou abruptamente para sair. Mas Rita não tinha acabado com ele, então ela caminhou rapidamente para bloquear seu caminho. Ela estava com raiva e apontou o dedo para ele. "Não vá, ainda não terminei!"

"Senhorita, com base em nossa breve conversa, ouso dizer que o CEO não está interessado em você." Os olhos de Leon olharam para ela com indiferença. Ele se afastou rapidamente e entrou no elevador, esperando não ouvir mais a arrogância daquela mulher.

Rita foi mimada pela família desde muito jovem. Ninguém nunca a tratou assim. Assim que o homem entrou no elevador, ela deslizou entre as portas que estavam prestes a fechar.

"Mais alguma coisa?", Leon perguntou com um suspiro. Ele olhou atentamente para a pequena mulher, cuja altura alcançava seus ombros.

Olhando para o rosto dela, ele viu que ela tinha uma sarda no canto do olho esquerdo. Naquele momento, ele percebeu o quão perto eles estavam e seu coração deu um pulo. Ele engoliu em seco, nervoso e comentou sem jeito: "Você tem uma sarda."

Ao ouvir a palavra "sarda", as narinas de Rita dilataram-se, ela olhou para Leon e gritou: "Você é cego? É uma marca de sensualidade, não uma sarda!" O desapontamento era evidente e seu lábio inferior se projetava, fazendo beicinho como uma garota mimada.

"Sou cego ou você é ignorante?", Leon respondeu. "É obviamente uma sarda!" Ele se inclinou ligeiramente para a frente para detalhar mais de perto a suposta marca de sensualidade. De repente, seus olhos se arregalaram em choque.

"O que diabos ele você está olhando?", ela exigiu, cobrindo o rosto inconscientemente. "Eu jogava basquete", Leon começou a explicar.

"Uma vez, eu derrubei uma garota e ela caiu no chão. Ela se machucou e ficou com uma cicatriz no canto do olho, como sua marca no rosto." Ele balançou a cabeça ao lembrar-se da história com nostalgia. Aquela garota era fofa, mas não tão fofa quanto a mulher arrogante na frente dele na época.

A história de Leon parecia ter tocado em Rita. Ela deu um passo desconfiado para trás e olhou para ele de cima a baixo. "Foi você!", ela apontou para ele, horrorizada. "Você é aquele garoto que quase destruiu meu rosto!"

Por causa dessa lesão, ela não pôde voltar à escola por um tempo. E o responsável simplesmente desapareceu da escola.

"Você é mesmo aquela garota?" Ele olhou para ela, incrédulo. Impossível! Elas eram tão diferentes...

"O que você acha?" Ela colocou as mãos nos quadris em indignação. Suas emoções aumentaram por todo o lugar. Se ela o tivesse conhecido em qualquer outra circunstância, ela teria pensado que ele era um homem muito honesto. Mas agora ela o conhecia melhor.

"Parece tão diferente." Leon franziu a testa. "Você fez cirurgia plástica?"

"Hum!" 'Cirurgia plástica?', ela repetiu para si mesma, horrorizada. "Você não sabe que as mulheres mudam radicalmente com o tempo?"

"Não", ele respondeu.

Rita ficou sem palavras.

Os dois saíram do elevador atordoados e procuraram um lugar para se sentar.

Rita queria questionar Leon. Por que ele tinha desaparecido na época? Embora ele a tenha levado para a enfermaria, foi muito indelicado da parte dele ter desaparecido sem dizer uma palavra.

De repente, ela pensou que poderia aproveitar a oportunidade para perguntar a ele sobre Victor e Sofia.

"Você fugiu sem me dar dsculpas!", ela gritou queixosamente. "Foi como um acidente de carro, você me atropelou e saiu correndo. Você não deveria me pedir desculpas?"

"Desculpa", respondeu o homem fracamente.

"Se as desculpas funcionassem, por que precisamos da polícia?", Rita perguntou deliberadamente.

Leon estava segurando uma xícara de café na mão e não pôde deixar de estremecer ao ouvir as palavras da mulher. "Eu já não pedi desculpas? Mas agora, tente me dizer que você não quer minhas desculpas. O que você realmente quer?"

"Já chega," Rita disse com um gesto de desprezo. "Se você realmente quer compensar o

trauma que me causou, diga-me tudo o que sabe sobre Victor e Sofia."

Ela estava ansiosa para saber a verdade. Embora pudesse aceitar o fato de que o homem que planejava seduzir tinha um amante, estava determinada a se livrar dela.

"O que eles têm a ver com você?" Suas palavras estavam cheias de veneno. Ele não pôde deixar de vê-la como uma idiota.

"Não é problema seu", disse Rita com impaciência. "Apenas me diga que tipo de relação há entre eles." Houve uma longa pausa. Leon ficou em silêncio e apenas olhou para ela. "Diga-me de uma vez!", ela demandou.

Ele suspirou em resignação. Conversar com aquela mulher incessante era exaustivo. Leon apontou para a testa de Rita e cantou: "Escuta, o som do mar, chorando..." Leon não compartilhava nada sobre a vida pessoal do CEO. Só um verdadeiro idiota faria tal coisa, mas o maior idiota era quem que perguntava sobre isso.

Mais uma vez, Rita ficou sem palavras. A raiva tomou conta dela. Sem ter ideia do que dizer, ela observou Leon se levantar para sair.

Este homem era a pessoa mais irritante que ela já tinha conhecido!

Depois que Victor a expulsou de seu escritório, Sofia foi para o telhado. Enquanto ela caminhava, os funcionários olhavam para ela com desprezo. Isso a deixou muito mais triste. Certamente, rumores já haviam se espalhado sobre ela.

Quando ela finalmente alcançou o telhado, ela soltou um longo suspiro. A forte brisa a fez apertar os olhos e ela mal conseguia mantê-los abertos. Ela olhou para o horizonte melancolicamente, ela não pôde deixar de sentir pena de si mesma.

Sofia apoiou o rosto nas mãos. Seu coração estava pesado de tristeza. Ela se perguntou por que Victor a tratou daquela maneira.

Ele se acha tanto só porque era bonito? Ela não deveria estar feliz por outra mulher ter aparecido entre eles?

Sophia estava tão absorta em suas emoções que não percebeu que John também havia subido ao telhado. Sua voz suave a trouxe de volta à realidade. "Está bem?", ele perguntou. "Existe alguma coisa em que eu possa ajudá-la?"

Ela ergueu a cabeça e viu a expressão preocupada em seu rosto. Esse homem era tão fofo e adorável. Sua simples companhia era reconfortante.

"Não, obrigada", respondeu ela com um suspiro. Sofia apoiou o queixo na mão e continuou olhando para o horizonte.

John encolheu os ombros. Logo, em silêncio absoluto, ele pegou o celular e tocou uma música animada ao fundo. Ele sabia que não poderia forçar a garota a falar se ela não quisesse.

"Se eu pudesse ir a qualquer lugar neste mundo desprezível, escolheria um lugar remoto e viveria uma vida livre de preocupações." Sofia falou, sem ânimo.

John sorriu, divertido. "Um lugar remoto?" Essa garota era muito ingênua. "Esse lugar não existe", disse ele, brincando. "Os humanos invadiram cada centímetro deste mundo, até profanando as tumbas mais antigas. Tudo se tornou industrial, infelizmente."

Sofia se virou devagar e olhou para ele, desamparada. "Você veio me ferrar?" Se ela não conseguisse encontrar um lugar remoto para morar, procuraria uma montanha deserta, ou uma ilha no meio do oceano, ou um espaço nas profundezas da floresta, em qualquer lugar longe dali!

"Bem, aparentemente eu sou um especialista nisso", disse ele timidamente. "Ninguém mais me convida para suas reuniões."

"Seus amigos tomaram a decisão certa."

John sorriu e não respondeu nada. Depois de conversar um pouco com Sofia, ele percebeu que ela não era como os boatos a descreviam. Ela era uma pessoa fácil de lidar, de mente aberta e legal.

"Você disse que queria ir para um lugar remoto", ele repetiu suas palavras lentamente. "Mas, na verdade, você só quer ser livre, certo?" Sua pergunta a pegou de surpresa.

'Livre?' Ela olhou para John por um tempo e disse: "Liberdade é nada mais do que pular de um vínculo emocional para outro. Como alguém pode ser verdadeiramente livre? Com exceção das crianças, as pessoas que acreditam que existe liberdade total são ingênuas." Sofia acreditava firmemente que não era tola o suficiente para buscar a liberdade.

"Tem toda a razão." John deu uma risadinha. "Eu acho que você veio aqui para evitar nosso CEO, certo?" Quando os viu juntos pela primeira vez, John percebeu que a relação entre eles não era tão simples quanto parecia.

Ao contrário de chefes e funcionários comuns, a atmosfera entre Sofia e Victor parecia tensa e complicada. Ele até pensou que havia algum tipo de acordo secreto entre eles.

"Você está parcialmente certo. Mas o principal motivo é…" Ela abaixou a cabeça e sua expressão era difícil de interpretar, Sofia queria dizer algo mas deixou a voz sumir. Ela pensou melhor e decidiu ficar quieta.

John não pôde deixar de rir novamente. Ele se sentou na escada esperando pacientemente que ela terminasse de falar. Ele se perguntou por que estava tão intrigado com essa mulher.

Esse pensamento o fez se sentir um degenerado!

"Você tem certeza que quer saber?", Sofia perguntou vendo o olhar de expectativa em seu rosto.

"Sim, apenas diga", John respondeu com um sorriso persuasivo.

A garota olhou para ele timidamente. "Estou esperando minha menstruação, então é completamente normal para mim ficar tão inquieta esses dias, você entende?"

John corou das bochechas às pontas das orelhas. Desta vez, foi Sofia quem riu. Ele deu um sorriso malicioso e percebeu que ela também gostava de fazer piadas.

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