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   Capítulo 22 Nossa relação

Dever pecaminoso Por Érica Moura Personagens: 10397

Atualizado: 2020-04-19 00:06


"Rita?", Victor franziu a testa ligeiramente. "Bem, já que você está aqui, vamos ao meu escritório para conversar." Primeiro ele olhou para ela com indiferença e depois desviou o olhar, como se procurasse algo.

Com isso, Rita não pôde deixar de se sentir um pouco decepcionada. Os homens costumavam cair a seus pés de luxúria, incapazes de se controlar, e isso geralmente a desagradava. Mas Victor nem piscou, seus olhos não examinaram sua silhueta, nem mesmo por um segundo.

Então, ela deu um passo decidido à frente, olhando ligeiramente para ele, disse em um tom quase coquete: "Tudo bem, senhor Victor!"

Depois disso, o homem permaneceu indiferente, em seguida, ele continuou a olhar ao redor, obviamente procurando por algo. Então, a mulher também olhou em volta e percebeu que os funcionários que há poucos momentos a idolatravam agora tinham uma expressão estranha no rosto. Todos estavam olhando para ela como se ela tivesse feito algo muito sério.

Não demorou muito para que Victor finalmente encontrasse Sofia escondida atrás do pilar, então ele acelerou o passo para ir em sua direção.

"Senhorita Sofia, você é muito ineficiente com o seu trabalho!", ele exclamou em voz alta. Ao vê-lo se aproximar, a garota curvou os ombros, ela não esperava que ele a encontrasse tão cedo, muito menos a humilharia assim na frente de tantas pessoas.

"Seu café está pronto, senhor Victor." Com uma bandeja nas mãos, ela disse em uma voz controlada.

Todos os olhos estavam sobre ela, então ela não se atreveu a discutir.

Enquanto isso, John observou calmamente a cena com um brilho incomum nos olhos.

"Volte para o escritório!", Victor latiu.

Rita, que também testemunhou tudo, ficou surpresa com o comportamento do homem. Parecia que o CEO do Grupo YS era tão poderoso e controlador que até sua assistente precisava ser altamente eficiente para lhe servir um simples café.

Ela lançou a Sofia um olhar simpático e seguiu Victor até o escritório, balançando os quadris de um lado para o outro a cada passo que dava.

Durante todo esse tempo, o silêncio tomou conta do ambiente de trabalho, pois os funcionários assistiam de suas mesas sem dizer nada. Eles sabiam que, se ficassem quietos, pareceria que levavam seu trabalho muito a sério.

Até mesmo John curvou-se levemente pedindo permissão antes de entrar em seu escritório sem dizer outra palavra.

Por sua vez, Sofia sentiu-se perdida, atordoada, permaneceu imóvel. As palavras de Victor a magoaram muito, fazendo-a se sentir completamente humilhada. Mas não havia nada que ela pudesse fazer

Não era apropriado desafiá-lo ali, já que todos sabiam o quão aterrorizante era o senhor Victor como chefe.

Ela estava esperando o momento de escapar enquanto o homem lidava com a grande estrela, mas em vez disso ele ordenou que ela fosse ao seu escritório. 'Pobre de mim! Esse cara é realmente horrível', pensou ela com resignação.

Uma vez fora do transe, ela dirigiu-se ao escritório do CEO, onde foi até sua mesa para polidamente pousar a bandeja com o café. Depois disso, ela voltou para sua mesa enquanto os olhos de Rita seguiam cada movimento seu. Ela pensava que essa garota era apenas a assistente do homem, sem ser muito diferente do resto da equipe.

No entanto, a única coisa estranha sobre a situação era que ela dividia um escritório com o CEO. Muito peculiar!

Então, ela olhou para o rosto estóico de Sofia com desconfiança, na esperança de obter algum tipo de pista, mas como ela permaneceu calma e sem expressão, Rita acabou desistindo depois de um tempo. Ela pensou que seria simplesmente uma questão de gestão pelo Grupo YS.

"Senhorita Rita, por favor, sente-se", disse Victor com um leve sorriso.

A mulher acenou com a cabeça educadamente e se acomodou no sofá mais perto dele, estudando suas feições com um sorriso no rosto.

Um sorriso estranho apareceu nos cantos da boca do CEO enquanto fiapos de fumaça branca subiam de sua caneca de café.

Em seguida, Victor pegou a caneca para tomar um gole de café, mas quase imediatamente teve vontade de cuspi-lo. Esse café... Estava salgado!

'Meu Deus, aquela mulher!', ele pensou enquanto reprimia sua raiva para recuperar a compostura. Então ele lentamente colocou a xícara de volta na mesa.

Rita notou a mudança repentina na expressão facial dele, então seus olhos mudaram da xícara de café para Sofia.

Quem era essa mulher e por que ela estava no mesmo escritório do CEO do Grupo YS?

"Senhorita Rita, você já leu o plano de cooperação? Qual a sua opinião sobre isso?", a voz de Victor interrompeu seus pensamentos. Voltando à realidade, Rita olhou para o homem, que tinha o plano nas mãos e o examinava rapidamente.

"Sim, já li", respondeu ela. "Estou interessada, quero colaborar com você e me tornar a porta-voz dos produtos da sua empresa."

A verdade era que ela tinha seus próprios motivos. Ela pensou que se aceitasse este trabalho, teria mais oportunidades de ver Victor e então...

No entanto, ela não conseguia parar de pensar em uma pergunta que a fez hesitar um pouco, ela simplesmente não conseguia entender, por que os funcionários da empresa olhavam para ela dessa forma há pouco tempo?

timo", respondeu o empresário secamente. Em seguida, ele estendeu a mão direita, dizendo: "Estou feliz por trabalharmos juntos."

"Igualmente!", ela respondeu com um sorriso.

Depois, ele se levantou para apertar sua mão, que estava um pouco fria. Seus dedos eram finos e sua pele macia ao toque, enquanto sua palma era larga o suficiente para dar às pessoas uma sensação de segurança.

Ele fez uma careta com o cenho franzido. 'Por que ela não solta minha mão?', ele pensou, confuso, ao lançar um olhar para Sofia, que estava escondida atrás da tela do computador para que ele não pudesse ver sua expressão.

Sentindo-se inexplicavelmente irritado, Victor afastou a mão de Rita.

"Tudo bem", disse ele rapidamente. "Se você concordar, enviarei o gerente Li do departamento de marketing para acertar o salário e os produtos." Depois disso, ele fechou a pasta do projeto em sua mesa, praticamente indicando para Rita que estava encerrando a conversa.

Originalmente, era função do gerente Li discutir essas coisas com a mulher, mas, como ela foi procurar o CEO por acidente, Victor teve que atendê-la por cortesia.

"OK!", disse Rita, com um sorriso forçado. Por dentro, ela se sentia vazia e desapontada. Ela esperava poder aproveitar esta oportunidade para conversar mais com Victor, mas ele apenas a indicou a um gerente!

Embora era verdade que ela não deveria ter esperado que o CEO de uma empresa tão grande lidasse com detalhes tão insignificantes como esse, ela acreditava que trabalhar lá teria pelo menos a oportunidade de vê-lo com mais frequência.

Com isso em mente, o sorriso forçado da mulher tornou-se instantaneamente genuíno, pois ela realmente esperava trabalhar com o Grupo YS.

Victor se virou para dizer algo a Sofia, mas parou abruptamente. 'Por que essa mulher ainda está aqui?', ele pensou com raiva.

"Senhorita Rita", disse ele em tom moderado, "posso ajudá-la com outra coisa?" Se não fosse por John, Rita nem estaria lá agora. Ele havia convencido Victor de que ela era a estrela mais popular do momento, então ela poderia trazer grandes benefícios para a empresa. Se fosse outra pessoa, o CEO já a teria expulsado de seu escritório.

Quieta como um rato, Sofia escutou toda a conversa de sua mesa, ao ouvir a pergunta do chefe, quase engasgou.

As bochechas de Rita ficaram vermelhas de vergonha, mas ela tinha que admitir que gostava desse tipo de frieza em um homem.

"Eu tenho outra pergunta", disse ela em um tom de flerte.

Ela nunca se sentiu tão nervosa na frente de um homem antes. Ela tinha ouvido rumores de que o presidente do Grupo YS era gay, mas ela precisava descobrir por si mesma se poderia ter uma chance com ele.

"Qual?", ele perguntou, não pensando que seu tom era inapropriado. Ele apenas via Rita como uma garota e não como uma estrela de grande nome.

"Eu posso ser sua namorada?", os belos olhos da mulher olhavam para ele suplicantes, enquanto ela se mexia, beliscando o braço para se acalmar.

Victor olhou para ela incrédulo. Ele pensou que ela iria perguntar sobre os produtos ou o salário, mas ele nunca esperava tal pergunta.

'Quão corajosa é essa mulher', ele pensou silenciosamente. Embora ele não tivesse nada contra esse tipo de mulher, ele não sentia absolutamente nada por ela.

Então, ele se virou para olhar para Sofia, mas ela ainda estava escondida atrás da tela do computador, e sua expressão ainda era um mistério para ele.

"A maneira como seus funcionários me olharam foi muito estranha." Sentindo-se desconfortável com a falta de resposta de Victor, Rita começou a falar sobre qualquer coisa. "Ou você já tem namorada?"

"Sofia, qual é a nossa relação?", em vez de responder diretamente à pergunta, Victor se voltou para a assistente, que continuava fingindo não ouvir nada.

Horrorizada, Rita de repente percebeu que havia uma terceira pessoa no escritório, era Sofia, a assistente de Victor. Ela tinha estado tão quieta todo esse tempo que Rita esqueceu completamente sua presença!

A mulher pensava que ela não tinha nada a ver com o CEO, mas agora parecia que havia algo entre eles.

"Somos companheiros de cama", Sofia respondeu calmamente, como se estivesse falando sobre o tempo.

Na verdade, quando Rita perguntou a Victor se ela poderia ser sua namorada, Sofia começou a se sentir cada vez mais incomodada, até preocupada porque, por uma fração de segundo, teve medo de que ele respondesse sim.

Nesse caso, ela teria ficado terrivelmente desapontada. 'Por que me sinto assim?', ela murmurou baixinho para si mesma.

"Com... companheiros de cama?", Rita repetiu incrédula.

Ela sabia muito bem o que isso significava, que eles dormiam juntos. Eles não precisavam ter um relacionamento especial, certamente isso foi baseado em um desejo primitivo sem qualquer tipo de sentimento. Era isso que estava acontecendo entre o senhor Victor e sua assistente?

"Vocês são apenas companheiros de cama?", Rita perguntou novamente, com seus olhos arregalados de surpresa. Ela precisava ter certeza.

"Sim", respondeu Sofia. "Assinamos um contrato, nenhum de nós podemos interferir na privacidade ou nas relações do outro." Ela descreveu o contrato em detalhes.

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