Lera > Romance > Dever pecaminoso

   Capítulo 20 O homem controlador

Dever pecaminoso Por Érica Moura Personagens: 10809

Atualizado: 2020-04-18 00:06


"Isso não é problema seu!", gritou Sofia com raiva. "Eu concordei em ser sua amante, mas isso não significa que você pode enfiar o nariz nos meus assuntos pessoais e interferir na minha liberdade!" Sofia fez beicinho e abraçou o cobertor contra seu corpo delicado.

"Não é meu problema?!", Victor repetiu sarcasticamente, um sorriso malicioso nos lábios. De repente, ele agarrou a mala de Sofia e foi até a janela aberta.

"O que você está fazendo?", a garota perguntou, estreitando os olhos para ele. 'Ele vai jogar minha bagagem pela janela?!' Antes de dizer qualquer coisa para provocá-lo, ela fechou a boca. Como ela iria sair se não tivesse roupas para vestir?

Ela olhou desesperadamente ao redor do quarto e viu que havia apenas alguns ternos masculinos pendurados no armário. Ela não poderia usar isso!

Claro, isso era normal. Por que um homem como Victor ficaria com roupas femininas?

"Aonde você vai?" Victor deu um sorriso cruel, enviando um calafrio a Sofia.

Ele se tornou vingativo quando não conseguiu o que queria. Não a surpreendeu em nada que ele fosse tão dominante.

"Eu…" Sofia começou a dizer com os dentes cerrados: "Vou procurar um emprego!"

"Ei?", o homem resmungou. Ele nunca imaginou que era isso que a garota estava fazendo. 'Ela está com pouco dinheiro?', ele se perguntou. Então ele disse em voz alta: "Vou te dar dinheiro."

"Não, obrigada", Sofia respondeu com indiferença e um sorriso amargo. "Prefiro morrer de fome a usar seu dinheiro."

'Ele com certeza pensa que sou uma garota gananciosa e materialista', ela pensou.

"Você está procurando um emprego para ganhar dinheiro?", Victor perguntou, ele estava intrigado com a resposta dela. Ele não a entendia, se ela só queria um dinheiro extra, por que ela não pediu a ele? Por que ela insistiu em conseguir um emprego? Que piada! De jeito nenhum ele permitiria que sua garota trabalhasse para outros.

Inconscientemente, Victor tinha considerado Sofia um de seus pertences.

"Seu…" A garota revirou os olhos exasperada. Claro que ele não a tinha entendido. Victor não tinha respeito por ninguém além de si mesmo.

"Saia daqui", ele gritou. "Eu preciso me vestir." Sofia decidiu deixar o assunto de lado e não continuar discutindo com ele. Afinal, ele nasceu em um berço de ouro. Era normal que ele não entendesse as dificuldades das pessoas comuns.

Pior ainda, ele usava seu dinheiro para intimidar outras pessoas. Sofia não queria continuar perdendo tempo tentando fazê-lo entender.

Victor franziu a testa. Ele se sentiu desconfortável com a ideia de deixá-la sozinha. Ele largou sua bagagem e se arrastou em completo silêncio em direção ao escritório.

Sofia suspirou ao vê-lo se afastar. 'Nós nunca vamos nos dar bem! Anime-se, Sofia!', ela se consolou. 'São apenas três anos. Você logo vai terminar com isso e você finalmente estará livre.'

Ela suspirou mais uma vez, tirou o cobertor e começou a se vestir. Depois, ela parou em frente à janela, no mesmo lugar onde Victor esteve um tempo atrás. Ele abriu as cortinas e a luz do sol entrou no quarto escuro e sombrio.

'Eu sou como a luz do sol nesta sala, ' ela silenciosamente refletiu. 'Tão diferente deste lugar, quase incompatível. Ela só fica um pouco e depois vai embora.'

Depois de lavar o rosto e se maquiar, ela se examinou no espelho. "Vamos, Sofia! Você vai conseguir."

Sem perder mais tempo, ela saiu do quarto de Victor e foi para a sala de jantar tomar café o café da manhã. Lá, Victor estava sentado, olhando para a tela do computador.

Sofia bebeu um copo de leite e comeu um pedaço de pão. Ambos ignoraram a presença do outro. Assim que terminou, ela caminhou rapidamente para a porta.

"Pare agora!" Ela ouviu uma voz atrás dela. "Você irá para a empresa comigo." Victor nem mesmo desviou o olhar de seu computador enquanto falava.

"Por que?", Sofia perguntou com uma carranca.

"Para trabalhar, é claro", ele zombou. Naquele momento, ele desviou o olhar da tela para a garota. Quando ele viu sua roupa, sua zombaria se transformou em antipatia.

Sofia estava com o cabelo solto, o cabelo longo e elegante e encaracolado caindo sobre os ombros e emoldurando o rosto oval. Além disso, ela também usava maquiagem leve, o que tornava seus olhos muito mais brilhantes e atraentes.

Ela usava uma blusa branca e uma saia preta formal, que contornava suas curvas com perfeição. As meias de seda não podiam disfarçar o quão macias e finas eram suas pernas, e seus saltos de cinco centímetros adicionavam a altura perfeita a sua figura.

Victor não parava de olhá-la de cima a baixo enquanto ela respondia: "Não quero trabalhar no Grupo YS." Enquanto ela falava e olhava para ele, seus pensamentos giravam em sua cabeça. 'Que piada! Já se eu devo vê-lo todas as noites, como ele pode pensar que vou permitir que ele me controle mesmo durante o dia? Não vou conseguir passar três anos inteiros vivendo assim!'

"Troque de roupa", disse Victor em tom autoritário. Ele decidiu ignorar a rejeição da garota e suprimiu sua raiva.

De repente, ouvindo sua voz controladora fez Sofia estremecer. Ela desviou o olhar para sua roupa, ela não entendia qual era o problema. Não era para ser usado para ir a uma entrevista de emprego?

"De maneira nenhuma!", ela disse teimosamente. Embora ela tivesse notado que Victor estava começando a ferver de raiva, ela não entendia bem por que ele insist

ia para que trocasse de roupa. Ela tinha se visto várias vezes no espelho!

Victor permaneceu em silêncio e esfregou as têmporas, como se Sofia lhe dava uma forte dor de cabeça. Ele decidiu deixar para lá. Afinal, ele seria o único que a veria na empresa, "Se você quiser trabalhar", disse ele calmamente. "Você vai me acompanhar até o Grupo YS."

"E se eu não quiser?" Ela olhou para ele, com uma expressão desafiadora. 'Este homem é muito controlador!', ela pensou.

"Nenhuma empresa na Cidade S se atreveria a contratá-la!", Victor deixou escapar com um brilho nos olhos. Parecia que ele a estava provocando por desafiá-lo.

Sofia encolheu os ombros, impotente. Ela sabia que ele estava certo. Victor era um canalha que usava seu dinheiro e seu poder para ameaçar as pessoas.

"Então, qual é a sua proposta?" Normalmente, qualquer pessoa que recebesse a oportunidade de trabalhar no Grupo YS ficaria em êxtase. Sofia, por outro lado, sentia o contrário. Tudo o que ela queria era se afastar de Victor.

"Seja minha assistente especial", disse Victor calmamente. Pareceu-lhe que ela se adaptaria muito bem a esse cargo.

Ele deu um leve sorriso de satisfação e sua mente vagou um pouco. Ele se imaginou pedindo uma xícara de chá preparada por ela e recebendo seu respectivo olhar com relutância. Ela era tão bonita!

"Você já não tem um assistente, aquele cara John?" Todo mundo conhecia aquele cavalheiro, senhor John, ele era o assistente de Victor.

"Eu preciso de dois!", disse ele, sem piscar.

Sofia revirou os olhos em descrença. Ela não conseguia acreditar que o CEO do Grupo YS era tão infantil.

"Você vai aprender muito no Grupo YS", ele acrescentou.

Isso era verdade. O Grupo YS também tinha ações negociadas publicamente. Ele não só tinha filiais em todo o país, mas também tinha filiais no exterior. Valia a pena aprender tanto seu sistema de gestão quanto sua capacidade de operar na prática. Afinal, esse era seu objetivo principal: aprimorar suas habilidades e colocá-las à prova.

"E pagaremos bem você", continuou ele.

Essas palavras simples bastaram para fazer Sofia sentir nojo. Por que ele insistia que ela só queria trabalhar por dinheiro? De qualquer forma, tudo o que ele disse sobre o Grupo YS era verdade. Os funcionários eram bem pagos e a experiência de trabalho lá valia a pena.

Depois de uma longa pausa, Sofia finalmente suspirou com resignação. "Está bem! Eu vou."

"Tudo bem então, está decidido." Victor sorriu complacentemente. Ele pegou sua pasta e caminhou com confiança para a porta.

Sofia o seguiu de perto, caminhando com a cabeça erguida. No final, não foi difícil convencê-la. Mas ela também tinha seus próprios motivos. Ao deixar a família Jian, ela ficou com nada além de 200, 000 dólares que seu pai lhe deu. Ela queria começar do zero em um lugar onde ninguém a conhecesse, e ela sabia que algo assim exigia dinheiro.

Além disso, ela havia tomado a decisão de continuar estudando nos Estados Unidos, pois os executivos do Grupo JH tinham questionado suas habilidades.

Claro, Victor não tinha ideia de quais eram os planos de Sofia, provavelmente, ele nem se importava. O simples fato de ele poder vê-la durante o trabalho o excitava muito.

"Web, aquela moça foi para a empresa com o chefe." Depois que Victor e Sofia saíram, Zelda falou com Web, que ainda estava parado na entrada.

"Aquela moça, ela me parece familiar... Ela se parece muito com alguém que eu conheço, mas não consigo me lembrar de quem." Web olhou para as duas figuras enquanto elas se distanciavam. Ele estava murmurando para si mesmo e balançando a cabeça em frustração.

"Por que não consigo me lembrar? Estou ficando velho?"

"Web!", Zelda gritou. Vendo o mordono tão absorto em sua própria conversa, ela ficou preocupada.

"O que?" Web voltou à realidade, o grito da mulher o fez pular. Seu queixo caiu, sem ter ouvido uma palavra do que Zelda lhe disse há pouco tempo.

Ela balançou a cabeça em resignação. Web estava muito velho para ouvir tudo.

"Antes de sair, o senhor Victor me pediu para preparar o jantar para ele e a moça. Vou trabalhar!" Zelda falou tão alto que quase gritou.

"Bom. Parece que o senhor Victor voltará para casa com mais frequência!" Web sorriu alegremente. Ninguém sabia o que ele estava realmente pensando.

Zelda balançou a cabeça, depois se virou e saiu. Web não tinha filhos. Ele viveu com a família Xiao toda a sua vida e amava Victor como se ele fosse seu próprio filho. Ele ficou muito feliz em ver Victor voltar para casa com uma mulher.

Enquanto isso, no prédio do Grupo YS.

Victor não usou sua Ferrari elegante e esportiva, em vez disso, ele escolheu um Rolls Royce muito mais discreto e confortável.

Ele raramente dirigia para o trabalho, geralmente ía com um motorista em tempo integral. Mas esse era um dia diferente. O mais estranho foi que ele decidiu estacionar seu carro bem na entrada do Grupo YS.

Victor sempre foi discreto na empresa. Ele costumava usar o elevador particular do estacionamento subterrâneo para chegar ao seu escritório. O comportamento naquele dia foi bastante incomum.

Os executivos do Grupo YS não sabiam o que estava acontecendo, mas estavam confusos e constrangidos demais para descer e descobrir. Em vez disso, eles apenas ficaram perto das janelas para observar seu chefe de longe. O que tinha acontecido com o chefe naquele dia?

(← Atalhos teclado) Anterior Conteúdos (Atalhos teclado →)
 Novels To Read Online Free

Digitalizar o código QR para baixar o Lera.

Volte para Topo

Partilhas