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   Capítulo 11 Mamãe Tola

Meu CEO Papai Por Doroteia Souza Personagens: 7466

Atualizado: 2020-03-24 01:42


Brook, que era muito sensível, já havia notado que Nicole emitia um leve cheiro de remédio, e levantou a mão para tocar rosto dela, mas ela se esquivou.

"Mãe, você foi me encontrar um pai?".

Desde que o menino tinha memória, ele era diferente dos outros, pois só tinha sua mãe e, embora Baron o tratasse muito bem, ele não era seu pai. Ele queria fazer parte de uma família completa, sendo um dos desejos mais puros e genuínos que podia estar no coração de todas as crianças.

No entanto, ele também não queria que sua mãe fosse infeliz e acabasse magoada por causa dele.

Ao ouvir isso, a imagem do rosto inexpressivo de Kerr e sua crueldade com o bebê ainda não nascido passaram pela mente de Nicole, fazendo-a balançar a cabeça involuntariamente:

"Não seja bobo. Eu fui trabalhar."

A mãe colocou o filho na cama e o cobriu com um lençol, depois se ajoelhou ao lado dele e olhou para o rosto delicado dele.

Ela nunca tinha notado aquela expressão no rosto de seu filho antes, mas agora, depois de olhá-lo mais perto, havia algo diferente na maneira como franzia as sobrancelhas, parecendo cada vez mais com seu pai.

"Mãe, eu não quero pai. Ter você é o suficiente", Brook olhou para ela com seus olhos grandes e sérios.

"Meu menino bobo, não pense muito nessas coisas. Vá dormir agora, lembre-se de que amanhã de manhã você tem que ir à escola."

Nicole deu um tapinha gentil no filho e voltou para o quarto quando o viu já dormindo.

Acendendo a luz para olhar no espelho, ela descobriu que sua bochecha não estava tão vermelha e inchada como antes, mas pensar em seu chefe a fez se sentir um pouco desconfortável. Ele era como uma bomba-relógio enterrada em seu coração.

Sentado no carro, Kerr olhou para a luz que acabara de acender enquanto estava perdido em pensamentos. Nicole deu-lhe o sentimento familiar, mas não conseguia se lembrar de onde vinha esse sentimento.

Ele estava ciente de quão habilidoso Jared era em rastrear pessoas, mas mesmo este não conseguiu encontrar nada sobre ela, apenas indicando que alguém estava ajudando a esconder alguma coisa. Quem seria?

"Vamos voltar agora", aparentemente Kerr só queria ter certeza de que Nicole chegaria em casa com segurança.

Na verdade, esse complexo residencial pertencia ao Group Gu, o que significava que, além de ser considerada um local de luxo, toda a área era cercada e nem todos podiam entrar, o que era bastante conveniente para proteger a segurança dos moradores.

Nicole, enquanto isso, se perdeu em inúmeras fantasias e possibilidades durante toda a noite. Ela estava tão preocupada que Kerr pudesse levar o filho embora, que não dormiu até muito tarde. Na manhã seguinte, ela não acordou cedo e, quando o despertador tocou, ela não vacilou e continuou a dormir. Brook já estava parado ao lado dela e, quando sua mãe franziu a testa, o menininho estendeu a mão para desligar o despertador, suspirou suavemente e remarcou o despertador para mais tarde.

Então ele colocou uma nota e uma pomada na mesa e, depois se virou para pegar sua pequena mochila e saiu para ir à escola.

De fato, com o quão esperto ele era e o quanto sabia, ele não precisava ir para a escola primária, mas ele apenas não queria assustar sua mãe, portanto, ele teve que suportar um grupo de crianças ingênuas todos os dias, apesar de também ser uma criança.

Quando o despertador tocou novamente, Nicole estendeu a mão e desligou. Ela estava prestes a voltar a dormir quando seus olhos estavam ofuscados pelo sol e, no momento em que se cobriu com uma mão, sentiu que algo estava definitivamente errado.

Abrindo os olhos de repente, ela olhou para o relógio de parede, já eram oito e meia. Ela tinha que trabalhar às nove horas e o

filho já deveria estar na primeira aula.

"Ah!" Seu grito ecoou por todo o apartamento, e assim que seus pés tocaram o chão, ela viu a pomada na mesa e uma nota embaixo.

"Mamãe, não se atrase para o trabalho. Eu já tenho que ir para a escola. Deixei seu café da manhã na mesa. P.S. Lembre-se de usar a pomada. Mamãe tola, não se machuque de novo."

As palavras infantis escritas no papel confortaram Nicole, e, apesar de ter passado por algumas dificuldades, Brook foi definitivamente o melhor presente que Deus poderia ter lhe dado.

Então ela se vestiu rapidamente e demorou apenas dez minutos para arrumar tudo, incluindo pegar o sanduíche que seu filho a deixara na mesa. Quando Nicole chegou à empresa, faltava apenas um minuto para as nove horas.

Uma vez sentada em seu escritório, ela suspirou de alívio.

Depois de tirar o chapéu, ela começou a aplicar maquiagem em frente de um pequeno espelho de bolso.

"Sr. Kerr, a senhorita Nicole acabou de chegar à empresa", anunciou Jared, que estava em pé na frente de seu chefe, olhando para ele. Ao ouvir essas palavras, a tristeza no rosto de Kerr diminuiu um pouco.

"Vá e peça a ela para vir", ele falou sem levantar a cabeça, olhando para a pasta nas mãos.

Quando Jared chegou à porta do escritório de Nicole, ele levantou a mão para bater, mas a porta não estava fechada, ele a abriu levemente, e, ao fazer isso, ele a viu colocando um sanduíche na boca.

Ouvindo a porta se abrindo, a mulher levantou a cabeça de repente e viu-o parado na entrada com uma expressão vazia no rosto. Chocada, ela engoliu o pedaço na boca imediatamente e falou de maneira apressada:

"O que aconteceu?".

"O Sr. Kerr quer vê-la."

Foi a primeira vez que, dentro do Group Gu, alguém se atreveu a tomar café da manhã durante o horário de trabalho.

Como uma das empresas mais importantes do mundo, o Group Gu era governado por padrões muito rigorosos e de eficiência máxima. No entanto, Nicole, a diretora, se tornou a primeira a violar essas regras.

Quando ouviu o que Jared disse, levantou-se e caminhou até a porta. Quando ela passou por ele, disse-lhe com uma consciência:

"Eu não atrasei o meu trabalho, então, por favor, não conte ao Sr. Kerr o que você acabou de ver, está bem?".

Quando o assistente viu o sorriso complacente no rosto da mulher, ele assentiu inconscientemente para ela e acenou com a mão para indicar que não deveria se preocupar. Nicole, sem dar ao homem a chance de falar, caminhou diretamente para o escritório do Sr. Kerr.

Quando Jared voltou a realidade, ele a viu entrar no escritório de Kerr e, naquele momento, não pôde deixar de sentir pena por ela.

"Sr. Kerr, você estava me procurando?" Ela disse caminhando em direção à escrivaninha do chefe e olhando para ele com muito cuidado.

"Esta é toda a informação sobre nossa cooperação. Por favor, me dê um plano o mais rápido possível", ele jogou uma pasta para ela e olhou para ela.

A princípio, ele chamou ela com a intenção de ver como estava o rosto dela, mas naquele momento Kerr descobriu algo muito maior.

Ele se levantou e, sem tirar os olhos do rosto dela, ele se aproximou dela.

"O que acontece?", a mulher ficou muito confusa ao perceber a maneira como o homem a observava.

"Nicole, como se atreve a tomar café da manhã aqui na empresa? O que você estava comendo?".

Ouvindo o que ele estava dizendo, os olhos de Nicole se arregalaram de surpresa. Como ele sabia?

"Um sanduíche."

"Me dê", sentado no sofá, seu chefe parecia estar se preparando para o interrogatório.

Sem alternativas, ela teve que voltar ao escritório para pegar o outro sanduíche que ainda não havia comido e colocá-lo na frente de seu chefe.

"Você preparou?"

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