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   Capítulo 5 O seu marido é impotente

Afeto Profundo: Querida, Volte Para Mim Por Josefa Anselmo Personagens: 9295

Atualizado: 2020-06-05 00:02


Era sério que ele a estava acusando de ter planejado uma armadilha para ele?

Nina debochou furiosa apertando os lábios vermelhos, disse indignada: "Do meu ponto de vista, acho que foi você quem fez isso."

A resposta indiferente de John foi: "Se não fosse pelo o perfume que você estava usando, por que passaria a noite com você? Você acredita que não tenho garotas mais bonitas que você para escolher?"

'Ele mencionou perfume. Do que estava falando?'

Ela sentiu como se tivessem jogado um balde de água fria nela, diante da verdade sobre tudo o que tinha passado na noite anterior: "Senhor Velho, se eu lhe digo que não fui eu quem fez aquilo, você acreditaria?"

John ainda a segurava pelo queixo com força, o que começava a ficar doloroso.

Em silêncio, ele olhou bem no rosto dela, e o que se via era sinceridade nos seus olhos chorosos, que tinham uma espécie de magia que estava atraindo ele.

Então ele a soltou para sorrir enquanto se aproximava dela com determinação.

'Ele acredita em mim ou não?', ela se perguntava.

"Senhor Velho, sabe o quê? Eu sou uma mulher casada", a garota deixou escapar, querendo quebrar qualquer conexão com ele.

"E quê?" John já sabia qual era o estado civil dela, e não queria ter mais nenhum contato com ela já que poderia colocá-lo em problemas. O problema era que eles tinham se encontrado de novo. E isso fazia com que ele suspeitasse que ela tinha forçado este encontro para seduzir-lo novamente.

O tom indiferente daquele homem era irritante. "Por acaso você gosta disso?

Você gosta de sair com mulheres casadas?"

John analisou aquela colocação com muito cuidado, e se bem até então ele não tivesse esse gosto, naquele momento estava interessado em alguém que era casada: ela. "É provável que agora eu goste."

Não eram todos os dias que ele conhecia uma garota bonita que, além de tudo, o enfrentava com valentia e era segura de si. A maioria das mulheres que admiravam ele nem sequer cumpriam com os seus altos requisitos relativos a aparência.

Com os olhos semicerrados, ela o ameaçou calmamente: "Meu marido não é um homem comum." Isso era óbvio, uma vez que sua família morava na única mansão da Rua SQ.

Aquele lembrete, o fez lembrar da informação que Henry tinha passado para ele sobre ela. Era tão limitada que preenchia somente meia página de uma folha e não tinha nada de útil.

De qualquer forma, John tinha acabado de voltar do exterior e tinha que evitar se meter em problemas o máximo que pudesse.

"Deixe-me ir", a garota exigiu. Ao perceber que ele estava em dúvida, Nina suspirou aliviada, porque não tinha como evitar sentir que aquele homem não era uma boa pessoa.

O melhor seria manter-se o mais longe possível dele.

Naquele momento Nina não podia se dar ao luxo de ser intimidada por outro homem, porque tinha que conseguir o divórcio do marido que ela nunca tinha visto na vida em primeiro lugar.

De repente, ela se deu conta de algo. Ele poderia estar atrás dela por causa da sua aparência? Não era a primeira vez que ela tinha que se lamentar por ter herdado os bons genes dos seus pais, por conta disso, já tinha se metido em muitos problemas.

"Deixe-me sair do carro primeiro, está bom?", ela insistiu mais uma vez com um sorriso persuasivo.

"Não", John deixou escapar antes de levantar a cabeça e abrir um sorriso assustador para ela. "Você está casada com outra pessoa, mas o seu corpo é meu. Além disso, o seu marido é impotente?"

Ela sentiu-se insultada com as palavras que ele tinha acabado de pronunciar.

Ela nunca tinha se sentido tão humilhada na vida como naquele momento.

Até Henry ficou pasmo, embora tudo o que ele podia fazer era amaldiçoar o chefe em pensamento. Ele não se atreveria dizer nada de mal sobre o chefe em voz alta.

Naquele momento, um frio silêncio tomou conta daquele carro.

Paft!

Um forte tapa aterrizou no rosto do CEO ao mesmo tempo que a garota olhava para ele com ressentimento em seus olhos avermelhados.

Apesar de que já tinha aceitado o que tinha acontecido na noite anterior e tinha consolado a si mesma, pensando que tinha que esquecer aquilo completamente, não esperava que ele falasse algo daquele tipo.

Ao ouvir aquele barulho, o assistente ficou tão atordoado que não se atrevia a respirar.

Pela primeira vez, John tinha sido tomando um tapa, ele escutava um zumbido nos ouvidos seguida de uma dor latejante.

A raiva de Nina era tanta que ela caprichou na força na hora de bofeteá-lo.

"Sai!", ele gritou espumando de raiva. Seu rosto parecia infernal como se fosse um leão que foi provocado.

Da sua parte, a garota nunca tinha tido medo

das pessoas que se aproveitavam dos mais fracos para intimidá-los, sem mencionar que ela também desejava sair dali, assim que o fez em silêncio e sem olhar para trás.

Então, John a interrompeu e ela perguntou com raiva: "A lição que lhe dei hoje não foi o suficiente?

"Você quer que eu lhe dê um outro tapa?"

Ele era forte o suficiente para não temer um tapa dela.

Além disso, ele nunca permitiria que alguém lhe desse um tapa sem pagar nada depois.

"Você realmente espera ir embora assim, como se nada tivesse acontecido depois de me dar um tapa?

Vou te dar duas opções. Uma é que você fique comigo até que eu me canse de você e diga que pode ir, e a outra é que eu vou expor o vídeo do que aconteceu noite passada", ele a ameaçou sem nenhum pudor, a deixando paralisada.

"Você realmente nos gravou?", ela perguntou, desejando poder matá-lo.

Naquele instante, Nina começou a se perguntar o que teria acontecido para que ele se tornasse aquele tipo de pessoa que era.

"Claro que sim", John se gabou, embora se tratasse de uma mentira.

Ele não era do tipo que gostava de mentir, porém pensava que não era grande coisa mentir para uma "criança".

Nina estava tão furiosa que os seus dentes rangiam e seus olhos disparavam punhais de ódio.

Se aquele vídeo vazasse, não apenas teria a reputação manchada, mas também teria que pagar 20 milhões.

Ambas as opções que ele ofereceu para ela eram péssimas, ela entrou em pânico cobrindo os olhos com as mãos.

Assim que o homem viu aquele sinal de derrota nela, a alegria da vitória tomou conta dele.

"Pense bem", ele sugeriu com uma voz suave e sedutora.

Depois do seu contra-ataque, a garota lembrou de um outro ponto e respondeu provocando: "E vazar o vídeo será bom para a sua imagem? Não afetaria o Senhor Velho também?"

Henry deu um suspiro ansioso pela resposta, ele sabia que o seu chefe se preocupava muito em manter sua impecável imagem e aquela garota tinha acabado de acertar bem no alvo com o seu argumento.

'O Senhor John deve estar ficando sem peças para jogar, não é?'

"Não é bom que você queira demonstrar-se tão inteligente", disse o CEO ao mesmo tempo que pensava como ele conseguiria manter aquela mulher tão interessante ao lado dele de qualquer maneira.

"Vou te dar uma outra opção. Se pudermos nos encontrar três vezes sem compromisso, irei deletar o vídeo."

Ele considerou que não seria difícil de se encontrar por três vezes, já que viviam na mesma cidade. E ao final de contas, o vídeo era somente algo que ele estava usando para assustá-la.

Na verdade, aquele homem estava mais preocupado com a ideia de que eles nunca mais voltariam a se encontrar.

"Você está falando sério?", ela perguntou com desconfiança.

"Claro", John respondeu com um aceno cínico ao vê-la cair em sua armadilha.

Por alguns segundos, Nina pensou que, uma vez que aquele homem não tinha colocado condições para o acordo, não tinha como ela sair perdendo.

De repente, ela ergueu a cabeça de forma arrogante e concordou: "Tudo bem!"

Em seguida, ela acenou com a mão, virou-se e saiu com pressa.

A garota foi embora totalmente inconsciente de que tinha sido enganada.

Ela só conseguia pensar em se divorciar o mais rápido possível.

A ideia de que logo estaria solteira, se desfaria do vídeo e nunca mais veria aquele homem a deixou de bom humor.

Assim que dobrou a esquina, ligou o telefone para buscar um contato e encontrar um número para o qual ela nunca tinha ligado antes.

Tinham dito para ela que aquele era o número privado do seu desconhecido marido, a quem ela poderia pedir ajuda caso houvesse necessidade.

Aquele era o momento.

"Olá, eu sou a sua esposa. Uma vez que você não cumpriu com nenhuma das suas obrigações de marido nos últimos dois anos, tempo em que estamos casados, agora eu quero o divórcio. Por favor, peça o documento ao seu pai e o assine o quanto antes possível." Depois de digitar rapidamente, clicou em "enviar".

Um alerta no telefone de John.

John estava recebendo uma mensagem de um número desconhecido. Ao abrir, ele sentiu-se confuso.

"Isso é uma piada? Não estou casado", debochou com desdém.

Isso o fazia acreditar que ele estava sendo alvo de um golpe ou extorsão.

Tendo escutado o que o chefe disse, Henry apressou-se em explicar: "Senhor, você é realmente está casado, se trata de um casamento secreto."

'Além disso, a sua esposa é a Senhorita Nina, que acabou de lhe dar um tapa', acrescentou em sua cabeça.

Ao ouvir aquilo, o homem ficou sem palavras.

'O quê? Um casamento secreto?

Como podia ser que ele ainda não tivesse se dado conta?'

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