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   Capítulo 4 Como você ousa me enganar

Afeto Profundo: Querida, Volte Para Mim Por Josefa Anselmo Personagens: 8186

Atualizado: 2020-06-04 00:02


Sam não sabia se o filho iria assinar ou não.

Considerando o quanto era orgulhoso e arrogante, poderia pensar que nenhuma mulher no mundo o merecia, e tendo em conta isso, assinaria, ou não.

A verdade era que ele ainda não sabia que estava casado com uma linda mulher.

"Senhor, eu tenho um compromisso. Tenho que ir agora", disse Nina, usando como desculpa para sair correndo daquela casa.

Na verdade, ela ficou surpresa que o pai do seu marido tivesse concordado facilmente, porém ao pensar que poderia recuperar sua vida de solteira e não teria que pagar vinte milhões de dólares, sentiu-se aliviada.

Além disso, uma vez divorciada, poderia encontrar um homem que ela realmente gostasse.

Quando a garota foi embora, Jake olhou o documento que estava em suas mãos e perguntou: "O senhor realmente está de acordo com esse divórcio?"

"Que divórcio?" Sinceramente, o seu sogro não tinha gostado desta ideia nem um pouco.

Não tinha sido nada fácil para ele conseguir uma nora. Como ele poderia deixá-la ir?

"O acordo..." 'Deveria entregar ao Senhor John ou não?' Jake queria perguntar, porém engoliu as palavras.

Um olhar ardiloso passou pelos olhos do Sam quando ele olhou novamente o documento. "Encontre um lugar onde possa guardá-lo. Estou muito velho para lembrar das coisas."

Considerando que ele tinha certa idade, era normal que ele esquecesse das coisas.

"Sim, senhor." Jake tinha entendido que Sam não queria entregar o documento ao filho.

Com um brilho no olhar, Sam prometeu em seu coração que reprovaria seu filho mais novo assim que ele chegasse. No entanto, ele não esperava que seu juramento fizesse que o filho espirrasse ao longo do caminho.

"Atchim.".

O espirro repentino deixou John confuso.

Pelo retrovisor, Henry olhou para ele. "O senhor está bem? Quer que eu desligue o ar condicionado?"

Em vez de responder, John disse friamente: "Concentre-se na direção."

"Sim, senhor." Apesar de ser ignorado, o assistente ergueu um pouco as sobrancelhas.

O carro tinha acabado de girar na esquina, eles estavam entrando na Rua SQ, e com a seta acesa, o assistente tocou levemente a buzina antes de girar, para evitar qualquer acidente.

Eles mal tinham entrado na rua, uma silhueta apareceu de repente em frente a eles.

Agitado, o jovem ao volante apertou a buzina novamente e pisou no freio o mais rápido que pôde.

O barulho fez com que Nina, que estava imersa na felicidade de estar solteira, erguesse a cabeça para dar-se conta que um Maybach estava indo na direção dela e se paralisou.

De repente, sentia como se os pés estivessem cheios de chumbo.

"Pare o carro!" Seu coração batia forte e seus olhos estavam bem abertos, porém não podia mover-se.

Felizmente, Henry conseguiu frear justo em tempo.

A distância entre o veículo e a garota era tão pequena que, se eles parassem meio segundo depois, eles a teriam atingido.

Por causa do susto, Nina perdeu o equilíbrio e caiu no chão, machucando a mão.

Já os dois homens dentro carro, tiveram o corpo lançado para frente por conta da freada brusca.

Impedido pelo volante, o assistente pôde aprumar o corpo mais rapidamente, enquanto John não teve tanta sorte, a sua camisa antes perfeitamente passada, agora estava toda amassada.

"Henry!", gritou irritado. Era evidente que ele estava extremamente furioso.

Ao ouvir o seu tom de voz, o rapaz sentiu um frio na espinha, porque era o seu primeiro dia de trabalho e já tinha cometido várias falhas. O que ele tinha feito de errado dessa vez?

Preparando-se para ser repreendido, o assistente cerrou os dentes e explicou: "Uma mulher entrou bem na frente do carro. Sinto muito, senhor!"

Olhando para ele, o CEO se ajeitou e olhou para a garota no chão em frente ao veículo.

Não era possível ver mais do que o seu cabelo preto comprido e parte do seu rosto pálido, o fez sentir-se mal.

De qualquer maneira, sendo o homem frio que era, John desviou o olhar. "Vamos."

Henry ficou pasmo. Não deveria perguntar sobre a condição da mulher?

Ele já sabia que a resposta era não, já que

seu chefe sempre foi um homem desalmado.

Como para Henry o mais importante era não perder o emprego, girou o volante e quando estava a ponto de arrancar, Nina recobrou os sentidos.

Ela pensou no que tinha acontecido na noite anterior e agora, sentindo a palma da mão dolorida, sentiu raiva.

Suportando a dor, ficou em pé e abriu os braços para deter o carro, obrigando ao rapaz frear novamente de golpe o veículo.

Irritado, o seu chefe fechou os olhos e quando abriu novamente se via seu olhar furioso. "Senhor, ela parou o carro."

Sem arrumar o cabelo, Nina bateu na janela do carro. Ao vê-la aberta, ela imediatamente disse: "Você acabou de me atropelar, não se deu conta?"

Como estava vestida de branco e tinha o cabelo despenteado, a jovem parecia mais um fantasma que estava perseguindo eles. A verdade era que ela parecia um pouco assustadora para o motorista.

"Senhorita, você está bem?", ele perguntou, engolindo seco.

Ela parecia que estava bem? Sua pergunta tinha sido ridícula para ela.

Então, Nina arrumou o cabelo atrás da orelha, deixando descoberto todo o seu rosto, e logo, esticou as mãos que sangravam.

"Leve-me ao hospital."

Era uma grande coincidência que ela ainda não tivesse pego um táxi depois de ter deixado a casa do sogro.

Mal viu todo o rosto daquela garota, os olhos de Henry se arregalaram.

'Não é ela a esposa do chefe?'

Inconscientemente, Henry virou a cabeça para olhar para John e descobriu que ele já estava olhando para ela.

Seus traços sem maquiagem eram muito delicados e suas pupilas âmbar brilhavam em seus olhos amendoados cheios de uma sedução natural.

"Olá, pequena!" Curiosamente, o CEO ficou de bom humor quando viu a garota que tinha implorado misericórdia na noite anterior.

Era como se o destino fizesse com que eles se encontrassem pela segunda vez, apesar de que ele não tinha como saber se era uma coincidência, ou um truque novo da parte dela.

A verdade era que o que John mais odiava era ser enganado, assim que ao considerar que poderia se tratar de um truque dela, seu sorriso pouco a pouco desapareceu.

Assim que a garota percebeu que ele era o homem que provavelmente lhe custaria 20 milhões, seus lábios ficaram secos enquanto ela ficava mais furiosa.

Depois de umedecer os lábios com a língua, perguntou: "Senhor Velho, o que faz aqui?"

Ela parecia confusa.

Ela tinha tido o azar de conhecer ele, porém pensou que nunca mais voltaria a vê-lo, tentou esquecer tudo. Então, porque ela tinha que encontrá-lo justo agora?

Passou com ela a noite anterior e agora o quê? Ele queria incomodá-la outra vez?

A maneira com a qual ela falou com ele o deixou de mal humor no mesmo instante. No entanto, ele tinha acabado de chamá-la de "pequena". Ele tinha trinta anos, então parecia normal chamá-lo de "Sr. Velho".

"Você não está feliz em me ver?" Tinha uma pitada de decepção na sua voz, pois inumeráveis garotas estavam loucas por ele inclusive o perseguiam devido ao seu status social, talento e sua aparência. Por que aquela garota preferia evitá-lo?

Por acaso ela tinha medo que ele a comesse viva?

Ops, ele já o tinha feito.

Nina não queria dizer nada.

'Porque eu deveria estar feliz?

Ele estava louco?'

Sim, ele era bonito, mas, em sua opinião, era infelizmente um canalha que tinha esapado de um hospital psiquiátrico.

"Adeus." Assim que se deu conta de que era o mesmo homem da noite anterior, achou melhor pegar um táxi e ir ao hospital de si mesma.

"Espere." Ela já tinha desobedecido ele na noite anterior, e agora pretendia fazer o mesmo novamente.

Decepcionado e irritado, John abriu a porta do carro e arrastou ela até jogá-la no banco do veículo.

Devido ao seu corpo alto, Nina sentiu uma certa pressão, principalmente num carro tão estreito.

"O que você quer?" Ela estava um pouco assutada com a frieza do olhar dele.

Com um leve sorriso, John a segurou pelo queixo. "Diga-me, como você se atreve a preparar uma armadilha para mim?"

Ele usou de propósito um tom de voz que despertasse muitas emoções na garota.

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