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   Capítulo 2 Casada

Afeto Profundo: Querida, Volte Para Mim Por Josefa Anselmo Personagens: 8456

Atualizado: 2020-06-02 00:02


"Você ao menos sabe o que significa canalha, pequena?" De repente, John levantou-se para jogar o cigarro que tinha na mão no cinzeiro e em seguida, aproximou-se de Nina, que parecia muito pequena ao lado dele. Ele foi caminhando na direção dela e ela se afastando até que ela estava atrapada num canto do quarto. Ela tinha os punhos apertados, tentava conter a respiração nervosa, pois sabia que já não tinha como voltar atrás.

Seu rosto ficou vermelho e olhando para ele furiosa, quase gritou: "Não sou o tipo de pessoa que você pensa que eu sou!"

Quando ele aproximou-se dela, soube que tinha algo que não estava bem, pois o perfume que ela usava fazia com que ele não conseguisse se afastar dela.

O que fez com que todas as suas defesas se quebrassem. Sob a influência do perfume, John mudou a expressão do rosto completamente.

O perfume também fez com que o corpo de Nina se suavizasse diante dele. Era como se o perfume estivesse manipulando os dois como marionetes.

"É o seu cheiro! Isso é uma armadilha!" Sem pensar duas vezes e segurando a raiva, ele a levantou porque a única coisa que desejava naquele momento era estar perto dela.

"Não! Eu... Me solta! Eu... sou..."

Ela era casada.

Apesar de não saber quem era o seu marido e nem como ele era, ela tinha assinado o acordo de casamento.

No entanto, John já não tinha intenção de escutar nenhuma das suas bobagens, assim que o único que fez foi beijá-la com toda a vontade que tinha. Assim que o fez, sentiu o seu corpo tenso, seus lábios tinham um sabor incrivelmente doce.

"Solte-me..." Ela pedia soluçando ao mesmo tempo que golpeava o peito dele.

Nina tinha um pouco de força, porém não o suficiente para superar o perfume, o qual aumentava ainda mais os seus desejos.

Num piscar de olhos, este homem a estava devorando completamente.

Da sua parte, ela estava assustada que chegou a ficar pálida, porém as carícias dele a transmitiam uma espécie de corrente elétrica que se espalhava por todo o seu corpo, fazendo com que ela se entregasse em silêncio.

Um tempo depois, começou a amanhecer.

Nina sentia o corpo todo dolorido. Ela abria os olhos lentamente enquanto girava o corpo para o outro lado. Ao ver aquele homem do lado dela, tomou um grande susto.

"Não!"

Sufocou um grito. Aquilo não podia estar acontecendo!

Ao pensar no seu estado civil, a mão da jovem tremeu ao tocar a mesa de cabeceira. Tudo o que ela queria era investigar os casos de suicídio. Como ela poderia imaginar que ia terminar entrando no quarto do diabo?

O canto dos pássaros que chegava do lado de fora fez com que por um segundo ela se sentisse calma, porém, não demorou muito a voltar a realidade.

Sabendo que poderia colocar em risco o seu próprio casamento, ela vestiu-se rapidamente e saiu sem sequer olhar para o homem que dormia profundamente ao seu lado.

Com sorte, eles nunca se encontrariam novamente.

Uma vez fora do hotel, ela deduziu que não tinha ocorrido nenhum suicídio, devido à falta de jornalistas e funcionários correndo de um lado para o outro, então suspirou aliviada.

Atordoada, ela voltou para casa e passou toda a manhã lavando-se uma e outra vez até ficar com a pele toda avermelhada.

O problema não era ter tido uma noite de paixão com um estranho, o problema era que ela estava casada!

Há dois anos, ela tinha assinado os papéis do casamento com um homem que não conhecia.

Na verdade, não sabia absolutamente nada sobre ele, seu nome, altura, peso ou idade.

Se não estivesse estado tão desesperada e tivesse que receber esta condição naquele momento, não teria cavado sua própria cova daquela maneira!

Ela estava sendo dominada pela ansiedade e angústia.

'Maldição!' Um pensamento do nada assombrou a sua mente e fez com que ela corresse até suas gavetas assustada, de onde tirou um documento que era um acordo.

Ela tremia de medo enquanto passava página por página. Nina lembrava que tinha uma cláusula naquele documento que falava sobre infidelidades. Se tivesse um caso enquanto o casamento ainda estava válido, quanto teria de pagar?

Ao encontrá-la, ela congelou como se tivesse acabado de ser atingida por um raio. "Vinte milhões?!", ela deu um grito.

Nina es

fregou os olhos para ler novamente. No documento estava escrito claramente que ela deveria pagar vinte milhões de dólares, e para validar, sua assinatura e sua impressão digital.

'Maldição.

Agora não tenho mais saída.

Vinte milhões.' Com as mãos tremendo, ela se jogou no chão, desejando que ela desaparecesse neste mundo.

De onde ela iria tirar todo aquele dinheiro?

Não tinha sido como se ela tivesse a intenção de enganar o marido!

Depois de pensar um pouco, tomou uma decisão.

Ela se olhou no espelho e apertando os dentes e com os olhos quase fechados, pensou que nunca mais voltaria a ver aquele homem, e caso isso acontecesse, ela simplesmente compraria o seu silêncio.

Caso ele não concordasse, ela continuaria o ameaçando até não poder mais.

Uma vez que este assunto estivesse resolvido, ela solucionaria o assunto do divórcio.

Então, finalmente conseguiria o que desejava: liberdade. Depois de tudo isso, poderia converter-se numa criminologista qualificada sem nenhum marido para detê-la.

Ao pensar nessa possibilidade, ela deu um suspiro de alívio.

Eram dez da manhã, quando um homem de terno e sapatos de couro entrou na suíte presidencial. Tinha cerca de 24 anos, usava óculos de aro dourado e tinha uma pasta na mão.

O homem era Henry Ye. Não fazia muito tempo, ele tinha se candidatado para o posto de assistente do CEO do Time Group. Embora tivesse conseguido o emprego, na verdade, aquela era a primeira vez que ele via seu chefe, John Shi.

John era o filho mais novo da família Shi, considerado muito poderoso e incrivelmente implacável, tanto que era o dono de metade da Cidade de Lexingport.

Assim que o assistente abriu a porta, viu um homem alto saindo do banheiro enrolado numa toalha. O homem olhou para Henry com indiferença. "Roupas."

"Sim, Sr. John", disse, para em seguida chamar alguém para buscar um terno.

Ao passar os olhos pelo sofá bagunçado e as roupas espalhadas, ele viu um sapato feminino. Ele viu alguns arranhões vermelhos nas costas do seu chefe que o levaram a concluir que este tinha tido uma noite especial.

Timidamente, o rapaz tirou os óculos e alguns segundos depois chegavam as roupas solicitadas.

John parou em frente ao espelho, vestia uma calça reta preta até a altura do tornozelo e uma camisa branca com o colarinho desabotoado que deixava entrever um pouco de sua pele.

Ao levantar os olhos, Henry viu um rosto bem esculpido, olhos escuros e frios.

Apertando os lábios com força, o CEO começou a ajeitar o cabelo. Então, sorriu satisfeito para sua imagem no espelho e começou a ajustar os pequenos detalhes na roupa, um de cada vez.

'É um homem incrivelmente narcisista', pensou o assistente.

Ao ver que o seu chefe estava pronto, o rapaz se ajeitou. "Sr. John, seu pai pediu para que você vá a casa esta noite."

"Organize isso."

"De acordo. Algo mais que eu possa fazer pelo senhor?", perguntou. 'Por exemplo, investigar a mulher da noite passada?'

"Investigue tudo sobre a mulher que esteve aqui ontem à noite. Quero saber tudo sobre ela." John precisava descobrir a verdade.

A razão que levou James a enviar aquela garota tinha sido por sua aparência, porém ele lembrou que ela tinha mencionado ter recebido treinamento teórico.

Considerando que ele tinha acabado de voltar, precisava ter cuidado com essas coisas.

Não muito tempo depois, Henry havia encontrado informações sobre Nina, embora não tivesse preenchido uma página.

Com a testa franzida, seu chefe não conseguia acreditar que, como hacker, Henry tivesse encontrado tão pouca informação.

Na verdade, quando recebeu o documento, Henry engoliu seco, nervoso.

Ele nunca tinha estado tão ansioso para averiguar informações confidenciais.

"Nina tem 20 anos. Está no segundo ano do Departamento de Psicologia da Universidade L. Não há informações sobre os seus pais e parece que ela é filha única. Além disso, é casada", relatou o assistente.

Embora houvesse algo no nome dela que despertou a curiosidade de Henry, ele não sabia o que era.

John ficou surpreso com o estado civil dela, e lembrando do sangue nos lençóis, não pôde deixar de se sentir confuso. 'É casada? Por acaso, o seu marido é impotente?'

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