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   Capítulo 6 Proposta tentadora!

Deus dos Desejos Por ℓα∂y_αк (✪‿✪)ノ Personagens: 11217

Atualizado: 2021-06-11 09:36


Capítulo 6⭐ೋ

Mel sente uma imensa energia surgir do toque da mão do moreno. Era como se todas as suas forças desaparecessem.

"Eu... Eu vou..."

Ela desmaia.

O homem a segura em seus braços.

Ele encara a pequena fixamente.

"Tão frágil como uma pétala de rosa!"

O mais alto pensa.

— Mestre! Quer ajuda para carrega-la? — Litchy fala ao chegar no local e vê seu chefe segurando a jovem como um noivo indo para sua noite de núpcias.

— Mantenha suas mãos longe dela! Você sabe o porque! — O moreno fala de um jeito sério.

— Háhaha! Claro! É óbvio! Háhaha! — O jovem de cabelos prateados ri ao falar.

Ele abre a porta do carro luxuoso para o seu mestre, e em seguida ele vai para o banco do motorista e dá partida.

O rapaz de olhos achocolatados com um brilho cintilante avermelhado fita o outro homem que emprestava seu ombro para a Mel. Litchy nota um leve sorriso gentil no rosto do moreno ao olhar a jovem adormecida.

Isso o incomoda.

「 • • • ೋ⭐ೋ • • • 」

Os pássaros cantam do lado de fora da janela. A música criada era agradável de se ouvir.

Mel se encontrava deitada sobre uma suntuosa cama com corcel. Os lençóis que a cobria era de seda pura.

Sentindo uma suave brisa, a pequena abre os olhos.

Ela avista o quarto luxuoso e delicado.

"HÃN?"

A garota se senta rapidamente na cama. Seu olhar demonstrava o tamanho de sua confusão.

"Onde estou? Como vim parar aqui?"

Rapidamente a menina fita seu corpo por de baixo do lençol.

"Ainda bem! Estou com minhas roupas."

Ela respira aliviada.

Se pondo de pé, a jovem vê sua mochila em uma cadeira e ao lado havia um vestido belíssimo. Era um modelo antiquado.

Sobre a muda de roupas, e ao lado de produtos de banho, se encontrava um bilhete.

— Prezada senhorita Amary, após o nosso encontro por estar debilitada você desmaiou. Tomei a liberdade de traze-la até a minha casa mas não se assuste! Precisamos conversar! Por favor assim que acordar fique a vontade para se banhar. Estarei te esperando na sala de estar principal. — Mel lê em voz alta o bilhete.

"Então aquilo tudo aconteceu? É óbvio se não eu não estaria aqui!"

"Será que foi aquele desconhecido que falou algumas coisas esquisitas que escreveu isso?"

"O que ele quer comigo?"

Mel agarra sua mochila e a coloca nas costas.

"Se quero as respostas terei que perguntar diretamente."

A jovem deixa o quarto.

Ela caminha pelos corredores espaçosos e luxuosos.

"Estou em uma mansão? Uma como daqueles filmes?"

Mesmo estando temerosa, a menina se sente empolgada.

Ela passa por várias salas e mais alguns corredores.

"Como é que vou saber qual é a sala de estar que ele está?"

Mel para de andar e olha para uma porta que levava para o jardim.

"Não deveria estar indo atrás dele. Não importa o motivo te ter me ajudado! Eu não devo confiar em mais ninguém! Ainda mais em um homem tão misterioso."

A ruiva dá alguns passos na direção da porta, mas de repente, ela para.

Tum, tum, tum...

"Por que? De novo isso! Essa sensação... É como se algo dentro de mim não quisesse ir!"

Amary olha para um dos corredores.

"Eu posso sentir... Ele está lá!"

Desistindo instintivamente de ir embora, a menina se vira e caminha lentamente para direção vista a pouco.

Ao adentrar a sala, seus olhos veem um belo homem sentado lendo um livro.

O moreno levanta o seu olhar com sutileza, e ao fita-la, ele sorri.

— Que bom que acordou! Está se sentindo melhor?

Tum, tum, tum...

"Po-por que ele está sorrindo?"

— S-sim... — Ela responde se sentindo constrangida.

O homem se coloca de pé.

Tum, tum, tum...

"O meu coração está disparado... Que inferno! Fique quieto por favor!"

Ela dá alguns tapinhas sobre o peito esquerdo.

— Me acompanhe! Conversaremos na sala de jantar. Só estava lhe aguardando.

O mais alto caminha e Mel pensa um pouco, mas acaba o seguindo.

Eles adentram em um cômodo onde havia um lustre belíssimo.

Amary admira o objeto como uma criança admiraria algo que nunca havia visto.

O proprietário do local sorri ao notar o olhar curioso da menina.

Ele puxa uma cadeira da mesa para ela.

— Sente-se! O almoço já será servido!

A ruiva estranha a atitude cavaleira do rapaz. Ela se sente até constrangida porém, resolve se sentar.

O homem faz o mesmo na cadeira da ponta da mesa.

O moreno sacode um sino três vezes.

Mel observa atentamente. Ela escuta alguns passos se aproximar.

Um homem de boa aparência entra no cômodo enquanto segura uma bandeja.

"O cabelo dele é prata? Parece tão natural."

Ele se direciona para ela, e coloca a refeição na frente da pequena na mesa.

— Vejo que não vestiu o vestido que separei para você. Por acaso não gostou do modelo? Preferiria algo mais moderno? Me desculpe! Sou um fã da época vitoriana e você é tão jovem. — Litchy diz enquanto destampa a bandeja e revela apenas um prato direcionado para a menina.

"Ele fala como se fosse bem mais velho que eu, mas parece que temos quase a mesma idade."

— O vestido era lindo! Eu só não me senti confortável para tomar banho em um local que nem sei aonde fica. Não entendo o que está acontecendo e nem o que querem com uma pessoa como eu. — Mel declara e os dois homens se encaram.

— Você está certa! Sua confusão é aceitável! E por esse motivo, peço um pouco de compreensão da sua parte. — O moreno fala.

O jovem funcionário se afasta da menina e estando com a bandeja encostada na sua barriga, o garoto se alinha na parede próxima.

— Se o senhor quer que eu te escute, me diga primeiro o seu nome.

"Ele também não parece tão mais velho que eu, mas me sinto estranha de chama-lo apenas de você. Esse homem tem algo nele que não sei explicar..."

Mel

encara o rapaz de cabelos prateados que sorria para ela.

"Ele também... Posso sentir algo vindo deles."

— Acho que fomos muito mal educados não é mesmo?

Mel não o responde.

— Esse ali parado é o meu servo pessoal. Seu nome é Litchy Lutom.

O empregado se curva como se a reverencia-se.

— Encantado, Mel Amary.

"Nossa! O que foi isso?"

Ela se cora com a cena.

— Já eu você pode me chamar pelo nome Kayem Wihin.

Tum, tum, tum...

O olhar do homem a deixa inquieta.

Ela não diz nada.

— Por favor coma antes que esfrie. Você deve estar há horas sem se alimentar! — Kayem fala.

"Agora que notei, só eu estou com uma refeição... Por quê?"

— Por... Por que não estão comendo? — Amary pergunta.

Litchy sorri e desvia o olhar para a janela.

— Nós já almoçamos! Só estava te esperando para te servir e conversarmos. — O dono da casa declara.

— Meu tempero nem chega "aos pés" do seu, mas fiz o meu melhor! Por favor coma! — Lutom diz após contemplar a vista do jardim ali mesmo da parede aonde estava.

Mel fita o prato a sua frente.

"Parece bem apetitoso... Estou faminta mesmo!"

A pequena encara os dois jovens.

"Acho que se quisessem me fazer algo, já teriam feito! Ainda mais porque estava desacordada.

A jovem ruiva começa a comer.

"Essa massa está deliciosa! Faz muito tempo que como algo que outra pessoa preparou."

Os dois homens a observam atentamente.

「 • • • ೋ⭐ೋ • • • 」

Após se alimentar, a pequena continua sentada na mesa.

— Agora está se sentindo melhor ? — Wihin fala.

— Sim...

"Me senti tão envergonhada com eles apenas me encarando. Vou terminar logo essa conversa."

— Senhor Wihin...

— Não precisa ser formal comigo! Vamos nos tratar como iguais.

— Bem... Você... Você sabia sobre minha vida. Me diga como e por que?

O jovem proprietário encosta na cadeira e cruza seus braços.

— Como posso me descrever para você Mel, sou um homem peculiar.

"Hãh?"

Ela se mantém o encarando.

— Faz alguns meses que por um pequeno acidente eu experimentei a sua comida. Após isso, não pude deixar de quere-la sempre e mais...

— Isso é verdade! Meu mestre me fazia ir lá naquele lugar simples todos os dias. — Litchy declara.

— Digamos que tenho necessidades especiais e estou apenas me alimentando do que você cozinha, e é por isso que quero que trabalhe para mim.

— Isso não faz sentido! Você me disse que se não segurasse sua mão eu morreria até o fim do dia de hoje! E também, como sabia aonde estava e que tinha fugido?

Lutom encara seu chefe com seriedade.

— Já tinha investigado sua vida! Você me impressionou e eu tinha que descobrir quem era essa cozinheira especial.

Tum, tum, tum...

O coração da jovem acelera novamente.

— Eu soube que seu ex é do tipo desprezível. Quando o restaurante não abriu hoje estranhei. Confesso que me preocupei com você mesmo não tendo visto seu rosto nenhuma vez pessoalmente. Então, te vi por pura sorte em fuga e a segui.

"Então ele me seguiu mesmo!"

— Sobre falar que morreria até o fim do dia foi uma suposição. Você não parecia bem, e sei que o dono daquele estabelecimento não vai desistir até te encontrar. Você era a "alma" do lugar!

Tum, tum, tum...

"Só de pensar no David eu me sinto mal."

— Era perigoso para você ficar na rua, e até o fim do dia poderia morrer. Não queria isso já que você é importante para mim!

Mel o encara fixamente.

"Ele não está me dizendo tudo. Na rua o jeito que falou comigo foi diferente!"

Amary abaixa a cabeça enquanto pensa.

"Mas não importa o quanto eu pense, tudo que ele disse faz sentido... Mesmo sendo esquisito."

— Você não tem parentes e nem amigos que podem te ajudar. Seu ex-namorado não vai medir esforços até te capturar, e isso se não te ferir ainda mais! Então, Mel me escute!

A ruiva o fita seriamente.

— Faremos um pacto! Você trabalhará para mim durante um ano. Te oferecerei moradia, proteção e será bem remunerada. Se cumprir com o acordo, te pagarei um milhão por mês.

— O QUÊ? — Mel se choca.

BAACK!

Com o susto causado pelo absurdo que escutou, a ruiva se levanta com brutalidade e derruba a cadeira.

A madeira cara e pesada bate no chão fazendo um som que causa ecos na grande sala de jantar.

Tum, tum, tum...

O moreno a encara.

Tum, tum, tum...

— Me desculpe! Me desculpe! — Mel se encolhe e pede desculpas desesperadamente pelo força do hábito. Se ela se comportasse mal perto do David, era motivo para ele a machucar.

Litchy se surpreende com a reação da mulher, e antes mesmo que seu mestre o mandasse fazer algo, ele se aproxima e levanta a cadeira caída.

— Está tudo bem, senhorita. Não precisa pedir desculpas. — Ele diz.

Tum, tum, tum...

"Eu... Eu devo estar parecendo uma maluca!"

Respirando fundo, Amary tenta se acalmar, e por indicação do servo da propriedade, ela se senta novamente.

— Está mais calma? — Kayem pergunta usando um tom gentil.

— Si-sim... Eu só me surpreendi com o que falou, mas devo ter entendido errado.

"É óbvio que é isso! O que entendi não faz sentido."

— Não, Mel. Você não entendeu errado! Me dê um ano de servidão, e quando acabar, eu irei partir, e você terá tudo que sempre desejou! Basta apenas cozinhar para mim!

Kayem diz e sorri gentilmente.

Tum, tum, tum...

— Eu preciso de você, Mel Amary! — Ele fala.

Tum, tum, tum...

"Precisa de mim? Um milhão por mês para cozinhar? O que está havendo? Cada vez mais fico mais confusa!"

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{Receita do dia}

➻ Uma vasilha grande de curiosidade...

➻ Três colheres de atenção...

➻ Um copo de ambição...

➻ Misture todos os elementos com a sua mão, e descubra se tudo é verdade ou uma ilusão.

CONTÍNUA ⭐ೋ

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